Archive for the 'Inglês' Category

New Year in Melbourne

Bernarda Maia March 8th, 2008

True Live

The experience of a person who spent the last ten new years watching the fireworks at Copacabana beach, was very interesting. The year hadn’t changed yet in Brazil and here it was the morning of 1st of January and for me it was very strange to think that at the same time my whole family and friends were together celebrating the end of 2007 and anxious waiting the beginning of the New Year.

It was difficult to decide what to do here in Melbourne on the NYE since we didn’t know anybody but it is not a problem for us, because we spent the last NYE together, only two of us and it was our choice.

We were invited for a party on a friend of Phillip’s friend house and then we were supposed to go to a nightclub party. But a party in an unknown friend’s house and in a night club is not exactly what we like, especially because we don’t like hip hop (kind of music that is popular here at the moment). We decided to decline the invitation.

Some days ago we had dinner in a Greek restaurant near our building and we met a couple that I met at Phillip’s company party, where the guy works. We were talking about the NYE and they told us that every year on Yarra River there are fireworks to celebrate it, so we decided to go.

On the NYE day, I spent the whole day cooking black beans because we don’t have the special pressure cooker for that. I took more than normally it would take to be cooked. On the menu we had rice, black beans, salad and porterhouse (the way that they cut the beef here is different, and I don’t know which part of the cow is that but a porterhouse is a big steak and if you go to a restaurant in Rio de Janeiro called Outback and order a special dish called Melbourne you will have a Porterhouse which is a tender steak).

It was ten past eleven when we were ready to go to the Yarra River. We set up everything and I took the bottle of champagne from the refrigerator when Phillip looked at me and said haltingly: “My love, where do you think you are going with this champagne? And I said surprised: Why?! And he continues: Because here is prohibited to drink on the streets and if you get caught by the police you have to pay AU$200! When he said that, the only thing that I could think of was our last NYE in Copacabana beach where everybody pops a cork at midnight!

Well…I shall continue…

We left our apartment and walked in Federation Square direction, which is basically in the end of the street that we live. As we expected, the streets were busy and there were lots of parties around here, although we were not expecting a hot night! When we arrived on Fed Square we were sweating and quite uncomfortable because in fact there were lots of people drunk and drinking on the streets!

We watched the concert of an Aussie band called True Live while we were waiting for the beginning of the New Year. The band was pretty good, but we decided to go to the Yarra River to see the fireworks and as an amateur photographer I was very excited to shoot the fireworks.

Ten, nine, eight, seven, six, five, four, three, two, one…Happy New Year! Everybody was celebrating 2008 and while me and Phillip were hugging each other I was paying attention to the people around us. There were lots of Japanese, Chinese, Vietnamese, Korean, and Indian people and I could hear them speaking in their languages, probably whishing good things to each other and it was really emotive for me. Because I felt comfortable in the middle of that multitude when I realized that I wasn’t the only one that was an outsider, that lots of people, were also far away from their families and homes.

Ten minutes of fireworks on the sky and I started to make jokes and think of funny things while shooting… “Phillip?!”, I said, That is something really interesting. And he obviously asked, “What?!” and I concluded “That is the first thing that I am seeing that is really created by Chinese and I don’t know if it is Made in China! Everything here is made in China, maybe not everything, but a considerable number of things. The Australians could finally have bought something original!” He laughed…and so did I.

The fireworks finished and when we came home to pop some champagne the cork flew forty-one floors below. I called my mother through Skype and she was very happy and suddenly the TV turned on by itself – the remote control was squeezed between the sofa and the wall – and there was a film starting and coincidentally it was a Brazilian movie, called “Os Normais” (“The Normals”). We laughed a lot because it had English subtitles and for us it is really funny! Well, of course we watched the movie that finished three in the morning and we were to bed with that sensation of “The End”

Happy New Year!

Esclarecendo alguns pontos

Bernarda Maia February 17th, 2008

Eu estou tentando me acostumar com as peculiaridades culturais australianas. Tem algumas coisas que não consigo entender muito bem e gostaria que os meus poucos leitores me ajudassem.

Eu cheguei aqui há quase 3 meses. O primeiro desafio encarado foi o linguístico, me acostumar com o Inglês em si, com as gírias e expressões, que não são poucas e que ainda estou me acostumando e aprendendo, tais como: shout you, mate, what’re you up to?, beautiful! (sempre falado quando algo é muito bom e geralmente com a seguinte intonação: beeeautiful!), no worries (essa é muito comum), cool bananas (eu já ri muito dessa expressão), Jeez! (abreviação para Jesus e sempre falado assim: Jeezz!), Fugly ( mistura de fucking ugly), enfim, tem muitas outras ainda que não me lembro ou ainda não sei.

O segundo é com a maldita mão invertida dessa cidade. Até na escada rolante este povo pára do lado esquerdo, caso alguém queira passar e ficam emburrados caso a gente ocupe o lado direito, mesmo sendo um casal e estando de mãos dadas, um do lado do outro. Cheguei a conclusão que povos desenvolvidos não tem tempo a perder mesmo, nem na escada rolante!

Ainda neste sengundo desafio, outra coisa terrível com a mão invertida é fato de ter que atravessar a rua olhando para todos os lados, até pra cima e pra baixo eu olho. Em todos os sinais, quando abre para os pedestres, tem um aviso sonoro para cegos, assim como rampa de acesso para cadeirantes. Essa cidade chega a ser perfeita demais às vezes, não me dá a menor chance de falar mal, ao menos em alguns quesitos, como este.

O próximo desafio será alugar um carro, que certamente terá câmbio automático, nem preciso dizer o motivo, certo? Pode deixar que conto aqui a experiência, se estiver inteira, claro.

O terceiro desafio que enfreitei é quanto ao comportamento diante das pessoas que conhecemos recentemente e por conseguinte não temos intimidade. Lidar com a cultura alheia é algo bem complicado. O povo britânico é famoso por sua formalidade, o australiano, por ter sido colonizado pelos britânicos, teoricamente têm uma postura parecida. Bem, a teoria até que funciona, às vezes.

Deixem-me explicar do que estou falando. Logo quando cheguei aqui, umas meninas que conheci do trabalho do meu marido me disseram que sempre que me convidassem para uma festa ou reunião em casa, eu deveria levar uma bebida e algum agrado para a dona/o da casa, tipo um chocolate ou flores, pois era o esperado. Ok, eu poderia fazer isso no Brasil também, mas acho que no meu país as coisas são bem menos formais, levaria certamente umas cervejas e estaria ótimo, dado os amigos que tenho e amo.

Eis que um dia, eu e meu marido convidamos um casal para jogar um jogo de tabuleiro aqui em casa há umas semanas e eles não trouxeram nada e nas vezes seguintes continuaram não trazendo. Eu não ligo, e não estou fazendo nenhuma crítica, pois como uma boa brasileira, minha casa estava cheia de bebida e comida. Só concluí que o de praxe não era tão de praxe assim. Mas depois pensei, será que é pelo fato de sermos brasileiros, já que todos dizem que somos casuais? (casual é um adjetivo que me preocupa pela proximidade com o mal-educado, mas não vou discutir isso, foi só uma reflexão)
Bem, quando uma inglesa que também não tenho tanta intimidade, veio jantar aqui em casa, ela trouxe champagne e flores. É, acho que os ingleses são realmente formais e os australianos são como os brasileiros no final das contas, o que é ótimo pois não me fará forçar uma educação que não é a minha e evita me deixar sem graça.

Outra coisa que eu aprendi com um grande amigo australiano que fala português, é que os australianos não falam a letra R e nós, principalmente os cariocas, falamos tudo com R. Ele quem fez a montagem da foto acima. Outro dia ele estava falando coloful e eu não entendia, e ele repetiu coloful , coloful, acho que na terceira vez entendi…ahhhhh coloRful!
Ele sempre me diz: para falar como um australianos você tem que esquecer a existência do R.

Bom, caro amigo, tenho uma coisa a dizer: Não é só do R que tenho que esquecer, preciso aprender e esquecer de muitas coisas para viver bem aqui, mas até que estou gostando muito!

English Course – part 2

Bernarda Maia January 21st, 2008

Ok, I know I’ve been absent for a while but it has everything to do with my oral presentation for the Cambridge College that will be tomorrow. Finally!

Tenho estado completamente envolvida na minha apresentação oral, só consigo pensar em inglês e só consigo pensar que meu vocabulário está muito far away de um bom vocabulário. Eu chego lá, eu sei que sim.

Prometo escrever mais em breve, até porque estou deixando muita história interessante passar.

Take care!

English Course

Bernarda Maia January 13th, 2008

Parece que foi ontem que parei de estudar inglês, mas quando percebi que faz 10 anos que me formei na Cultura Inglesa, comecei a entender as minhas dificuldades gramaticais, entre outros problemas. Comecei a fazer o preparatório para o IELTS no Cambridge College, fiquei na turma mais avançada do curso, o IELTS B, pois o professor que me avaliou achou que o curso não seria proveitoso para mim, mas acho realmente que está sendo! Explicando: o IELTS (International English Lenguage Testing System) é o Toefl daqui. Tenho que ter uma nota de no mínimo 7 pra entrar no curso que estou almejando fazer, numa universidade. Todas as Unis pedem este teste como um dos requisitos para entrar, mas conheci uns brasileiros que fizeram o Toefl no Brasil para o doutorado e foram aceitos.

O primeiro problema que me deparei foi com a pronúncia, apesar da minha formação no inglês britânico, meu sotaque é o americano. No Brasil, 99% das escolas ensinam o inglês americano, e acreditem, isso é bem ruim, pois aqui o sotaque é britânico mesmo e existem aguns fonemas diferentes entre os dois. No entanto, estou corrigindo isso aos poucos. O segundo problema é com a escrita, estou aprimorando meus textos em Inglês, mas eles tem uma estrutura, não muito, mas com algumas diferenças do português, parece que estou aprendendo a escrever agora.

Minha turma tem 8 nacionalidades diferentes além da minha. Indiana, Coreana, Chinêsa, Thailandêsa, Francesa, Polonêsa, Russa e Colombiana. Entre todas, só preciso comentar uma coisa: Eu não entendo NADA que a indiana da minha sala fala, NA-DA! Eles falam qualquer coisa, menos inglês. Os Coreanos e a Chinesa, que na verdade é de Taiwan e se ela me ouvir chamando de chinesa me mata, são super disciplinados, falam bem, com poucas variações fonéticas. Eu tenho muita pena deles, pois a língua deles é completamente diferente da inglesa. As línguas românicas como o português, francês e espanhol, tem muitas palavras parecidas, a deles não! Então, palavras simples escapam ao conhecimento deles com muita facilidades. Mas ainda assim os rapazes e moças são bons, estudiosos. Quando quero saber de gramática vou direto perguntar pra um deles.

A polonesa tem um sotaque tranquilo, fácil de entender, assim como o da francesa e da colombiana. A russa fala inglês desde pequena, foi ensinada nas duas linguas, o problema é que é uma aborrecente de 15 anos que adora dizer que fuma desde os 10 e que se acha a melhor da turma. A garota é um saco, mais um pouco e serei procurada pela KGB por assassinato. E ainda por cima resolveu me adotar pra mãe, até pra ir no banheiro ela já me chamou pra ir com ela!

Tenho aulas de spelling and listening com a Heather (seg, ter e qua) e de reading and writing com o Erick (qui e sex). Os professores do curso são muito bons, a Heather é uma Neo-Zelandesa que mora aqui na Austrália há 17 anos e o Erick, que é Inglês, mas também mora aqui há bastante tempo e tem um jeito bem engraçado, aquele estilo inglês contido mas que adora fazer piadinhas. Ambos são engraçados, o que ajuda a aguentar 4 horas de aula com 15 min de intervalo toda tarde e pra mim a tarde é bem improdutiva normalmente. De qualquer forma me divirto muito, no final das contas é sempre uma boa terapia estudar.

New Years Eve

Bernarda Maia January 1st, 2008

A quilômetros do Rio a experiência de quem passou pelo menos os últimos 10 anos assistindo aos fogos na praia de Copacabana foi bem impressionante. O Ano ainda não mudou no Brasil e aqui já estou na manhã do dia 1o. Isso é muito estranho, pensar que agora toda a minha família e amigos estão celebrando o fim de 2007 e aguardando ansiosos pela chegada de mais um ano.

Decidir o que fazer no Reveillon aqui em Melbourne não foi fácil, especialmente porque não conhecemos ninguém, mas isso nunca foi problema para nós, já que no ano passado passamos só nós dois por escolha nossa. Mas morávamos em Copacabana, pertinho da praia. Aqui é um pouco diferente.

Fomos convidados para uma festa na casa dos amigos de um amigo do Phill, e depois iriamos para uma festa fechada numa boate. Festa em casa de desconhecidos não é muito do nosso gosto e boate também não, muito menos de hip hop (estilo musical que é febre por aqui). Declinamos do convite.

Há uns dias, almoçando no restaurante grego aqui da esquina, encontramos um rapaz que trabalha com o Phill. Ele e a namorada sentaram-se, por coincidência, do nosso lado e eu já os conhecia, da festa da empresa do Phill. Conversando sobre Reveillon eles nos disseram que no Rio Yarra tem fogos todos os anos e que é bem animado, decidimos arriscar e ir ver os fogos.

Passei a tarde na cozinha fazendo feijão preto, como não tenho panela de pressão, demorou mais que o normal. Preparei o arroz, temperei o Poterhouse (aqui os cortes de carne são diferentes, então, não me pergunte que parte é essa do boi, pois não entendo nada, só sei que poterhouse é a carne que vem no prato chamado Melbourne do restaurante Outback e é muito macia) e quando deu umas 21:00 estavamos meio altos e sem a menor fome, o jantar de ano novo virou almoço do dia primeiro. Fomos tomar banho e nos arrumar para a virada do ano. As 23:10 nos levantamos pra sair, pego a champagne e os copos e o Phill olha pra mim e diz: Não podemos levar bebida alcoólica. Como não??? É proibido por lei e nessas épocas de feriado a fiscalização é mais forte e a multa é de AU$200. Decepção.

Sem a champagne, fomos em direção a Fed Squere que é no final da nossa rua e onde acontecem os fogos, mas tinhamos que andar uns 5 quarteirões pra chegar lá. No caminho vimos que as ruas estavam movimentadas e ao chegarmos na Fed Square, estava acontecendo um show num palco montado de uma banda que não conhecemos, mas que tinha um som bem legal. Estava cheio, mas nada impossível de se locomover. Resolvemos ir para as margens do Rio, tinha uma balsa enorme, de onde sairiam os fogos e eu estava ansiosa pra fazer minhas primeiras fotos de fogos com minha câmera nova. Mas estava bem cheio ali e acho que os australianos não sabem muito bem conviver em lugares lotados. Foi bem irritante ver um monte de gente tentando correr onde era impossível, ainda mais num calor desagradável. Ontem a noite fez 30 graus, durante o dia chegou a 42!

10, 9, 8 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1! Happy New Year! Eu e Phill, claro, nos desejamos Feliz Ano Novo, em português. Assim como os milhares de japoneses, chineses, viatnamitas, coreanos e indianos, que estava ao nosso redor, falaram em suas línguas. Foi bem interessante a mistura linguística deste momento. Mas o que predominou foi o inglês mesmo.

10 minutos de fogos belíssimos em vários pontos ao longo do Rio, cobriram o céu do centro de Melbourne e a minha conclusão foi que, aqueles fogos deviam ser dos criadores, dos Chineses! Tudo aqui é made in China. Nem tudo, ok, mas muita coisas vem de lá, porque não comprar algo finalmente original, então?

Os fogos terminaram e voltamos pra casa junto ao mar de gente que, segundo a polícia, foram 500.000 pessoas, bem melhor que as duas milhões de Copacabana. Chegamos em casa e estouramos a champagne, a rolha voou quarenta e um andares abaixo. Nos refrescamos, liguei para minha mãe pelo skype, a velha ficou toda emocionada, e meio ao estilo “Samara” do filme “O Chamado” a TV ligou, tudo bem, o controle estava entre o sofá e a parede, mas surrealmente aparece na tela os nomes dos atores do filme que começava: Fernanda Torres, Fernando Guimarães, Marisa Orth, Evandro Mesquita ao som de um cantor Afro-Americano cantando em inglês…alguns minutos olhando pra tv meio sem entender. PÔ, É “OS NORMAIS” legendado em inglês! (gargalhadas) Assistimos ao filme todo e fomos dormir às 3 da manhã com aquela sensação de mais um ano se foi, e fizemos o nosso trabalho direitinho.

Feliz Ano Novo!

Beeeee@Cinema

Bernarda Maia December 21st, 2007

Antes de mais nada, assistam ao filme Bee Movie (A História de uma Abelha) que tem como produtor o humorista Jerry Seinfeld. Adoro ele, e o seu estilo de piadas está bastante presente no filme. Lembrem-se que é um desenho, e como tal, sempre tem uns exageros hilários.

Este foi o motivo de nossa primeira ida a um cinema aqui. Rir um pouco após um dia chuvoso e chato. Foi bem interessante assistir a um filme onde eu não tinha a opção de selecionar a legenda (em Inglês, sempre) ou poder voltar para entender a fala. Mas fiquei bem feliz pois entendi praticamente tudo, até me dar conta, quase no final do filme, que o Seinfeld é americano, e é com este Inglês que meus ouvidos estão acostumados.

Lembro-me até hoje, quando soubemos que de fato viriamos pra cá, que baixei uns podcasts em inglês australiano. Me lembro claramente de ter saido algumas lágrimas dos meus olhos. NADA, nem uma frase completa eu entendia! Alguns that aqui, uns what ali, os pronomes, raros verbos. Entrei em pânico. Ainda estou na verdade, dá muito angústia não entender algumas coisas. Mas sinto que já estou bem melhor, especialmente depois de ter percebido que os australianos adoram abrir bem a boca pra falar e colocar A no lugar de O. Mais ou menos assim, ao invés de falarem both, falam bauth.
Almost, que falamos com o A mais fechado eles falam com o A beeem aberto. AAAALmost. Isso tem facilitado bastante a minha vida, ou melhor, meus ouvidos.

Outra peculiaridade interessante do australianês é que todos se chamam de Mate. Hi, mate. By, mate. E eles tem umas expressões muito engraçadas. Se você fala algo interessante ou legal, eles dizem com um certo prolongamento: cooool bananas! Se você pede desculpa, ou agradece algo, eles dizes com um sorriso e balançando a cabeça dizendo não: no worries…

Aqui vocês encontram várias expressões australianas, para quem tiver curisidade.

Outro dia fui num encontro (Meetup) do grupo Melbourne de um pessoal do flickr (www.flickr.com). Não conhecia ninguém, entrei no grupo uma semana antes do encontro e descobri que teria, 15 minutos antes do horário marcado. O encontro foi num bar chamado Workshop, aqui perto. Eu jamais entraria neste bar normalmente, a entrada é pelo portão de uma garagem de uma casa, todo preto com umas pixações, você tem que subir uma escada bem íngrime para chegar num bar fantástico! Além de super bonito, ele tem uma área externa aberta, com uns bancos largos, e umas mesinhas de madeira, tipo barril, mas leves. O lugar é super agradável, cheio de plantas! Neste lugar descobri mais uma expressão. Fui ao bar pegar uma água com gás, e um dos participantes do grupo me recomendou beber um vinho shiraz. Eu aceitei a recomendação e ele disse: I’ll shout you. (eu pago pra você) Achei bem simpático! Outra coisa que achei interessante do lugar é que todo sábado, às 18hs, eles servem um churrasco (basicamente linguiças, pão e salada) de graça!!! Ah! O vinho era muito gostoso, tomei duas taças! Melhor do que o outro shiraz que tomei e comentei num outro post.

Fazendo um retorno ao assunto inicial, e à título de curiosidade, a entrada do cinema é A$15.50 e o Cinema Hoyts, que fica no Shopping Melbourne Central, é igualzinho a um Cinemark. Acho que a diferença estão nas cadeiras, que são bem grandes! Mas acho que a explicação para isso, está no fato de que as pessoas aqui são obesas. Para se ter uma idéia, um dos anúncios antes do filme era do Vigilantes do Peso. Uma anúncio enorme, falando principalmente que de uma geração pra cá, os australianos engordaram muito e que o governo australiano tem gasto Bilhões por causa disso!

E é verdade, eu que não sou gorda, mas sempre tive dificuldade de encontrar roupa pra mim no Brasil, pois tenho muito quadril, aqui acho fácil! O mais bizarro foi que logo após um anúncio enorme desses, entra o do McDonald’s!!!! Isso devia ser proíbido, como o de cigarro é (aqui também é)! E eu estou falando muito sério. Devia ser proíbido anúncio de qualquer coisa que mencionasse comida! Gordura, sal e açúcar, são tão perigosos para saúde quanto cigarro!

Mas enfim, adorei esta experiência de estar num cinema comendo uma pipoca regular que é a grande aí do Brasil, numa quinta-feira, com o meu marido amado! Até porquê, não conseguimos comprar um Wii, vai ficar para o ano que vem, pois está esgotado em tudo quanto é lugar, então precisávamos fazer algo legal para encobrir a frustração.