Bernarda Maia January 13th, 2008

Parece que foi ontem que parei de estudar inglês, mas quando percebi que faz 10 anos que me formei na Cultura Inglesa, comecei a entender as minhas dificuldades gramaticais, entre outros problemas. Comecei a fazer o preparatório para o IELTS no Cambridge College, fiquei na turma mais avançada do curso, o IELTS B, pois o professor que me avaliou achou que o curso não seria proveitoso para mim, mas acho realmente que está sendo! Explicando: o IELTS (International English Lenguage Testing System) é o Toefl daqui. Tenho que ter uma nota de no mínimo 7 pra entrar no curso que estou almejando fazer, numa universidade. Todas as Unis pedem este teste como um dos requisitos para entrar, mas conheci uns brasileiros que fizeram o Toefl no Brasil para o doutorado e foram aceitos.
O primeiro problema que me deparei foi com a pronúncia, apesar da minha formação no inglês britânico, meu sotaque é o americano. No Brasil, 99% das escolas ensinam o inglês americano, e acreditem, isso é bem ruim, pois aqui o sotaque é britânico mesmo e existem aguns fonemas diferentes entre os dois. No entanto, estou corrigindo isso aos poucos. O segundo problema é com a escrita, estou aprimorando meus textos em Inglês, mas eles tem uma estrutura, não muito, mas com algumas diferenças do português, parece que estou aprendendo a escrever agora.
Minha turma tem 8 nacionalidades diferentes além da minha. Indiana, Coreana, Chinêsa, Thailandêsa, Francesa, Polonêsa, Russa e Colombiana. Entre todas, só preciso comentar uma coisa: Eu não entendo NADA que a indiana da minha sala fala, NA-DA! Eles falam qualquer coisa, menos inglês. Os Coreanos e a Chinesa, que na verdade é de Taiwan e se ela me ouvir chamando de chinesa me mata, são super disciplinados, falam bem, com poucas variações fonéticas. Eu tenho muita pena deles, pois a língua deles é completamente diferente da inglesa. As línguas românicas como o português, francês e espanhol, tem muitas palavras parecidas, a deles não! Então, palavras simples escapam ao conhecimento deles com muita facilidades. Mas ainda assim os rapazes e moças são bons, estudiosos. Quando quero saber de gramática vou direto perguntar pra um deles.
A polonesa tem um sotaque tranquilo, fácil de entender, assim como o da francesa e da colombiana. A russa fala inglês desde pequena, foi ensinada nas duas linguas, o problema é que é uma aborrecente de 15 anos que adora dizer que fuma desde os 10 e que se acha a melhor da turma. A garota é um saco, mais um pouco e serei procurada pela KGB por assassinato. E ainda por cima resolveu me adotar pra mãe, até pra ir no banheiro ela já me chamou pra ir com ela!
Tenho aulas de spelling and listening com a Heather (seg, ter e qua) e de reading and writing com o Erick (qui e sex). Os professores do curso são muito bons, a Heather é uma Neo-Zelandesa que mora aqui na Austrália há 17 anos e o Erick, que é Inglês, mas também mora aqui há bastante tempo e tem um jeito bem engraçado, aquele estilo inglês contido mas que adora fazer piadinhas. Ambos são engraçados, o que ajuda a aguentar 4 horas de aula com 15 min de intervalo toda tarde e pra mim a tarde é bem improdutiva normalmente. De qualquer forma me divirto muito, no final das contas é sempre uma boa terapia estudar.