Archive for the 'Melbourne' Category

A long walk (or running?)

Bernarda Maia January 5th, 2009

Eight months ago I started training with a personal trainer in a gymnasium close to my home. Today, 14/11/09, was my last session with him.  I’m feeling pretty sad because this trainer has changed my life. I’m moving to Sydney in a few days and I don’t know if I will find someone like him, who does the same kind of exercises that he does.

I have been exercising two days per week with him and on the other days I have been doing only cardio exercises, normally running. There is no magic bullet for getting fit.  I’m not the kind of person who hates to go to the gym but I have never been a big fan either.  With him, however, I started to love doing whatever he asked me to do. There were simple exercises, like hopping, running through obstacles, lifting weights while lifting myself on a bench, doing squats and lunges with or without cables and weights. I seemed to be always standing up instead of sitting down on those weight lifting machines.

I also changed myself in a good way.  I created the habit of going to the gym every day. I remember when I started to exercise I did an evaluation to measure my body age. When I started, my body was 63 years old. The last time I did this evaluation my body was 43 years of age which means that in 4 months took 20 years off my physical age.  I have to do this test again, and I’m sure I’ll be younger than I was 4 months ago. I’m not sure if my body is my real age or not, yet—I could be even younger, but I’m sure that I’m feeling much better! Nowadays I’m slim and fit. 

Thank you Darren Steel, my personal trainer and a good mate, for all your help!

Amigos deste lado do mundo

Bernarda Maia October 12th, 2008

 

Amigos passeiam na praia de St.Kilda num Domingo de sol.
Quando chegamos aqui em Melbourne não conhecíamos ninguém, nem uma pessoinha. Well, não sei bem a ordem das coisas, mas lembro que a primeira coisa que fiz foi ir a um encontro de pessoas do Flickr, foi bem divertido. Nenhum no entanto se tornou amigo, apenas bons colegas de fotos.

Depois fui a um encontro de pessoas que falam português, conheci pessoas queridas, muitas como eu, muito sozinhas. Também se tornaram colegas queridos, que jamais esquecerei pela ajuda e palavras de apoio, pois são pessoas que passaram pelos mesmos perrengues, e sabiam já o que estava por vir pra qualquer novato.

Depois acho que conheci um grupo de meninas brasileiras, estas sim, se tornaram grandes amigas. O engraçado é que nos encontramos via internet, eu conhecia o blog de A que conhecia B. B me conheceu através do blog do meu marido e nos encontramos num bar aqui perto, depois B me apresentou a A que, por coincidência, eu já conhecia via internet, e B me apresentou a C e C nos apresentou, eu, A e B à D. Pronto, 4 brasileiras com histórias diferentes, quase todas de lugares diferentes do Brasil. Somos 2 cariocas, uma de Minas Gerais, as outras duas de Floripa, mas uma só originalmente, pois a outra nasceu em São Paulo, mas morava em Florianópolis antes de vir pra cá. Duas são casadas com australianos, uma namora um australiano e a outra namora um inglês. Todas moram um pouco afastadas de mim, mas sempre damos um jeito de nos econtrarmos, no mínimo uma vez por mês e vira e mexe viajamos prum canto, às vezes nem todas juntas, mas as viagens sempre são divertidíssimas. Com elas conheci a Great Ocean Road e algumas de suas cidades e Falls Creek que fica nas montanhas, as duas cidades fazem parte do estado de Victoria, onde moro. 

Depois foi a vez de conhecer um casal de australianos, o rapaz trabalhava com o Phill, é consultor também, na mesma empresa em que o Phill, meu marido. Um dia estávamos num bar e a namorada deste rapaz apareceu, ambos muito simpáticos nos convidaram para almoçar no dia seguinte e a partir daí nos tornamos bons amigos. Este casal também nos ajudou muito a fazer de Melbourne uma cidade mais interessante, pois sempre nos chamam para viajarmos e nos levam a lugares interessantes, como Healesville, um santuário animal, onde pela primeira vez vimos Koalas e Cangurus e a Mornington Peninsula. Muitas vezes só saimos para um jantar rápido no meio da semana ou uma noite de sexta com drinks e comidinhas, o que nos faz não nos sentirmos sós.

Após os encontros ocasionais, foi a vez de uma amiga lá do Brasil me mandar um email dizendo que conhecia uma pessoa aqui em Melbourne e que ele estava aprendendo português. Eu já até postei foto dele aqui no meu blog. Ele se tornou um grande amigo e me ajudou e continua me ajudando imensamente. Trocamos histórias, eu do Brasil e ele da Austrália, e o mais legal, nos corrigimos, eu a ele com o Português e ele a mim no Inglês. Através dele conheci um pouco mais de Melbourne. Estive em Bendigo, a cidade onde ele mora com sua adorável esposa e a cadelinha mais fofa que conheci por aqui. 

Felizmente a empresa do meu marido tem vários brasileiros, conheci alguns aqui com quem vira e mexe nos encontramos. São pessoas, que assim como nós, também não tem muitos amigos por aqui então nos encontramos pra jantar, ir ao cinema, e com um deles tive o prazer de fazer pela primeira numa academia chamada Hardrock, aqui pertinho de casa, indoor rock climbing, o que adorei! 

Depois disso, conheci mais umas meninas brasileiras numa noite brasileira num bar chamado Eurotrash, com um grupo de samba chamado Melsamba. Uma delas é uma das meninas que mais me faz rir nesta terra, com ela não tem tempo ruim, acho que nos demos bem pois somos semelhantes neste sentido. Agradeço a ela a compra de um vestido lindo, tadinha, teve foi é paciência para me ajudar. 

E por último, mais uma amiga da amiga que nos apresentou por email via Brasil. A conheci há umas duas semanas e que por coincidência conhece as pessoas que conheci na festa Brasileira. Até do outro lado do mundo as distâncias são pequenas, impressionate! 

Porque estou falando isso? Pois devo boa parte da minha felicidade à presença destes amigos na minha vida e queria agradecê-los de alguma forma, por isto resolvi postar no meu blog um pouquinho da importância de cada um. :)  

Thank you, my friends!  

 

 

Filme brasileiro no Festival Internacional de Cinema de Melbourne

Bernarda Maia July 31st, 2008

Sim, tiveram alguns filmes brasileiros no festival, dentre eles Cleópatra de Júlio Bressane

Recebi em uma das newslatters da ABRISA, a divulgação deste festival e de que iria passar Cleópatra, um filme brasileiro de 2007, então resolvi arriscar e ainda convidei dois amigos. Se arrependimento matasse…

Não sou crítica de cinema, nem especialista em Bressane, embora já tenha assistido a alguns de seus filmes, especialmente na época de faculdade de História, quando a historiografia e os entendimentos em assuntos diversos pulsavam nas minhas veias, confesso que cansei disso, e cansei de tentar entender muita coisa, mas algumas ainda me intrigam e me deixam de boca aberta, tamanha bobagem! 

No caso de Cleópatra de Bressane, valem ressaltar algumas coisas. Os diálogos poéticos se perderam completamente na tradução das legendas para o inglês, não que o inglês não possua o lirismo e beleza do português como costumam falar, pois a obra de Shakespeare, como um único exemplo já acaba com esta teoria besta, mas simplesmente o filme se perdeu nas diferenças linguísticas. Poesia traduzida não faz sentido, e jamais deveria ser traduzida para língua alguma, esta é minha opinião. Discordem se quiserem, mas pra mim nunca, jamais fará sentido ler Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Paulo Leminski, em inglês! Menos ainda as poesias de Shakespeare ou T. S. Eliot, traduzidas para o português ou qualquer outra língua. Podem achar que sou radical, mas neste sentido sou mesmo. Cada língua tem sua sonoridade, e poesia é música, é nexo linguístico. 

Fazendo uma biografia muito rápida, a Rainha Egípcia foi flagrada por Bressane em seus piores momentos, se tornou drogada, louca e nifomaníaca e feia, não que ela não fosse nada disso, pois a história conta que ela era liberal quanto ao sexo, sabia magias, ou seja, manipulava ervas, drogas e venenos, assim como, por ser uma mulher vaidosa, desenvolveu cosméticos, que a deixavam menos feia. Mas Claópatra era poliglota, dona de uma invejada biblioteca, que é até ressaltado no filme,  teve um educação excelente para quem seria filha bastarda de Ptolomeu VII e dominou o Império Romano juntamente com, primeiro seu pai, depois irmão e marido e dominou o Egito sozinha, até sua morte pela picada de uma serpente, ao que diz a história, ela se deixou picar, caracterizando um suicídio, mas é mostrada uma morte diferente, ao que parece, por envenamento. 

Claro que filme é arte e não é porque está falando de um personagem histórico que deve ser historicamente correto, entendo isto, mas minha crítica está na exploração da sexualidade dos personagens. Parece que só existia isto. Este filme fez um retorno à época da pornochanchada do cinema brasileiro, da qual Bressane fez parte. A exposição do sexo sem necessidade, exagerada e constante, o que me deixou bem constrangida, pelos amigos que convidei, uma amiga brasileira e um amigo australiano que fala português, e pelo esvaziamento da sala do teatro Forum, que é lindíssimo e estava lotado no início da sessão. Fiquei me perguntando por que mandaram este lixo pra fora do Brasil? Porque é do Bressane? É a pior explicação que se possa dar! 

E alguém me explique o sotaque horrível da atriz Alessandra Negrini?! Não consegui entender porque somente ela tinha um sotaque sei lá de onde e que fez com que algumas palavras ficassem incompreendidas em português! 

O Filme não teria sido tão infeliz também se tivesse uma narrativa menos enfadonha, mas ao que me lembro dos filmes deste diretor, assisti “São Jerônimo” e “Os Sermões – A história de Antônio Vieira”, a lentidão e poesia fazem parte de suas características cinematográficas. Acho que no fim, eu é que não deveria ter ido assistir e insistido em Bressane que é de fato um chato.  

Como comentou meu amigo australiano, “Foi terrível, mas espectacular visualmente. Eu quero uma sala de estar com uma piscininha toda na forma de um olho!” (havia uma banheira no formato do olho de Hórus no filme). As cores e câmeras de Bressane continuam belas. Embora o figurino tenha deixado a desejar, assim como alguns cenários, algumas cenas foram lindíssimas, o que atribuo à beleza natural do Rio de Janeiro. 

Ao final da sessão os organizadores do Festival nos deram um papel para votarmos no filme para o Festival. Eu não tive coragem de votar, achei melhor não dizer nada pois eu certamente iria avaliá-lo muito mal, então preferi não dizer nada a detonar com um filme do cinema Brasileiro, que sei que ainda tem dificuldades para sobrevier, mas deveria, sei que deveria, para tentar evitar futuros vexames internacionais. 

Ai que saudade da Elisabeth Taylor…

Para mais uma crítica sobre este filme vejam no blog A Torre de Marfim. Já ri muito com a crítica deles a este filme e ao diretor, excelente! 

 

Post mega rápido para quem quer conhecer melhor Melbourne

Bernarda Maia July 29th, 2008

Acabei de ler curiosidades sobre Melbourne no blog de uma amiga, a Polly, que também mora aqui em Melbourne. Adorei o Post e coloco aqui o link para o texto Melbourne: Freak Town do blog dela que se chama “Uluru: Sabores e Dessabores da Vida na Austrália!”

Valeu Polly, adorei! 

I just read some curiosities about Melbourne on my friend’s blog. Polly, who lives here in Melbourne as well has a blog called: ”Uluru: Sabores e Dessabores da Vida na Austrália!”. I loved her post and I’ll leave the link here Melbourne: Freak Town 

Thanks, Polly! I loved it! 

 

Melbourne – Capital da Poluição

Bernarda Maia March 11th, 2008

Conversando com meu marido outro dia, ele me disse ter a sensação de que o nariz dele coçava mais aqui em relação ao Rio. Já mencionei num outro post que uma das coisas que não sentia falta do Rio era justamente da poluição, que aqui parecia ser bem menor. Bem, acho que meu marido tinha razão em sentir o nariz incomodar, Melbourne não é tão limpa assim como eu pensava. Eu sei que este papo não é agradável, mas ele não é para ser mesmo.

Em uma pesquisa recente feita pela associação de ônibus de Victoria, e publicada pelos jornais australianos como o The Age, mostra que carros, motos, caminhões e ônibus emitem mais gases do efeito estufa em Melbourne do que em uma das cidade mais poluídas do mundo, Londres. Eles são responsáveis pela emissão de 11 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano contra 8 milhões e meio em Londres. Até mesmo os trens e bondes colaboram mais com a poluição do que os trens ingleses, pois utilizam eletricidade à carvão (brown coal), que é mais prejudicial ao meio ambiente.

A Bus Association of Victoria está preocupada com os dados e propõe, como uma das soluções, o investimento no transporte público. Segundo a associação, um dos problemas enfrentados são as grandes distâncias entre os subúrbios e o centro da cidade o que torna o trajeto dos transportes mais longo e faz com que muitas pessoas utilizem carros, reduzindo assim o número de passageiros nos trens, bondes e ônibus.

New Year in Melbourne

Bernarda Maia March 8th, 2008

True Live

The experience of a person who spent the last ten new years watching the fireworks at Copacabana beach, was very interesting. The year hadn’t changed yet in Brazil and here it was the morning of 1st of January and for me it was very strange to think that at the same time my whole family and friends were together celebrating the end of 2007 and anxious waiting the beginning of the New Year.

It was difficult to decide what to do here in Melbourne on the NYE since we didn’t know anybody but it is not a problem for us, because we spent the last NYE together, only two of us and it was our choice.

We were invited for a party on a friend of Phillip’s friend house and then we were supposed to go to a nightclub party. But a party in an unknown friend’s house and in a night club is not exactly what we like, especially because we don’t like hip hop (kind of music that is popular here at the moment). We decided to decline the invitation.

Some days ago we had dinner in a Greek restaurant near our building and we met a couple that I met at Phillip’s company party, where the guy works. We were talking about the NYE and they told us that every year on Yarra River there are fireworks to celebrate it, so we decided to go.

On the NYE day, I spent the whole day cooking black beans because we don’t have the special pressure cooker for that. I took more than normally it would take to be cooked. On the menu we had rice, black beans, salad and porterhouse (the way that they cut the beef here is different, and I don’t know which part of the cow is that but a porterhouse is a big steak and if you go to a restaurant in Rio de Janeiro called Outback and order a special dish called Melbourne you will have a Porterhouse which is a tender steak).

It was ten past eleven when we were ready to go to the Yarra River. We set up everything and I took the bottle of champagne from the refrigerator when Phillip looked at me and said haltingly: “My love, where do you think you are going with this champagne? And I said surprised: Why?! And he continues: Because here is prohibited to drink on the streets and if you get caught by the police you have to pay AU$200! When he said that, the only thing that I could think of was our last NYE in Copacabana beach where everybody pops a cork at midnight!

Well…I shall continue…

We left our apartment and walked in Federation Square direction, which is basically in the end of the street that we live. As we expected, the streets were busy and there were lots of parties around here, although we were not expecting a hot night! When we arrived on Fed Square we were sweating and quite uncomfortable because in fact there were lots of people drunk and drinking on the streets!

We watched the concert of an Aussie band called True Live while we were waiting for the beginning of the New Year. The band was pretty good, but we decided to go to the Yarra River to see the fireworks and as an amateur photographer I was very excited to shoot the fireworks.

Ten, nine, eight, seven, six, five, four, three, two, one…Happy New Year! Everybody was celebrating 2008 and while me and Phillip were hugging each other I was paying attention to the people around us. There were lots of Japanese, Chinese, Vietnamese, Korean, and Indian people and I could hear them speaking in their languages, probably whishing good things to each other and it was really emotive for me. Because I felt comfortable in the middle of that multitude when I realized that I wasn’t the only one that was an outsider, that lots of people, were also far away from their families and homes.

Ten minutes of fireworks on the sky and I started to make jokes and think of funny things while shooting… “Phillip?!”, I said, That is something really interesting. And he obviously asked, “What?!” and I concluded “That is the first thing that I am seeing that is really created by Chinese and I don’t know if it is Made in China! Everything here is made in China, maybe not everything, but a considerable number of things. The Australians could finally have bought something original!” He laughed…and so did I.

The fireworks finished and when we came home to pop some champagne the cork flew forty-one floors below. I called my mother through Skype and she was very happy and suddenly the TV turned on by itself – the remote control was squeezed between the sofa and the wall – and there was a film starting and coincidentally it was a Brazilian movie, called “Os Normais” (“The Normals”). We laughed a lot because it had English subtitles and for us it is really funny! Well, of course we watched the movie that finished three in the morning and we were to bed with that sensation of “The End”

Happy New Year!

Esclarecendo alguns pontos

Bernarda Maia February 17th, 2008

Eu estou tentando me acostumar com as peculiaridades culturais australianas. Tem algumas coisas que não consigo entender muito bem e gostaria que os meus poucos leitores me ajudassem.

Eu cheguei aqui há quase 3 meses. O primeiro desafio encarado foi o linguístico, me acostumar com o Inglês em si, com as gírias e expressões, que não são poucas e que ainda estou me acostumando e aprendendo, tais como: shout you, mate, what’re you up to?, beautiful! (sempre falado quando algo é muito bom e geralmente com a seguinte intonação: beeeautiful!), no worries (essa é muito comum), cool bananas (eu já ri muito dessa expressão), Jeez! (abreviação para Jesus e sempre falado assim: Jeezz!), Fugly ( mistura de fucking ugly), enfim, tem muitas outras ainda que não me lembro ou ainda não sei.

O segundo é com a maldita mão invertida dessa cidade. Até na escada rolante este povo pára do lado esquerdo, caso alguém queira passar e ficam emburrados caso a gente ocupe o lado direito, mesmo sendo um casal e estando de mãos dadas, um do lado do outro. Cheguei a conclusão que povos desenvolvidos não tem tempo a perder mesmo, nem na escada rolante!

Ainda neste sengundo desafio, outra coisa terrível com a mão invertida é fato de ter que atravessar a rua olhando para todos os lados, até pra cima e pra baixo eu olho. Em todos os sinais, quando abre para os pedestres, tem um aviso sonoro para cegos, assim como rampa de acesso para cadeirantes. Essa cidade chega a ser perfeita demais às vezes, não me dá a menor chance de falar mal, ao menos em alguns quesitos, como este.

O próximo desafio será alugar um carro, que certamente terá câmbio automático, nem preciso dizer o motivo, certo? Pode deixar que conto aqui a experiência, se estiver inteira, claro.

O terceiro desafio que enfreitei é quanto ao comportamento diante das pessoas que conhecemos recentemente e por conseguinte não temos intimidade. Lidar com a cultura alheia é algo bem complicado. O povo britânico é famoso por sua formalidade, o australiano, por ter sido colonizado pelos britânicos, teoricamente têm uma postura parecida. Bem, a teoria até que funciona, às vezes.

Deixem-me explicar do que estou falando. Logo quando cheguei aqui, umas meninas que conheci do trabalho do meu marido me disseram que sempre que me convidassem para uma festa ou reunião em casa, eu deveria levar uma bebida e algum agrado para a dona/o da casa, tipo um chocolate ou flores, pois era o esperado. Ok, eu poderia fazer isso no Brasil também, mas acho que no meu país as coisas são bem menos formais, levaria certamente umas cervejas e estaria ótimo, dado os amigos que tenho e amo.

Eis que um dia, eu e meu marido convidamos um casal para jogar um jogo de tabuleiro aqui em casa há umas semanas e eles não trouxeram nada e nas vezes seguintes continuaram não trazendo. Eu não ligo, e não estou fazendo nenhuma crítica, pois como uma boa brasileira, minha casa estava cheia de bebida e comida. Só concluí que o de praxe não era tão de praxe assim. Mas depois pensei, será que é pelo fato de sermos brasileiros, já que todos dizem que somos casuais? (casual é um adjetivo que me preocupa pela proximidade com o mal-educado, mas não vou discutir isso, foi só uma reflexão)
Bem, quando uma inglesa que também não tenho tanta intimidade, veio jantar aqui em casa, ela trouxe champagne e flores. É, acho que os ingleses são realmente formais e os australianos são como os brasileiros no final das contas, o que é ótimo pois não me fará forçar uma educação que não é a minha e evita me deixar sem graça.

Outra coisa que eu aprendi com um grande amigo australiano que fala português, é que os australianos não falam a letra R e nós, principalmente os cariocas, falamos tudo com R. Ele quem fez a montagem da foto acima. Outro dia ele estava falando coloful e eu não entendia, e ele repetiu coloful , coloful, acho que na terceira vez entendi…ahhhhh coloRful!
Ele sempre me diz: para falar como um australianos você tem que esquecer a existência do R.

Bom, caro amigo, tenho uma coisa a dizer: Não é só do R que tenho que esquecer, preciso aprender e esquecer de muitas coisas para viver bem aqui, mas até que estou gostando muito!

Rubber Duck RACE?!!!!!

Bernarda Maia January 29th, 2008

O Australia Day foi sábado passado, dia 26, mas aqui, se um feriado cai num Sábado ou Domingo, Segunda-feira passa a ser feriado. No Brasil, se fizessem isso, não teria mais trabalho, pela quantidade de feriados!

O Final de semana foi cheio de comemorações pela cidade, exposições, fogos, filmes especiais, a escolha do cidadão australiano do ano, shows e uma corrida de PATO DE BORRACHA!!!!

Huh????!

É isso mesmo, o Rubber Duck Race ocorre todo ano no Yarra River e você pode comprar o seu pato numerado pela internet por 5 dólares, pena que vimos isso tarde demais, pois o prêmio para o vencedor foi um carro.

Quando eu ouvi falar da corrida, achei muito bizarro, meio impossível de ser verdade. Mas quando vi as fotos na internet eu tive que me convencer, eram 12.000 patinhos “correndo”. Este ano foram 27.000 patinhos com suas toquinhas de natação na cabeça (pintadas, claro), preparados pra largar. A largada foi dada por uma Drag Queen Pato, toda de amarelo e uma sombrinha rendada amarela também. Mais engraçado ainda era a narração da corrida, que eu jurava que demoraria horas, mas em 5 minutos já tínhamos um vencendor, o número 25.888.

Eles colocam duas raias de piscina enormes entre uma balsa e outra e prendem-os atrás das grades em uma das balsas, quando a Drag Queen dá a largada, os barcos de suporte, que estão nas laterais, levantam a grade e eles começam a se espalhar pelo rio, entre as raias. Clare que alguns patos fugiram do limite das raias e logo começaram a se aproximar de uma das margens do rio, fazendo a criançada correr pra tentar pegar um (eu também, na verdade). Teve um garoto mais velho, com a bandeira da austrália amarrada que nem capa de super herói nas costas, que pulou no rio e começou a jogar os patos fugitivos pra galera.

É bem interessante ver os cidadãos australianos usando a bandeira amarrada nas costas como capa no Australia Day. Principalmente entre os jovens, vi muitos deles assim aqui. Sinal de que o sentimento nacional por aqui é grande, motivo de orgulho. O dia 26 de janeiro é celebrado por ter sido o dia em que, em 1788, o Capitão inglês Arthur Phillip, chegou a Sydney, em New South Wale, e estabeleceu aqui uma colônia. Foi o primeiro Europeu a pintar por aqui e começar a história da Austrália, ao menos aos olhos do mundo, pois assim como os índios brasileiros, os aborígenes já habitavam estas terras há séculos.

Seja lá quem teve a idéia de fazer uma corrida de patos de borracha, teve uma idéia estranhamente divertida!

English Course – part 2

Bernarda Maia January 21st, 2008

Ok, I know I’ve been absent for a while but it has everything to do with my oral presentation for the Cambridge College that will be tomorrow. Finally!

Tenho estado completamente envolvida na minha apresentação oral, só consigo pensar em inglês e só consigo pensar que meu vocabulário está muito far away de um bom vocabulário. Eu chego lá, eu sei que sim.

Prometo escrever mais em breve, até porque estou deixando muita história interessante passar.

Take care!

English Course

Bernarda Maia January 13th, 2008

Parece que foi ontem que parei de estudar inglês, mas quando percebi que faz 10 anos que me formei na Cultura Inglesa, comecei a entender as minhas dificuldades gramaticais, entre outros problemas. Comecei a fazer o preparatório para o IELTS no Cambridge College, fiquei na turma mais avançada do curso, o IELTS B, pois o professor que me avaliou achou que o curso não seria proveitoso para mim, mas acho realmente que está sendo! Explicando: o IELTS (International English Lenguage Testing System) é o Toefl daqui. Tenho que ter uma nota de no mínimo 7 pra entrar no curso que estou almejando fazer, numa universidade. Todas as Unis pedem este teste como um dos requisitos para entrar, mas conheci uns brasileiros que fizeram o Toefl no Brasil para o doutorado e foram aceitos.

O primeiro problema que me deparei foi com a pronúncia, apesar da minha formação no inglês britânico, meu sotaque é o americano. No Brasil, 99% das escolas ensinam o inglês americano, e acreditem, isso é bem ruim, pois aqui o sotaque é britânico mesmo e existem aguns fonemas diferentes entre os dois. No entanto, estou corrigindo isso aos poucos. O segundo problema é com a escrita, estou aprimorando meus textos em Inglês, mas eles tem uma estrutura, não muito, mas com algumas diferenças do português, parece que estou aprendendo a escrever agora.

Minha turma tem 8 nacionalidades diferentes além da minha. Indiana, Coreana, Chinêsa, Thailandêsa, Francesa, Polonêsa, Russa e Colombiana. Entre todas, só preciso comentar uma coisa: Eu não entendo NADA que a indiana da minha sala fala, NA-DA! Eles falam qualquer coisa, menos inglês. Os Coreanos e a Chinesa, que na verdade é de Taiwan e se ela me ouvir chamando de chinesa me mata, são super disciplinados, falam bem, com poucas variações fonéticas. Eu tenho muita pena deles, pois a língua deles é completamente diferente da inglesa. As línguas românicas como o português, francês e espanhol, tem muitas palavras parecidas, a deles não! Então, palavras simples escapam ao conhecimento deles com muita facilidades. Mas ainda assim os rapazes e moças são bons, estudiosos. Quando quero saber de gramática vou direto perguntar pra um deles.

A polonesa tem um sotaque tranquilo, fácil de entender, assim como o da francesa e da colombiana. A russa fala inglês desde pequena, foi ensinada nas duas linguas, o problema é que é uma aborrecente de 15 anos que adora dizer que fuma desde os 10 e que se acha a melhor da turma. A garota é um saco, mais um pouco e serei procurada pela KGB por assassinato. E ainda por cima resolveu me adotar pra mãe, até pra ir no banheiro ela já me chamou pra ir com ela!

Tenho aulas de spelling and listening com a Heather (seg, ter e qua) e de reading and writing com o Erick (qui e sex). Os professores do curso são muito bons, a Heather é uma Neo-Zelandesa que mora aqui na Austrália há 17 anos e o Erick, que é Inglês, mas também mora aqui há bastante tempo e tem um jeito bem engraçado, aquele estilo inglês contido mas que adora fazer piadinhas. Ambos são engraçados, o que ajuda a aguentar 4 horas de aula com 15 min de intervalo toda tarde e pra mim a tarde é bem improdutiva normalmente. De qualquer forma me divirto muito, no final das contas é sempre uma boa terapia estudar.

Next »