Primeiras opiniões
Bernarda Maia December 11th, 2007

Chegar em qualquer cidade nova requer um mapa. O nosso primeiro mapa nos foi dado pelo motorista que foi nos pegar no aeroporto (foto acima). Sim, nós fomos recepcionados por um motorista chamado Ozzy, o que desde o Rio de Janeiro, nos fez ter a certeza que seríamos bem recepcionados. Não deu outra, o Ozzy, além de gente boa pra caramba, tinha uma BMW. Pô, nunca tinha andado numa BMW na vida! E já cheguei aqui tirando onda…(risos)
O mapa era bem simples, que descobrimos mais tarde que era o que era dado nos pontos de informação turística da cidade, já que estamos no coração de Melbourne, o que não falta é ponto turístico. Quando olhei o mapa e vi o nosso endereço fiquei bem animada, pois estava no mapa! A segunda coisa que me animou, foi saber que o mapa do centro parece um tabuleiro de xadrez retangular, ou seja, não teríamos que nos perder nas quebradas (como dizem os paulistas).
O melhor são as associações que fazemos para não esquecer das ruas: King William, Queen Elisabeth. Ok, decorei quatro ruas em sequência.
O probema é saber quem são ou o que são as outras ruas. Por exemplo, moramos na Jane Bell Lane, ela não é uma rua, não tem trânsito de carro nem calçada. Mas a nossa Via (lane) começa na Russel St. E aí estão os problemas, Jane Bell é bem sonoro, mas quem diabos foi Russell??? Lógico que eu pensei no Russell Crowe, que mora aqui na Austrália. Ufa! Resolvi um problema, me lembro a rua que moro! Chego na Russell St e está tudo bem. Mas entre a Elisabeth St e a Russel St, tem a rua que mais demorei a aprender a falar e ainda me enrolo que é a Swanston St. Who the hell is Swanston??? Não consigo pensar em nada pra me lembrar desta rua, e a maldita não tem nenhum prediozinho famoso, nada pra me fazer lembrar dela, nenhuma loja legal, NADA! E ainda tem mais duas depois da minha e a primeira lááá do outro lado, antes da King St que é a Spencer St. Que não sei por que mas o nome me é familiar.
Bom, voltamos pras duas ruas seguintes à Russel St, que também foram fáceis de decorar. A Exhibition St. que chamo de rua exibida e por isso me lembra de várias pessoas, eu sei que exhibition não é exibida, mas lembra. E como tenho muitas amigas que se encaixam neste adjetivo, é fácil de lembrar…(riso)
Depois da Exhibition St. vem a Spring St. que é onde tem o Parlamento, o que me fez pensar: Será que o parlamento só funciona aqui de vez em quando como no Brasil?
Estas são as ruas principais paralelas a minha. As perpendiculares ainda não decorei a ordem e o nome só de algumas, como a Burke St. que é a rua da perdição. Primeiro que é uma rua que não passa carro, só o bonde. E SÓ tem lojas pra todos os lados!!! Loja da Adidas, HMV, David Jones e Myer (que é como se fossem a Sears, lembram? Big loja de departamento onde funciona o Botafogo Praia Shopping) que ocupam tres prédios em ruas diferentes!!! Na primeira vez que entrei na Myer, eu me perdi e fiquei super nervosa, até descobrir que tem PLACAS de indicação pela loja inteira. Dizendo: Saída para a Burke St., Saída para a Elisabeth St., enfim, tem saídas multiplas e com 4 andares (pelo menos) cada uma em cada prédio!!! SÃO MUUUUUIIIITOOOO Grandes!!! E uma do lado da outra…
As Ruas paralelas são interessantes, pois elas tem um clone menorzinha, ou seja a Burke St, por exemplo, tem a Little Burke St. Assim como a Collins St. e a Lonsdale St. Aliás eu nunca consigo falar Lonsdale, SEMPRE falo Londsdale. E pra terminar o tabuleiro tem a LaTrobe St., que sempre me faz lembrar dos Globetrotters (sim, esta é uma associação muito idiota, mas funciona).
Do outro lado a Flinders St. que é uma rua beeem agitada também, mas é mais cultural. Na Flinders tem o aquário de Melbourne, a Federal Square, o Museu da Imigração e a Estação de trem, que é linda e funcional. Além disso a Flinders é acompanhada por uma parte do Yarra River ( Rio Yarra), que também é muito bonito e praticamente corta a cidade. Vi crianças tendo aula de remo nele, muito bacana.
Eu sempre fui muito boa com mapas, este mapa é fácil, é um retângulo, o problema é decorar os nomes. Mas este é apenas o começo, porque comprei o mapa dos subúrbios daqui e descobri que é um emaranhado de ruas e que a cidade é enooorme. Ou seja, se me perdia em São Paulo, aguardem pelas minhas próximas aventuras nos subúrbios de Melboune. Se bem que, acho que já sei o que vou pedir de Natal…Um GPS!
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