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Spam, bacon, sausage, spam…SPAMALOT

Bernarda Maia December 14th, 2007

spam

A primeira coisa que reparo de interessante chegando no centro de Melbourne: um bonde passando na rua e penso: uau, que legal, um bonde…olho para a lateral do bonde e me deparo com o seguinte letreiro “Monty Python’s SPAMALOT”

OMFG!!!!!!!!!Eu vou ver isso ao vivo???!!!! Inacreditável!!! Obrigado Elisabeth por manter isso aqui sobre sua coroa!!!

Nunca amarei tanto a Inglaterra quanto naquele momento!

Dois dias depois, entro numa loja de DVDs em liquidação, nada de interessante…saio da loja e um display de papelão meio torto com uma única caixa vazia do Flying Circus por AU$59,0!! Achei o presente de Natal do Phillip!!! Adoro presentes que posso aproveitar também.

Mas, pô, não vou esperar até o Natal pra dar não…dei no mesmo dia! Com um embrulho tosco, feito de encarte de loja, mas com um cartão bacana de vacas – quem nos conhece sabe que adoramos vaquinhas, mas falo disso outro dia, é uma longa história. Eu queria MESMO dar logo o presente. E ele amou, até o embrulho!!! Eu também…

Voltando ao SPAMALOT (Spam + Camelot), este é um musical, que está em cartaz num teatro aqui de Melbourne, que faz uma paródia com o filme “Monty Python and the Holy Grail”, de 1975, e com uma das esquetes mais famosas deles também, chamada SPAM, de 1970. A título de curiosidade, retirada diretamente do mundo maravilhoso da Wikipedia, a esquete SPAM é mencionada no filme The Holy Grail, numa cena em que os Cavaleiros da Távola Redonda cantam que eles “eat ham and jam and Spam a lot” ( comem muito presunto, geléia e SPAM – a tradução é ridícula, mas sempre vai ter um pra reclamar, aliás, se quiser saber a tradução do filme The Holy Grail, joga no google!)

Continuando…

Acho que a esta altura do post, todos já perceberam que a palavra SPAM, não está à tóa em nosso vocabulário da internet, espero… Mas a história do SPAM é mais antiga, e foi o que me levou a este post.

Spam é um alimento enlatado a base de porco, criado pela empresa americana Hormel Foods Corporation,que foi muito utilizado pelos soldados americanos na Segunda Guerra Mundial. Na Inglaterra, o Spam foi a única “carne” que não foi racionada durante a guerra e por isso os ingleses enjoaram tanto do enlatado que o Monty Python criou esta esquete. Imagina você comer todo dia, em todas as refeições, um patê de presunto com alta concentração de sódio?!

A esquete trata exatamente disso, onde em todos os pratos do cardápio de um restaurante tem Spam. Spam pra todos os lados, sem qualquer contexto…um prato cheio para o termo da internet.

Empregado em 1978 pela primeira vez com o intuito que conhecemos hoje, uma mensagem indesejada, seja por e-mail, IM, celular, etc, o Spam (eletrônico) é mais antigo que imaginávamos e surgiu de um dos melhores programas de comédia que a BBC produziu.

Chega de informações úteis (sim, elas são úteis). Eu cheguei a este post, pois hoje, no meu momento dona de casa-cozinheira, fui ao mercado comprar ingredientes para o jantar que farei amanhã aqui em casa e entre feijões, ervilhas, beterrabas e milhos enlarados eis que vejo o verdadeiro SPAM! Claro que comprei!!! Não provei porque ainda não tive coragem, nem sei se terei, mas o Phillip irá e, assim que ele o fizer, eu aviso o resultado.

A quem interessar possa, reparem que a fonte e a cor utilizada no nome do musical é a mesma do enlatado.

Se quiserem diversão garantida, assistam as esquetes que estão no youtube ou aos filmes e a série Flying Circus que ficou no ar de 1970 a 1974.

Primeiras opiniões

Bernarda Maia December 11th, 2007

Map

Chegar em qualquer cidade nova requer um mapa. O nosso primeiro mapa nos foi dado pelo motorista que foi nos pegar no aeroporto (foto acima). Sim, nós fomos recepcionados por um motorista chamado Ozzy, o que desde o Rio de Janeiro, nos fez ter a certeza que seríamos bem recepcionados. Não deu outra, o Ozzy, além de gente boa pra caramba, tinha uma BMW. Pô, nunca tinha andado numa BMW na vida! E já cheguei aqui tirando onda…(risos)

O mapa era bem simples, que descobrimos mais tarde que era o que era dado nos pontos de informação turística da cidade, já que estamos no coração de Melbourne, o que não falta é ponto turístico. Quando olhei o mapa e vi o nosso endereço fiquei bem animada, pois estava no mapa! A segunda coisa que me animou, foi saber que o mapa do centro parece um tabuleiro de xadrez retangular, ou seja, não teríamos que nos perder nas quebradas (como dizem os paulistas).

O melhor são as associações que fazemos para não esquecer das ruas: King William, Queen Elisabeth. Ok, decorei quatro ruas em sequência.

O probema é saber quem são ou o que são as outras ruas. Por exemplo, moramos na Jane Bell Lane, ela não é uma rua, não tem trânsito de carro nem calçada. Mas a nossa Via (lane) começa na Russel St. E aí estão os problemas, Jane Bell é bem sonoro, mas quem diabos foi Russell??? Lógico que eu pensei no Russell Crowe, que mora aqui na Austrália. Ufa! Resolvi um problema, me lembro a rua que moro! Chego na Russell St e está tudo bem. Mas entre a Elisabeth St e a Russel St, tem a rua que mais demorei a aprender a falar e ainda me enrolo que é a Swanston St. Who the hell is Swanston??? Não consigo pensar em nada pra me lembrar desta rua, e a maldita não tem nenhum prediozinho famoso, nada pra me fazer lembrar dela, nenhuma loja legal, NADA! E ainda tem mais duas depois da minha e a primeira lááá do outro lado, antes da King St que é a Spencer St. Que não sei por que mas o nome me é familiar.

Bom, voltamos pras duas ruas seguintes à Russel St, que também foram fáceis de decorar. A Exhibition St. que chamo de rua exibida e por isso me lembra de várias pessoas, eu sei que exhibition não é exibida, mas lembra. E como tenho muitas amigas que se encaixam neste adjetivo, é fácil de lembrar…(riso)

Depois da Exhibition St. vem a Spring St. que é onde tem o Parlamento, o que me fez pensar: Será que o parlamento só funciona aqui de vez em quando como no Brasil?

Estas são as ruas principais paralelas a minha. As perpendiculares ainda não decorei a ordem e o nome só de algumas, como a Burke St. que é a rua da perdição. Primeiro que é uma rua que não passa carro, só o bonde. E SÓ tem lojas pra todos os lados!!! Loja da Adidas, HMV, David Jones e Myer (que é como se fossem a Sears, lembram? Big loja de departamento onde funciona o Botafogo Praia Shopping) que ocupam tres prédios em ruas diferentes!!! Na primeira vez que entrei na Myer, eu me perdi e fiquei super nervosa, até descobrir que tem PLACAS de indicação pela loja inteira. Dizendo: Saída para a Burke St., Saída para a Elisabeth St., enfim, tem saídas multiplas e com 4 andares (pelo menos) cada uma em cada prédio!!! SÃO MUUUUUIIIITOOOO Grandes!!! E uma do lado da outra…

As Ruas paralelas são interessantes, pois elas tem um clone menorzinha, ou seja a Burke St, por exemplo, tem a Little Burke St. Assim como a Collins St. e a Lonsdale St. Aliás eu nunca consigo falar Lonsdale, SEMPRE falo Londsdale. E pra terminar o tabuleiro tem a LaTrobe St., que sempre me faz lembrar dos Globetrotters (sim, esta é uma associação muito idiota, mas funciona).

Do outro lado a Flinders St. que é uma rua beeem agitada também, mas é mais cultural. Na Flinders tem o aquário de Melbourne, a Federal Square, o Museu da Imigração e a Estação de trem, que é linda e funcional. Além disso a Flinders é acompanhada por uma parte do Yarra River ( Rio Yarra), que também é muito bonito e praticamente corta a cidade. Vi crianças tendo aula de remo nele, muito bacana.

Eu sempre fui muito boa com mapas, este mapa é fácil, é um retângulo, o problema é decorar os nomes. Mas este é apenas o começo, porque comprei o mapa dos subúrbios daqui e descobri que é um emaranhado de ruas e que a cidade é enooorme. Ou seja, se me perdia em São Paulo, aguardem pelas minhas próximas aventuras nos subúrbios de Melboune. Se bem que, acho que já sei o que vou pedir de Natal…Um GPS!