Archive for the 'Phillip' Category

O Natal passou, o ano quase acabou, eu me mudei e nada escrevi.

Bernarda Maia December 27th, 2008

Pois é, nada escrevi desde que voltei do Brasil. A vida anda muito doida por aqui. Cheguei do Brasil e em uma semana empacotei tudo e me mudei pra Sydney. Super agradável viajar assim, mas tudo bem, depois de 5 malas abarrotadas e 11 caixas de mudança, cheguei em Sydney. 

Primeiro fui morar no 28o andar de um prédio no centro da cidade, em mais um prédio “de luxo”, mas que no final é um pardieiro de estudante. Outro dia, neste prédio, passei em frente a uma porta de um dos apartamentos que confesso que fiquei com falta de ar por alguns segundos. Na sala de um apartamento de 1 quarto e sala, tinham 4 camas beliche!!!! Sim, eles moram 20 num mesmo apartamento. Porque? Bom, é mais barato pagar um aluguel que custa uns 800-1000 dólares por semana e morar perto da universidade. Além disso, a maioria deles são asiáticos e portanto, acho que eles estão mais acostumados a morar com pouco espaço do que o resto do mundo. O problema é que sempre tem confusão onde tem estudande, seja de qualquer nacionalidade. E vivia tendo polícia na porta do prédio por conta disso. 

Agora, finalmente estou morando no meu lindo apartamento, de 1 quarto e sala bem espaçoso, no 2o andar (EEEEEEEE) em um bairro do norte de Sydney, chamado St Leonards. Eita lugarzinho bom, viu? Pertinho de tudo! Estou curtindo decorá-lo. Agora falta muita coisa…sofá, mesa de centro, TV, DVD, internet decente, aparador pra TV, tapete…

Só compramos cama, geladeira, máquina de lavar e estante de livros pra podermos nos mudar (o ap já vem com fogão e máquina de secar roupa e louça), aí este mês compramos a mesa de jantar branca com as cadeiras vermelhas lindas e mesa de trabalho e cadeira. Mês que vem espero que venha o resto. Aos pouquinhos mobiliamos do nosso jeito. 

A propósito, a varanda deste apartamento é bem grande, muito em breve ela vai ganhar uma churrasqueira…

Até!

 

Festa de fim-de-ano

Bernarda Maia December 19th, 2007

party

Sábado foi a festa de fim-de-ano da empresa que o Phillip trabalha. Estava super curiosa para saber como seria, pois o tema da festa era Glamour.

Arrisquei e coloquei um longo vinho com uma pashmina vinho também, linda!

Cheguei na festa e todas as mulheres que conheci naquele mesmo dia num almoço, estavam de vestido curto. Tudo bem, pois eu não era a única de longo. O problema foi que todos os vestidos curtos eram REALMENTE curtos!!!

Depois da festa passei a reparar nos vestidos de ir pra night daqui nas vitrines, são muito brilhosos e curtííííssimos! Cheguei a conclusão que aquele ditado: “biscate não sente frio”, não funciona aqui, já que vestido curto é moda.

Mas fiquei também sem entender porque o tema da festa era glamour, a não ser que todos aqueles vestidos e ternos fossem de costureiros famosos, não fazia muito sentido.

Uma coisa legal foi que entravamos na festa num tapete vermelho, eramos fotografados por uma fotógrafa hilária e depois eramos entrevistados por uma Ellen DeGeneres gorda, muito figura!!

Ela me perguntou quem era o costureiro do meu vestido e eu disse Carlos Miele, e óbvio que ela não sabia quem era, por isso eu disse: somos do Brasil. Para ela não ficar sem graça…Então ela disse: oooohhhh um vestido de um costureiro brasileiro, esta festa é mesmo muito internacional! E continuou sua “entrevista” dizendo que o Phillip era muito HOT e parecia o Will Smith (?????????????) e que o cavanhaque do Phill era muito sexy. Ok, eu concordo que o Phill seja hot e que fica sexy de cavanhaque, mas parecer com o Will Smith?????? Não, né?

Vamos às músicas. Muitas desconhecidas aos meus ouvidos. Back Street Boys, Britney, Pink e afins pareciam reinar nas pickups do DJ e nas vozes das mulheres da festa. Os anos 70 me fizeram dançar com o Phillip e suar um pouquinho, ao ponto de termos chamado a atenção por estarmos dançando juntos, acho que ficaram curiosos com o jeito latino de dançar, mas infelizmente foram no máximo 20 minutos…e ao final, confesso que fiquei bem feliz em não ter ouvido nenhum HipHop, que é a sensação do momento por aqui.

A comida era farta, mas cheio de coisas com peixe, que não como. O churrasquinho misto de frango e o folhado de ricota com espinafre estavam bem gostosos. E o que eles chamam de lasagna e é um bolo de carne??!!. É, eles não tiveram imigração Italiana como no Brasil… Bebi muito champagne e água com gás, que curiosamente só encontro aqui a Italiana San Pelegrino. O Phillip mais ou menos gostou da cerveja australiana que tinha na festa, a Crown.

As pessoas eram muito simpáticas, vários vieram se apresentar a mim. Até o diretor geral da empresa! Ele veio me agradecer por eu ter vindo pra Australia com o Phill! Existe realmente gente rica e humilde, isso me impressionou. O diretor direto do Phill tb é muito simpático e a esposa dele, além de uma coroa enxutérrima e linda, muito simpática! Fiquei com inveja dela.

Voltamos pra casa 2 da manhã ligeiramente bêbados, mas sempre tem alguém pior que a gente…eis que o taxi em que estavamos parou no sinal e uma mulher abriu a porta da frente do carro (lembrem que aqui o carona fica do lado esquerdo do motorista) e perguntou para onde estávamos indo e tentou entrar, mas o taxista a expulsou! Tudo bem que já aconteceu algo parecido comigo e um amigo no Rio, mas foi antes de eu pegar o taxi que uma menina desconhecida nos pediu carona e não seria problema pois passaríamos onde ela morava.

Tem gente estranha em qualquer lugar no Mundo…ou será que eu é que tenho muita coisa pra me acostumar?

Spam, bacon, sausage, spam…SPAMALOT

Bernarda Maia December 14th, 2007

spam

A primeira coisa que reparo de interessante chegando no centro de Melbourne: um bonde passando na rua e penso: uau, que legal, um bonde…olho para a lateral do bonde e me deparo com o seguinte letreiro “Monty Python’s SPAMALOT”

OMFG!!!!!!!!!Eu vou ver isso ao vivo???!!!! Inacreditável!!! Obrigado Elisabeth por manter isso aqui sobre sua coroa!!!

Nunca amarei tanto a Inglaterra quanto naquele momento!

Dois dias depois, entro numa loja de DVDs em liquidação, nada de interessante…saio da loja e um display de papelão meio torto com uma única caixa vazia do Flying Circus por AU$59,0!! Achei o presente de Natal do Phillip!!! Adoro presentes que posso aproveitar também.

Mas, pô, não vou esperar até o Natal pra dar não…dei no mesmo dia! Com um embrulho tosco, feito de encarte de loja, mas com um cartão bacana de vacas – quem nos conhece sabe que adoramos vaquinhas, mas falo disso outro dia, é uma longa história. Eu queria MESMO dar logo o presente. E ele amou, até o embrulho!!! Eu também…

Voltando ao SPAMALOT (Spam + Camelot), este é um musical, que está em cartaz num teatro aqui de Melbourne, que faz uma paródia com o filme “Monty Python and the Holy Grail”, de 1975, e com uma das esquetes mais famosas deles também, chamada SPAM, de 1970. A título de curiosidade, retirada diretamente do mundo maravilhoso da Wikipedia, a esquete SPAM é mencionada no filme The Holy Grail, numa cena em que os Cavaleiros da Távola Redonda cantam que eles “eat ham and jam and Spam a lot” ( comem muito presunto, geléia e SPAM – a tradução é ridícula, mas sempre vai ter um pra reclamar, aliás, se quiser saber a tradução do filme The Holy Grail, joga no google!)

Continuando…

Acho que a esta altura do post, todos já perceberam que a palavra SPAM, não está à tóa em nosso vocabulário da internet, espero… Mas a história do SPAM é mais antiga, e foi o que me levou a este post.

Spam é um alimento enlatado a base de porco, criado pela empresa americana Hormel Foods Corporation,que foi muito utilizado pelos soldados americanos na Segunda Guerra Mundial. Na Inglaterra, o Spam foi a única “carne” que não foi racionada durante a guerra e por isso os ingleses enjoaram tanto do enlatado que o Monty Python criou esta esquete. Imagina você comer todo dia, em todas as refeições, um patê de presunto com alta concentração de sódio?!

A esquete trata exatamente disso, onde em todos os pratos do cardápio de um restaurante tem Spam. Spam pra todos os lados, sem qualquer contexto…um prato cheio para o termo da internet.

Empregado em 1978 pela primeira vez com o intuito que conhecemos hoje, uma mensagem indesejada, seja por e-mail, IM, celular, etc, o Spam (eletrônico) é mais antigo que imaginávamos e surgiu de um dos melhores programas de comédia que a BBC produziu.

Chega de informações úteis (sim, elas são úteis). Eu cheguei a este post, pois hoje, no meu momento dona de casa-cozinheira, fui ao mercado comprar ingredientes para o jantar que farei amanhã aqui em casa e entre feijões, ervilhas, beterrabas e milhos enlarados eis que vejo o verdadeiro SPAM! Claro que comprei!!! Não provei porque ainda não tive coragem, nem sei se terei, mas o Phillip irá e, assim que ele o fizer, eu aviso o resultado.

A quem interessar possa, reparem que a fonte e a cor utilizada no nome do musical é a mesma do enlatado.

Se quiserem diversão garantida, assistam as esquetes que estão no youtube ou aos filmes e a série Flying Circus que ficou no ar de 1970 a 1974.

Curisidades Rápidas…e se possíveis, engraçadas!

Bernarda Maia December 12th, 2007

Phill Criança

Sexta passada, eu e Phillip saímos pra jantar e beber numa ruazinha bacana, cheia de barzinhos, chamada Hardware Lane.

Fomos num bar chamado UnWine. Eu bebi um vinho Pinot Noir excelente e ele, como sempre, uma cerveja (acho que ele estava mais certo do que eu, pelo nome do bar…). Experimentou a VB (Victoria Bitter) e gostou muito, recomendação de um amigo brasileiro que mora em Sydney.

Decidimos voltar após jantarmos e continuar bebendo em casa. Pagar 6 dólares numa cerva e 10 numa taça de vinho se torna caro se você está a fim de beber um pouco mais.

Passamos na Liquour pra comprarmos as bebidas e, enquanto eu ia no mercado ao lado para comprar uns queijos (não vende bebida alcóolica em mercado, só em loja epecializada ou nas lojas de conveniência), o Phillip ficou na fila para pagar.

Ao sair do mercado vejo o Phillip abraçado na sacola com uma cara de criança culpada…

Tá tudo bem?

(Silêncio)

Subimos a escada rolante e ele manda: Você jura que não vai me sacanear?

Não, claro que não juro! Fala logo!

É que eu estava na fila e tinha uma placa enorme dizendo que menores de idade estavam sujeitos a penalidade.

Tá, mas você não é menor…

Sou.

Hein?

Tem que ter mais de 25

Ahhhhhh…pirralhoooooo!!!!

E continuou: Fiquei morrendo de medo de pedirem minha identidade e ter que te chamar pra você poder comprar, mas então pensei, eu não tenho cara de garoto, já estou até careca (ELE ADIMITIU!!!) não vão me pedir…

(ter que me chamar pra comprar foi o melhor! tsc tsc tsc)

Horas gargalhando e zoando da cara do “di menor”, ele me lembrou uma coisa muito triste…só terei até fevereiro do ano que vem para ameaçar denunciá-lo toda vez que comprar bebida e, claro, cotinuar chamando de bebê, pirralho ou coisas parecidas…

Damn it!!!

Legenda da Foto: Phillip perdido com um Lego na mão. Não é uma criança mesmo?

Uma trajetória projetada

Bernarda Maia December 9th, 2007

hope

É dezembro de 2007, há duas semanas e dois dias eu e Phillip chegamos em Melbourne, Austrália.

Estar aqui não foi fácil, não apenas pelo lado emocional, que dedicarei mais tempo pra falar numa outra oportunidade, mas pelo lado prático. Estar aqui é um projeto que foi decidido ser feito em janeiro deste ano, começou a ser elaborado em março, obteve sucesso no final de julho e desde então foram os 4 meses mais longos e ansiosos que passamos, entre casamento, passaporte, correios, papéis de trabalho, demissões, exames médicos, festas de casamento e despedidas, mais papéis, vistos, noites sem dormir, passagem e enfim os aviões, no plural, pois pra ir para o outro lado do mundo, só com escalas.

Muitos projetos futuros foram adiantados e outros cancelados. O nossa casamento teve que acontecer o mais rápido possível e por isso não teve grandes festas e nem a cerimônia na Igreja que o Phillip tanto queria (disso eu nem reclamo, pois me safei bem de um vestido cafona. Casar de branco, eu??? Já casei! O que até eu duvidava que fosse acontecer!! De branco seria um pouco demais!).

Toda esta correria, pois para tirar o meu visto eu precisava ser casada com o Phillip, ok, nem precisava tanto, mas todos os envolvidos no nosso processo recomendaram. E além disso, eu precisava tirar o meu passaporte com o meu nome de casada, já que isto também fazia parte do pacote de recomendações. Tudo bem que foi um casamento maravilhoso, mas não precisava ser tão corrido.

Nossa viagem de lua-de-mel teve que ser cancelada, ao menos temporariamente. Iríamos para o Chile em janeiro, mas acho que de acordo com a atual circunstância é melhor ser num lugar mais pertinho, pois aturar outro vôo de 13 horas, não tão cedo. Mas tudo bem, espero que ao menos, quando for, seja num lugar paradisíaco, afinal a Tailândia é bem mais perto!

Eu tive que largar a faculdade de jornalismo, que finalmente eu tinha começado a fazer após anos de incertezas, afinal você fazer uma faculdade durante anos, trabalhar com isso e no final ter que admitir que preferia ter feito outra coisa, é frustrante. E mais frustrante ainda ter que largar, mas tudo bem, nada acontece sem um propósito, eu acredito muito nisso, e neste caso, se não tivesse feito estes meses de jornalismo, eu não teria encontrado o assunto que muito me motiva a estudar: sociologia da comunicação (mas isto também é outro assunto).

Larguei também a hidroginástica, para economizar. Mas me dei bem, pois o prédio que moramos aqui tem uma piscina enorme e academia! (droga, sabia que eu iria me prescipitar em contar as coisas, sempre faço isso…humpf!)

E, por fim, o que foi o pior de tudo pra mim durante este processo, foi ficar desde março sem a menor possibilidade de projetar nada, até pra comprar o vestido da cerimônia civil do nosso casamento eu fiquei me sentindo culpada de gastar um pouquinho a mais! Comprar comida foi um saco, eu desisti, pois tudo que comprasse iria sobrar, acabou que comemos direto na rua ou na casa das nossas mães.

Na verdade este projeto ainda não terminou, ainda tem o lado b. Que acontecerá aqui, do outro lado do mundo.