Um breve retorno
Bernarda Maia October 16th, 2008

Voltar ao Brasil após 11 meses morando fora. Estou no avião pensando como serão os 21 dias que passarei no país que nasci e cresci, onde estão todos os meus amigos e toda minha família. Passei o pedaço mais difícil da viagem, onze horas entre Auckland, na Nova Zelândia, e Santiado no Chile, pensando em como seria este reencontro, todas as vezes me vieram lágrima nos olhos em pensar que verei as pessoas que amo e meu filho quadrúpede. No entando a dor maior era ao pensar que as deixarei novamente para voltar à Australia.
Quando decidi sair do Brasil sabia que seria difícil viver fora. Não é fácil viver numa cultura diferente, numa língua diferente, onde, por mais que fale Inglês há anos, o idioma é sim uma barreira. Não é fácil se expressar e compreender numa língua não nativa. Como um amigo disse, se você souber brigar com alguém numa outra língua, isso prova que de fato você a domina.
Sendo assim, voltar para o meu país, onde compreendo perfeitamente tudo que acontece, as regras, as gírias, as piadas, as pessoas, os cheiros e gostos, dá um aperto maior no coração. A saudade ao invés de se dissipar, aumenta. Paro por um momento e penso: Parem este avião, me deixem descer que vou voltar pra Australia. Não vim para o Brasil para sentir mais saudade. Mas agora, há uma hora de chegar lá, reparo que toda a dor será válida. Mesmo sem saber o que sentirei na volta, quando estarei voltando sozinha, no entando desconfio…
Como será que está tudo? As esquinas serão as mesmas? Aqueles lugares que costumava frequentar ainda existem? E mais, se existem, farão eles parte da minha vida, ainda? Será que as sensações serão as mesmas? Tenho medo das respostas, medo de entrar no buraco entre uma cultura e a outra. Sei que jamais perderei o que aprendi no Brasil, atualmente a única perda que consigo identificar é na língua mesmo, as palavras que não vem mais à mente e os erros de grafia. Sim, pode parecer soberba, mas não é, esquecemos mesmo, e verifiquei isso com muitos brasileiros que conheci no exterior. Todos relataram o mesmo problema.
Espero que 11 meses ainda não tenham sido o suficiente para que eu me sinta um peixe fora d’água no meu país, pois tenho medo que após mais três anos morando fora, me sinta.
Confesso q fiquei confuso. Você já está vindo pra cá? Achei q era só dia 20!! rs
Sei q não é comparação, mas eu nasci e cresci na Freguesia, e sinto uma falta enorme tb, mesmo não sendo o mesmo nível de distância
E qndo os vejo, não tenho palavras pra descrever a alegria. Cada minuto é importante, mesmo q seja apenas pra estar do lado dos amigos queridos sem fazer nada.
Amigos… Isso é a melhor coisa desse mundo
Bjão irmãzinha!
Bê, as coisas estão no mesmo lugar esperando a sua volta.
=)
O seu post me deixou emocionado.
Ei Be, eu fiquei 3 anos fora do brasil e qdo voltei estava tudo igual, a mesma praça, as mesmas flores e o mesmo jardim, rs….agora a poluição visual (que tbém era a mesma) foi o que mais me chamou atenção, muitos outdoors e propagandas nos muros da cidade, sem falar no marketing ambulante…aqui é tão limpinho, né?? aproveite!!!
bjs