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	<title>lado.be &#187; amizade</title>
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	<description>On the other side</description>
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		<title>Amigos deste lado do mundo</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 11:45:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernarda Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Melbourne]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[Friends]]></category>

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		<description><![CDATA[  Amigos passeiam na praia de St.Kilda num Domingo de sol. Quando chegamos aqui em Melbourne não conhecíamos ninguém, nem uma pessoinha. Well, não sei bem a ordem das coisas, mas lembro que a primeira coisa que fiz foi ir a um encontro de pessoas do Flickr, foi bem divertido. Nenhum no entanto se tornou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"> </p>
<div style="text-align: center;"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3189/2874065134_b1eb2614a6.jpg" alt="" width="500" height="321" /></div>
<div style="text-align: center;">Amigos passeiam na praia de St.Kilda num Domingo de sol.</div>
<div style="text-align: left;">Quando chegamos aqui em Melbourne não conhecíamos ninguém, nem uma pessoinha. Well, não sei bem a ordem das coisas, mas lembro que a primeira coisa que fiz foi ir a um encontro de pessoas do Flickr, foi bem divertido. Nenhum no entanto se tornou amigo, apenas bons colegas de fotos.</div>
<p class="MsoNormal"><span>Depois fui a um encontro de pessoas que falam português, conheci pessoas queridas, muitas como eu, muito sozinhas. Também se tornaram colegas queridos, que jamais esquecerei pela ajuda e palavras de apoio, pois são pessoas que passaram pelos mesmos perrengues, e sabiam já o que estava por vir pra qualquer novato.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Depois acho que conheci um grupo de meninas brasileiras, estas sim, se tornaram grandes amigas. O engraçado é que nos encontramos via internet, eu conhecia o blog de A que conhecia B. B me conheceu através do blog do meu marido e nos encontramos num bar aqui perto, depois B me apresentou a A que, por coincidência, eu já conhecia via internet, e B me apresentou a C e C nos apresentou, eu, A e B à D. Pronto, 4 brasileiras com histórias diferentes, quase todas de lugares diferentes do Brasil. Somos 2 cariocas, uma de Minas Gerais, as outras duas de Floripa, mas uma só originalmente, pois a outra nasceu em São Paulo, mas morava em Florianópolis antes de vir pra cá. Duas são casadas com australianos, uma namora um australiano e a outra namora um inglês. Todas moram um pouco afastadas de mim, mas sempre damos um jeito de nos econtrarmos, no mínimo uma vez por mês e vira e mexe viajamos prum canto, às vezes nem todas juntas, mas as viagens sempre são divertidíssimas. Com elas conheci a Great Ocean Road e algumas de suas cidades e Falls Creek que fica nas montanhas, as duas cidades fazem parte do estado de Victoria, onde moro. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Depois foi a vez de conhecer um casal de australianos, o rapaz trabalhava com o Phill, é consultor também, na mesma empresa em que o Phill, meu marido. Um dia estávamos num bar e a namorada deste rapaz apareceu, ambos muito simpáticos nos convidaram para almoçar no dia seguinte e a partir daí nos tornamos bons amigos. Este casal também nos ajudou muito a fazer de Melbourne uma cidade mais interessante, pois sempre nos chamam para viajarmos e nos levam a lugares interessantes, como <a href="http://www.zoo.org.au/HealesvilleSanctuary">Healesville</a>, um santuário animal, onde pela primeira vez vimos Koalas e Cangurus e a <a href="http://www.visitmorningtonpeninsula.org/">Mornington Peninsula</a>. Muitas vezes só saimos para um jantar rápido no meio da semana ou uma noite de sexta com drinks e comidinhas, o que nos faz não nos sentirmos sós.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Após os encontros ocasionais, foi a vez de uma amiga lá do Brasil me mandar um email dizendo que conhecia uma pessoa aqui em Melbourne e que ele estava aprendendo português. Eu já até postei foto dele aqui no meu blog. Ele se tornou um grande amigo e me ajudou e continua me ajudando imensamente. Trocamos histórias, eu do Brasil e ele da Austrália, e o mais legal, nos corrigimos, eu a ele com o Português e ele a mim no Inglês. Através dele conheci um pouco mais de Melbourne. Estive em Bendigo, a cidade onde ele mora com sua adorável esposa e a cadelinha mais fofa que conheci por aqui. </span></p>
<p class="MsoNormal">Felizmente a empresa do meu marido tem vários brasileiros, conheci alguns aqui com quem vira e mexe nos encontramos. São pessoas, que assim como nós, também não tem muitos amigos por aqui então nos encontramos pra jantar, ir ao cinema, e com um deles tive o prazer de fazer pela primeira numa academia chamada <a href="http://www.hardrock.com.au/">Hardrock</a>, aqui pertinho de casa, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Indoor_climbing">indoor rock climbing</a>, o que adorei! </p>
<p class="MsoNormal">Depois disso, conheci mais umas meninas brasileiras numa noite brasileira num bar chamado Eurotrash, com um grupo de samba chamado Melsamba. Uma delas é uma das meninas que mais me faz rir nesta terra, com ela não tem tempo ruim, acho que nos demos bem pois somos semelhantes neste sentido. Agradeço a ela a compra de um vestido lindo, tadinha, teve foi é paciência para me ajudar. </p>
<p class="MsoNormal">E por último, mais uma amiga da amiga que nos apresentou por email via Brasil. A conheci há umas duas semanas e que por coincidência conhece as pessoas que conheci na festa Brasileira. Até do outro lado do mundo as distâncias são pequenas, impressionate! </p>
<p class="MsoNormal"><span>Porque estou falando isso? Pois devo boa parte da minha felicidade à presença destes amigos na minha vida e queria agradecê-los de alguma forma, por isto resolvi postar no meu blog um pouquinho da importância de cada um. <img src='http://lado.be/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  </span></p>
<p class="MsoNormal">Thank you, my friends!  </p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
</div>
<p style="text-align: left;"> </p>
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		<title>Cheirinho de Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 22 May 2008 05:13:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernarda Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
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		<category><![CDATA[comida]]></category>
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		<category><![CDATA[Trident de Canela]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem a noite cheguei em casa e chequei a caixa dos correios. Tinha uma carta dos correios dizendo que havia chegado uma carta pra mim, mas que não pôde ser entregue pois eu não estava em casa. Então lá fui eu hoje aos correios, pertinho aqui de casa, para pegar a tal carta. Estava lá, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem a noite cheguei em casa e chequei a caixa dos correios. Tinha uma carta dos correios dizendo que havia chegado uma carta pra mim, mas que não pôde ser entregue pois eu não estava em casa.</p>
<p>Então lá fui eu hoje aos correios, pertinho aqui de casa, para pegar a tal carta. Estava lá, uma caixinha retangular e com um adesivo enorme amarelo dizendo que minha caixa havia sido aberta para fiscalizar se havia alguma coisa que não poderia entrar na Australia. Olhei do outro lado e a caixa havia sido enviada por uma amiga querida que eu conheci na faculdade de jornalismo da UniverCidade que, para quem não sabe, iniciei no primeiro semestre do ano passado e tive que trancar no fim do semestre pois vim para cá.</p>
<p>Vivi é um doce de pessoa, ligada numa bateria de 500 volts, mente incontrolável, ainda bem, pois é uma menina genial dona de um <a href="http://www.vivimaurey.blogspot.com/">blog</a> igualmente genial. Cinéfila, amante da boa música e leitora, grande leitora, nerd de carteirinha, que está a procura do seu neverland. Sim, Vivi, eu estou te devendo responder um email, mas ainda não achei o que você me pediu&#8230;calma que eu acho.</p>
<p>Voltando à caixa que a Vivi me mandou, eu estava andando pela rua, e tentando tirar aquelas fitas adesivas todas que usam pra lacrar as caixas, um saco! Enfim, puxa daqui, cola um pedaço de fita que saiu na calça jeans ali e finalmente consigo abrir a caixa. Qual não foi minha surpresa, um misto de alegria e saudade imensa, e mais ainda porque a gente, quando tá longe, percebe como existem pessoas que estão pensando na gente. O conteúdo da caixa exalava o melhor odor que senti nos últimos 6 meses&#8230;uma caixa de Chá Mate Leão e um pacote de chicletes Trident de canelaaaaahhhhhhh</p>
<p>Me sentei no primeiro banco da rua que encontrei, pois as lágrimas saíam dos meus olhos compulsivamente, solucei alguns minutos ali, lendo aquela carta linda que veio junto, e analisando os saquinhos de sal que também vieram na caixa, e que nem me liguei que eram para o cinema, pois como escrevi num post aqui, não tem sal no cinema para a pipoca, temos que nos contentar com o gosto da pessoa que faz a pipoca.</p>
<p>A Vivi leu um post meu antigo em que eu dizia algumas coisas que eu sentia falta e entre elas estava o mate e o trident de canela. Nunca pensei que fosse sentir o gosto dessas coisas tão cedo, por isso me debulhei em lágrimas de saudade e emoção, tudo junto, graças a uma amiga amada, que é de uma sensibilidade!</p>
<p>Muito obrigada, minha amiga, como sinto falta de você e das nossas conversas e aulas. Muito obrigada por me proporcionar um momento único, nunca pensei mesmo que voltaria a sentir o gosto que sinto agora, de canela, enquanto escrevo este post-carta para você.</p>
<p>Beijos enormes e mais uma vez, muito obrigada por me dar o prazer de sentir um pouquinho mais de perto a sua amizade e o cheirinho do Brasil. Não sei se você sabe, mas esta foi a primeira carta do Brasil que chegou desde que vim pra cá! <img src='http://lado.be/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O correio da Austrália abriu a caixa do mate e o saco do chiclete, acho que estavam conferindo se não eram drogas ou qualquer outra coisa que fosse proíbida por conta da quarentena que eles tem aqui, muitas coisas são proibidas de entrar pois eles morrem de medos de pragas. O que eu entendo e agradeço, pois pude sentir o cheiro que senti quando abri a caixa!</p>
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		<title>Esclarecendo alguns pontos</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Feb 2008 02:53:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernarda Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inglês]]></category>
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		<category><![CDATA[cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu estou tentando me acostumar com as peculiaridades culturais australianas. Tem algumas coisas que não consigo entender muito bem e gostaria que os meus poucos leitores me ajudassem. Eu cheguei aqui há quase 3 meses. O primeiro desafio encarado foi o linguístico, me acostumar com o Inglês em si, com as gírias e expressões, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2337/2269727133_6b097e6cb3.jpg" height="275" width="421" /></p>
<p>Eu estou tentando me acostumar com as peculiaridades culturais australianas. Tem algumas coisas que não consigo entender muito bem e gostaria que os meus poucos leitores me ajudassem.</p>
<p>Eu cheguei aqui há quase 3 meses. O primeiro desafio encarado foi o linguístico, me acostumar com o Inglês em si, com as gírias e expressões, que não são poucas e que ainda estou me acostumando e aprendendo, tais como: shout you, mate, what’re you up to?, beautiful! (sempre falado quando algo é muito bom e geralmente com a seguinte intonação: beeeautiful!),  no worries (essa é muito comum), cool bananas (eu já ri muito dessa expressão), Jeez! (abreviação para Jesus e sempre falado assim: Jeezz!), Fugly ( mistura de fucking ugly), enfim, tem muitas outras ainda  que não me lembro ou ainda não sei.</p>
<p>O segundo é com a maldita mão invertida dessa cidade. Até na escada rolante este povo pára do lado esquerdo, caso alguém queira passar e ficam emburrados caso a gente ocupe o lado direito, mesmo sendo um casal e estando de mãos dadas, um do lado do outro. Cheguei a conclusão que povos desenvolvidos não tem tempo a perder mesmo, nem na escada rolante!</p>
<p>Ainda neste sengundo desafio, outra coisa terrível com a mão invertida é fato de ter que atravessar a rua olhando para todos os lados, até pra cima e pra baixo eu olho. Em todos os sinais, quando abre para os pedestres, tem um aviso sonoro para cegos, assim como rampa de acesso para cadeirantes. Essa cidade chega a ser perfeita demais às vezes, não me dá a menor chance de falar mal, ao menos em alguns quesitos, como este.</p>
<p>O próximo desafio será alugar um carro, que certamente terá câmbio automático, nem preciso dizer o motivo, certo? Pode deixar que conto aqui a experiência, se estiver inteira, claro.</p>
<p>O terceiro desafio que enfreitei é quanto ao comportamento diante das pessoas que conhecemos recentemente e por conseguinte não temos intimidade. Lidar com a cultura alheia é algo bem complicado. O povo britânico é famoso por sua formalidade, o australiano, por ter sido colonizado pelos britânicos, teoricamente têm uma postura parecida. Bem, a teoria até que funciona, às vezes.</p>
<p>Deixem-me explicar do que estou falando. Logo quando cheguei aqui, umas meninas que conheci do trabalho do meu marido me disseram que sempre que me convidassem para uma festa ou reunião em casa, eu deveria levar uma bebida e algum agrado para a dona/o da casa, tipo um chocolate ou flores, pois era o esperado. Ok, eu poderia fazer isso no Brasil também, mas acho que no meu país as coisas são bem menos formais, levaria certamente umas cervejas e estaria ótimo, dado os amigos que tenho e amo.</p>
<p>Eis que um dia, eu e meu marido convidamos um casal para jogar um jogo de tabuleiro aqui em casa há umas semanas e eles não trouxeram nada e nas vezes seguintes continuaram não trazendo. Eu não ligo, e não estou fazendo nenhuma crítica, pois como uma boa brasileira, minha casa estava cheia de bebida e comida. Só concluí que o de praxe não era tão de praxe assim. Mas depois pensei, será que é pelo fato de sermos brasileiros, já que todos dizem que somos casuais? (casual é um adjetivo que me preocupa pela proximidade com o mal-educado, mas não vou discutir isso, foi só uma reflexão)<br />
Bem, quando uma inglesa que também não tenho tanta intimidade, veio jantar aqui em casa, ela trouxe champagne e flores. É, acho que os ingleses são realmente formais e os australianos são como os brasileiros no final das contas, o que é ótimo pois não me fará forçar uma educação que não é a minha e evita me deixar sem graça.</p>
<p>Outra coisa que eu aprendi com um grande amigo australiano que fala português, é que os australianos não falam a letra R e nós, principalmente os cariocas, falamos tudo com R. Ele quem fez a montagem da foto acima. Outro dia ele estava falando coloful e eu não entendia, e ele repetiu coloful , coloful, acho que na terceira vez entendi…ahhhhh coloRful!<br />
Ele sempre me diz: para falar como um australianos você tem que esquecer a existência do R.</p>
<p>Bom, caro amigo, tenho uma coisa a dizer: Não é só do R que tenho que esquecer, preciso aprender e esquecer de muitas coisas para viver bem aqui, mas até que estou gostando muito!</p>
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