Archive for the 'Rio de Janeiro' Category

Fotografia de casamentos com emoção, arte e técnica

Bernarda Maia May 9th, 2010

Post divulgação do site e do blog do grande fotógrafo e irmão André Pinnola. Ele não é  só meu irmão, mas um grande fotógrafo que é o meu role model. Eu não me considero fotógrafa, mas a fotografia está no meu sangue e o André é uma fonte de inspiração.

Aqui estão o site e o blog dele. Visitem e aproveitem as fotos deste grande artista!

Voltando para casa

Bernarda Maia November 22nd, 2008

Escrevi há 21 dias como seria o meu retorno para casa, para o país em que nasci. Escreverei agora sobre como estou me sentindo, ainda aqui, na Nova Zelândia, sobre o meu retorno à Australia.

Voltei para o Brasil achando que sentiria mais saudade do que senti antes, quando fui para Australia. De fato, rever minha família e grandes amigos foi bom demais, mas a saudade que apertou no meu coração ao voltar pra cá foi dilacerante. Abraçar minha mãe e meu irmão no aeroporto. Abraçar meus amigos, foi duro. Eu sabia que seria. Quando deixei o Brasil pela primeira vez a dor não foi tão grande, acho que a ansiedade de viver fora era maior, não sabia o que estava ainda por vir.

É claro que não me arrependo por nem um segundo e se tivesse que fazer novamente eu faria. Acho que as oportunidades oferecidas na Austrália não se comparam às do Brasil. Viver numa país onde a liberdade, a justiça e a paz são possíveis me faz querer ficar neste lado do mundo.

Contudo, ainda assim, senti, quando meu avião decolou, descobrindo toda a Guanabara, que deixara ali parte do meu eu, parte do meu coração. Acho que aprenderei a viver com isto, tenho que.

Voltando ao Brasil, reencontrei meu país como o deixei, com um trânsito que me pareceu pior, a pobreza ainda ali, mas as belezas naturais estavam todas lá. Não existe cidade no mundo mais bela que o Rio de Janeiro. Me desculpem os meus compatriotas paulistas, catarinenses, bahianos, paranaenses, sul rio grandenses, etc…mas o Rio de Janeiro é sim, uma das cidades mais lindas do mundo, se não for a mais. Com todos os seus problemas, minha cidade é Maravilhosa e sempre será.

E ela fica ainda mais linda com meus amigos e familiares. Foi bom demais rever todos que consegui rever, foi bom demais conhecer meu afilhado, rever minha afilhada, abraçar e beijar minha mãe e meu irmão. Sentir os cheiros e gostos do meu país.  

Sempre sentirei falta do meu Brasil, mas sei que um dia a Australia me sera mais familiar do que hoje me é. Aprender é o segredo para se viver melhor num país desconhecido.

 

P.S Este texto foi escrito no vôo de volta do Brasil para Australia. 

Cheirinho de Brasil

Bernarda Maia May 22nd, 2008

Ontem a noite cheguei em casa e chequei a caixa dos correios. Tinha uma carta dos correios dizendo que havia chegado uma carta pra mim, mas que não pôde ser entregue pois eu não estava em casa.

Então lá fui eu hoje aos correios, pertinho aqui de casa, para pegar a tal carta. Estava lá, uma caixinha retangular e com um adesivo enorme amarelo dizendo que minha caixa havia sido aberta para fiscalizar se havia alguma coisa que não poderia entrar na Australia. Olhei do outro lado e a caixa havia sido enviada por uma amiga querida que eu conheci na faculdade de jornalismo da UniverCidade que, para quem não sabe, iniciei no primeiro semestre do ano passado e tive que trancar no fim do semestre pois vim para cá.

Vivi é um doce de pessoa, ligada numa bateria de 500 volts, mente incontrolável, ainda bem, pois é uma menina genial dona de um blog igualmente genial. Cinéfila, amante da boa música e leitora, grande leitora, nerd de carteirinha, que está a procura do seu neverland. Sim, Vivi, eu estou te devendo responder um email, mas ainda não achei o que você me pediu…calma que eu acho.

Voltando à caixa que a Vivi me mandou, eu estava andando pela rua, e tentando tirar aquelas fitas adesivas todas que usam pra lacrar as caixas, um saco! Enfim, puxa daqui, cola um pedaço de fita que saiu na calça jeans ali e finalmente consigo abrir a caixa. Qual não foi minha surpresa, um misto de alegria e saudade imensa, e mais ainda porque a gente, quando tá longe, percebe como existem pessoas que estão pensando na gente. O conteúdo da caixa exalava o melhor odor que senti nos últimos 6 meses…uma caixa de Chá Mate Leão e um pacote de chicletes Trident de canelaaaaahhhhhhh

Me sentei no primeiro banco da rua que encontrei, pois as lágrimas saíam dos meus olhos compulsivamente, solucei alguns minutos ali, lendo aquela carta linda que veio junto, e analisando os saquinhos de sal que também vieram na caixa, e que nem me liguei que eram para o cinema, pois como escrevi num post aqui, não tem sal no cinema para a pipoca, temos que nos contentar com o gosto da pessoa que faz a pipoca.

A Vivi leu um post meu antigo em que eu dizia algumas coisas que eu sentia falta e entre elas estava o mate e o trident de canela. Nunca pensei que fosse sentir o gosto dessas coisas tão cedo, por isso me debulhei em lágrimas de saudade e emoção, tudo junto, graças a uma amiga amada, que é de uma sensibilidade!

Muito obrigada, minha amiga, como sinto falta de você e das nossas conversas e aulas. Muito obrigada por me proporcionar um momento único, nunca pensei mesmo que voltaria a sentir o gosto que sinto agora, de canela, enquanto escrevo este post-carta para você.

Beijos enormes e mais uma vez, muito obrigada por me dar o prazer de sentir um pouquinho mais de perto a sua amizade e o cheirinho do Brasil. Não sei se você sabe, mas esta foi a primeira carta do Brasil que chegou desde que vim pra cá! :)

O correio da Austrália abriu a caixa do mate e o saco do chiclete, acho que estavam conferindo se não eram drogas ou qualquer outra coisa que fosse proíbida por conta da quarentena que eles tem aqui, muitas coisas são proibidas de entrar pois eles morrem de medos de pragas. O que eu entendo e agradeço, pois pude sentir o cheiro que senti quando abri a caixa!

Uma trajetória projetada

Bernarda Maia December 9th, 2007

hope

É dezembro de 2007, há duas semanas e dois dias eu e Phillip chegamos em Melbourne, Austrália.

Estar aqui não foi fácil, não apenas pelo lado emocional, que dedicarei mais tempo pra falar numa outra oportunidade, mas pelo lado prático. Estar aqui é um projeto que foi decidido ser feito em janeiro deste ano, começou a ser elaborado em março, obteve sucesso no final de julho e desde então foram os 4 meses mais longos e ansiosos que passamos, entre casamento, passaporte, correios, papéis de trabalho, demissões, exames médicos, festas de casamento e despedidas, mais papéis, vistos, noites sem dormir, passagem e enfim os aviões, no plural, pois pra ir para o outro lado do mundo, só com escalas.

Muitos projetos futuros foram adiantados e outros cancelados. O nossa casamento teve que acontecer o mais rápido possível e por isso não teve grandes festas e nem a cerimônia na Igreja que o Phillip tanto queria (disso eu nem reclamo, pois me safei bem de um vestido cafona. Casar de branco, eu??? Já casei! O que até eu duvidava que fosse acontecer!! De branco seria um pouco demais!).

Toda esta correria, pois para tirar o meu visto eu precisava ser casada com o Phillip, ok, nem precisava tanto, mas todos os envolvidos no nosso processo recomendaram. E além disso, eu precisava tirar o meu passaporte com o meu nome de casada, já que isto também fazia parte do pacote de recomendações. Tudo bem que foi um casamento maravilhoso, mas não precisava ser tão corrido.

Nossa viagem de lua-de-mel teve que ser cancelada, ao menos temporariamente. Iríamos para o Chile em janeiro, mas acho que de acordo com a atual circunstância é melhor ser num lugar mais pertinho, pois aturar outro vôo de 13 horas, não tão cedo. Mas tudo bem, espero que ao menos, quando for, seja num lugar paradisíaco, afinal a Tailândia é bem mais perto!

Eu tive que largar a faculdade de jornalismo, que finalmente eu tinha começado a fazer após anos de incertezas, afinal você fazer uma faculdade durante anos, trabalhar com isso e no final ter que admitir que preferia ter feito outra coisa, é frustrante. E mais frustrante ainda ter que largar, mas tudo bem, nada acontece sem um propósito, eu acredito muito nisso, e neste caso, se não tivesse feito estes meses de jornalismo, eu não teria encontrado o assunto que muito me motiva a estudar: sociologia da comunicação (mas isto também é outro assunto).

Larguei também a hidroginástica, para economizar. Mas me dei bem, pois o prédio que moramos aqui tem uma piscina enorme e academia! (droga, sabia que eu iria me prescipitar em contar as coisas, sempre faço isso…humpf!)

E, por fim, o que foi o pior de tudo pra mim durante este processo, foi ficar desde março sem a menor possibilidade de projetar nada, até pra comprar o vestido da cerimônia civil do nosso casamento eu fiquei me sentindo culpada de gastar um pouquinho a mais! Comprar comida foi um saco, eu desisti, pois tudo que comprasse iria sobrar, acabou que comemos direto na rua ou na casa das nossas mães.

Na verdade este projeto ainda não terminou, ainda tem o lado b. Que acontecerá aqui, do outro lado do mundo.