I am Fragile
Bernarda Maia March 16th, 2011
Am I a strong woman? Yes, I am but I don’t want to be that strong anymore.
Can I get a fragile stamp?
Bernarda Maia March 16th, 2011
Am I a strong woman? Yes, I am but I don’t want to be that strong anymore.
Can I get a fragile stamp?
Bernarda Maia October 14th, 2010
Karina, Andre and Gabriel
, originally uploaded by Bemaia.
I recently photo shot this beautiful couple who are also my friends.
Karina and Andre were 7 months pregnant from a boy named Gabriel when I photograph them at their apartment and also at the Centennial Park in Sydney.
It was a sunny day of autumn and the light was perfect late in the afternoon for a outside session.
All I wish is all the best for this beautiful couple and their little boy who will be born anytime now!
I don’t consider myself a photographer but I can “play” as one sometimes. I have a lot of fun doing it and that’s the main reason I do it.
Bernarda Maia August 27th, 2009
Inspirada pelo blog de um querido amigo, o Pacha, escrevo este post aqui.
Fiquei pensando nas esquisitices daqui, que mesmo após quase dois anos, ainda acho estranho.
Enfim, nem são tão esquisitas, mas pensando num post que o Pacha escreveu sobre abacate… Australiano come abacate no sanduíche. Tem a opção de colocar ele fatiado com salada ou passar o creme no pão. Eu odeio abacate, não como por nada neste mundo, guacamole é palavra pra sacanear mexicano.
Outra esquisitice é que eles amam salada grega, que consiste em folhas, cebola, azeitona preta, tomate, pepino e Fetta cheese, que é um queijo grego super salgado e que quando cheguei aqui achava uma delícia, mas como eles não são criativos e tacam este queijo em tudo quanto é salada, eu já enjoei. O que eu acho estranho é o pepino, aqui tem vários tipos de pepino e eles não tiram a casca pra comer, ou seja, o pepino que antes eu já não fazia digestão direito, fica na barriga por dias.
As esquisitices não param por aí, outra é colocar leite gelado no café quente. Fica horrivel pois gela o café. Uma vez perguntei para uma colega australiana o motivo pelo qual eles colocavam e ela respondeu, pois se colocarmos quente fica muito quente. Será que eles nunca ouviram falar em leite morno? Enfim…
E mais uma ótima, para terminar este post, é sobre higiene bucal. Certa vez estava escovando os dentes após o almoço e uma professora do meu trabalho entrou no banheiro. Ela perguntou porque eu estava escovando os dentes e eu respondi que sempre escovo após as refeições. Ela ficou surpresa e perguntou: após todas elas? eu respondi que após as principais, café-da-manha, almoço e jantar. Ela ainda mais surpresa disse que só escovava antes de dormir (!!!), argumentando que escovar os dentes demais (?) estraga o esmalte dos dentes. Oh, Lord! Alguém aí sentiu um cheirinho ruim?
Bernarda Maia June 6th, 2009
Monday, April 6th, 11am. I was working and could not reach my telephone when it rang in my bag. I heard a message arrive. At 11:35am there was another call that I could not answer however this time no message was left.
11:45. I went to the toilet and on my way I tried to play the message. I could not finish listening to it because of a colleague who called me, but I heard that it was from the police.
I spent some minutes trying to figure it out what the police wanted from me, but since I knew I don’t have any police record or other business with them, these thoughts faded away.
1:30 pm. I went on my break for lunch. I called 121 to listen to the message again and it said:
- Hi, this is Christian xxx (could not understand his surname) and I’m from Mosman Police. Please call me on xxxx-xxxxxx (will not publish his number here).
I called him immediately.
- Hi, Christian speaking.
- Hi, Christian (could not decide if I should call him Sir or just his name, so I called him by his name, since that’s how he introduced himself). My name is Bernanda and I received a message from you an hour and a half ago. What is it about?
- Oh hi, Mrs. Bernarda. Have you lost your wallet?
- Hum no, wait a second, let me check on my bag. Oh YES, It’s not here! (I could not believe that I hadn’t noticed that my wallet was not in my bag and that the police officer was calling me to give it back)
- You can came and pick it up at the Mosman Police Station.
- Oh good, can you give me your address?
- Yes, sure. It’s 96 Bradleys Head Rd, close to the Hotel right after the roundabout. Do you know where it is?
- I have no idea, but I’ll look in Google maps and I’ll come and pick it up later this afternoon. Is that ok?
- Yes, sure.
- Thank you so much!
- No worries, madam.
I hung up my mobile phone with a smile on my face and started to think where the hell I lost my wallet and who was the reliable person who not only gave it back but also drove or walked all the way to a police station that is not close to the street where I would have lost it.
After a 35 minutes walk I arrived at the police station. Christian, the police officer, saw me at the reception and recognized me straight away. He went into his office to get my wallet. He came back with my wallet in one hand and with all of the papers, coins and cards separated in the other. He asked me to check if there was anything missing. Everything was there. There was no money inside the wallet because on that morning, after I bought a latte on my way to work, I put the money inside my jumper pocket.
Before I left the station, I asked the officer who returned my wallet and he said that she was an old lady who had not identified herself.
I must say that at the moment that he told me that an old lady had returned it, I immediately thought: if it was an young person who found it, maybe I would never have seen my wallet again, just like the mobile phone that I left in a taxi few months ago and was never returned even after calling the company. Prejudice? Maybe. I just wished to come across someone like this woman more often.
Bernarda Maia October 16th, 2008

Voltar ao Brasil após 11 meses morando fora. Estou no avião pensando como serão os 21 dias que passarei no país que nasci e cresci, onde estão todos os meus amigos e toda minha família. Passei o pedaço mais difícil da viagem, onze horas entre Auckland, na Nova Zelândia, e Santiado no Chile, pensando em como seria este reencontro, todas as vezes me vieram lágrima nos olhos em pensar que verei as pessoas que amo e meu filho quadrúpede. No entando a dor maior era ao pensar que as deixarei novamente para voltar à Australia.
Quando decidi sair do Brasil sabia que seria difícil viver fora. Não é fácil viver numa cultura diferente, numa língua diferente, onde, por mais que fale Inglês há anos, o idioma é sim uma barreira. Não é fácil se expressar e compreender numa língua não nativa. Como um amigo disse, se você souber brigar com alguém numa outra língua, isso prova que de fato você a domina.
Sendo assim, voltar para o meu país, onde compreendo perfeitamente tudo que acontece, as regras, as gírias, as piadas, as pessoas, os cheiros e gostos, dá um aperto maior no coração. A saudade ao invés de se dissipar, aumenta. Paro por um momento e penso: Parem este avião, me deixem descer que vou voltar pra Australia. Não vim para o Brasil para sentir mais saudade. Mas agora, há uma hora de chegar lá, reparo que toda a dor será válida. Mesmo sem saber o que sentirei na volta, quando estarei voltando sozinha, no entando desconfio…
Como será que está tudo? As esquinas serão as mesmas? Aqueles lugares que costumava frequentar ainda existem? E mais, se existem, farão eles parte da minha vida, ainda? Será que as sensações serão as mesmas? Tenho medo das respostas, medo de entrar no buraco entre uma cultura e a outra. Sei que jamais perderei o que aprendi no Brasil, atualmente a única perda que consigo identificar é na língua mesmo, as palavras que não vem mais à mente e os erros de grafia. Sim, pode parecer soberba, mas não é, esquecemos mesmo, e verifiquei isso com muitos brasileiros que conheci no exterior. Todos relataram o mesmo problema.
Espero que 11 meses ainda não tenham sido o suficiente para que eu me sinta um peixe fora d’água no meu país, pois tenho medo que após mais três anos morando fora, me sinta.
Bernarda Maia October 12th, 2008

Depois fui a um encontro de pessoas que falam português, conheci pessoas queridas, muitas como eu, muito sozinhas. Também se tornaram colegas queridos, que jamais esquecerei pela ajuda e palavras de apoio, pois são pessoas que passaram pelos mesmos perrengues, e sabiam já o que estava por vir pra qualquer novato.
Depois acho que conheci um grupo de meninas brasileiras, estas sim, se tornaram grandes amigas. O engraçado é que nos encontramos via internet, eu conhecia o blog de A que conhecia B. B me conheceu através do blog do meu marido e nos encontramos num bar aqui perto, depois B me apresentou a A que, por coincidência, eu já conhecia via internet, e B me apresentou a C e C nos apresentou, eu, A e B à D. Pronto, 4 brasileiras com histórias diferentes, quase todas de lugares diferentes do Brasil. Somos 2 cariocas, uma de Minas Gerais, as outras duas de Floripa, mas uma só originalmente, pois a outra nasceu em São Paulo, mas morava em Florianópolis antes de vir pra cá. Duas são casadas com australianos, uma namora um australiano e a outra namora um inglês. Todas moram um pouco afastadas de mim, mas sempre damos um jeito de nos econtrarmos, no mínimo uma vez por mês e vira e mexe viajamos prum canto, às vezes nem todas juntas, mas as viagens sempre são divertidíssimas. Com elas conheci a Great Ocean Road e algumas de suas cidades e Falls Creek que fica nas montanhas, as duas cidades fazem parte do estado de Victoria, onde moro.
Depois foi a vez de conhecer um casal de australianos, o rapaz trabalhava com o Phill, é consultor também, na mesma empresa em que o Phill, meu marido. Um dia estávamos num bar e a namorada deste rapaz apareceu, ambos muito simpáticos nos convidaram para almoçar no dia seguinte e a partir daí nos tornamos bons amigos. Este casal também nos ajudou muito a fazer de Melbourne uma cidade mais interessante, pois sempre nos chamam para viajarmos e nos levam a lugares interessantes, como Healesville, um santuário animal, onde pela primeira vez vimos Koalas e Cangurus e a Mornington Peninsula. Muitas vezes só saimos para um jantar rápido no meio da semana ou uma noite de sexta com drinks e comidinhas, o que nos faz não nos sentirmos sós.
Após os encontros ocasionais, foi a vez de uma amiga lá do Brasil me mandar um email dizendo que conhecia uma pessoa aqui em Melbourne e que ele estava aprendendo português. Eu já até postei foto dele aqui no meu blog. Ele se tornou um grande amigo e me ajudou e continua me ajudando imensamente. Trocamos histórias, eu do Brasil e ele da Austrália, e o mais legal, nos corrigimos, eu a ele com o Português e ele a mim no Inglês. Através dele conheci um pouco mais de Melbourne. Estive em Bendigo, a cidade onde ele mora com sua adorável esposa e a cadelinha mais fofa que conheci por aqui.
Felizmente a empresa do meu marido tem vários brasileiros, conheci alguns aqui com quem vira e mexe nos encontramos. São pessoas, que assim como nós, também não tem muitos amigos por aqui então nos encontramos pra jantar, ir ao cinema, e com um deles tive o prazer de fazer pela primeira numa academia chamada Hardrock, aqui pertinho de casa, indoor rock climbing, o que adorei!
Depois disso, conheci mais umas meninas brasileiras numa noite brasileira num bar chamado Eurotrash, com um grupo de samba chamado Melsamba. Uma delas é uma das meninas que mais me faz rir nesta terra, com ela não tem tempo ruim, acho que nos demos bem pois somos semelhantes neste sentido. Agradeço a ela a compra de um vestido lindo, tadinha, teve foi é paciência para me ajudar.
E por último, mais uma amiga da amiga que nos apresentou por email via Brasil. A conheci há umas duas semanas e que por coincidência conhece as pessoas que conheci na festa Brasileira. Até do outro lado do mundo as distâncias são pequenas, impressionate!
Porque estou falando isso? Pois devo boa parte da minha felicidade à presença destes amigos na minha vida e queria agradecê-los de alguma forma, por isto resolvi postar no meu blog um pouquinho da importância de cada um.
Thank you, my friends!
Bernarda Maia July 1st, 2008
Ano passado, em Julho, se não me engano, comecei uma nova dieta, pela quinta vez na minha vida. Desde a morte do meu pai, em 1996, eu engordei e emagreci, umas 5 vezes. Tem coisas que nossa cabeça não sabe lidar muito bem, acho.
Mas enfim, comecei esta dieta com uma médica ortomolecular, indicada por uma amiga querida. Muito me preocupava o fato de que eu iria casar, mesmo sem ser de noiva, e me ver nas fotos enorme de gorda. Não dava. Foi uma dieta bem interessante, com baixo índice glicêmico, já que foi detectado uma alta bem alarmante de açúcar no meu sangue, sinal de uma possível diabetes e como tenho um extenso histórico familiar, o medo já me foi suficiente para começar. Passei a comer poucos carboidrados e açúcar zero. Foi bem difícil no começo, mas como sou fácil pra comer verduras e legumes, rapidinho me adaptei.
Meu peso inicial era 93kg. Mas emagreci bastante, no meu casamento, em setembro, já estava com 80kg. Estamos em julho de 2008, um ano depois de começar a dieta, e o fato de estar escrevendo este post está numa aposta que fiz com meu personal trainer. Ele quer que eu emagreça 3 kilos em 3 semanas. Fair enough, but, very hard to get it.
Estou com 69kg hoje, mas meu objetivo original com minha médica era 70kg, contudo, ao chegar aos 70kg, ele baixou, já quero chegar aos 65kg, peso que tive na adolescência, lá pelos meus 17 anos. Meu personal jura que consigo. Veremos.
O grande desafio da comida aqui, no entanto, é que tudo tem muito açúcar. Não existem diets de verdade, o que diz ser diet aqui, na verdade tem menos açúcar e é fat free. Mas não existem bebidas ou iogurt sem açúcar, por exemplo. Eles podem ser sem adição de açúcar, mas não é de jeito nenhum, sem açúcar. Se você é diabético, é uma questão a se considerar, eles não tem mesmo muitas alternativas.
Estou me esforçando para ganhar a aposta, que me renderá um café-da-manhã, na cafeteria aqui da esquina, mas mais que isso, me renderá um belo sorriso no rosto. Pois chegar aos 66kg seria um sonho.
Antes que me esqueça, a rotina diária de exercícios só começou depois que cheguei aqui, em Fevereiro mais precisamente, me matriculei na academia e fiz um exame com meu personal trainer que detectava a idade do seu corpo, a do meu indicou 63 anos, três meses depois, em Maio, refiz o teste, indicou 43 anos, ganhei vinte anos de vida e uma sacaneada básica do meu marido que me disse: Você nunca será tão feliz por ter 40 anos…grrrrrr
Daqui a três semanas digo se ganhei ou não a aposta.
Bernarda Maia December 14th, 2007

A primeira coisa que reparo de interessante chegando no centro de Melbourne: um bonde passando na rua e penso: uau, que legal, um bonde…olho para a lateral do bonde e me deparo com o seguinte letreiro “Monty Python’s SPAMALOT”
OMFG!!!!!!!!!Eu vou ver isso ao vivo???!!!! Inacreditável!!! Obrigado Elisabeth por manter isso aqui sobre sua coroa!!!
Nunca amarei tanto a Inglaterra quanto naquele momento!
Dois dias depois, entro numa loja de DVDs em liquidação, nada de interessante…saio da loja e um display de papelão meio torto com uma única caixa vazia do Flying Circus por AU$59,0!! Achei o presente de Natal do Phillip!!! Adoro presentes que posso aproveitar também.
Mas, pô, não vou esperar até o Natal pra dar não…dei no mesmo dia! Com um embrulho tosco, feito de encarte de loja, mas com um cartão bacana de vacas – quem nos conhece sabe que adoramos vaquinhas, mas falo disso outro dia, é uma longa história. Eu queria MESMO dar logo o presente. E ele amou, até o embrulho!!! Eu também…
Voltando ao SPAMALOT (Spam + Camelot), este é um musical, que está em cartaz num teatro aqui de Melbourne, que faz uma paródia com o filme “Monty Python and the Holy Grail”, de 1975, e com uma das esquetes mais famosas deles também, chamada SPAM, de 1970. A título de curiosidade, retirada diretamente do mundo maravilhoso da Wikipedia, a esquete SPAM é mencionada no filme The Holy Grail, numa cena em que os Cavaleiros da Távola Redonda cantam que eles “eat ham and jam and Spam a lot” ( comem muito presunto, geléia e SPAM – a tradução é ridícula, mas sempre vai ter um pra reclamar, aliás, se quiser saber a tradução do filme The Holy Grail, joga no google!)
Continuando…
Acho que a esta altura do post, todos já perceberam que a palavra SPAM, não está à tóa em nosso vocabulário da internet, espero… Mas a história do SPAM é mais antiga, e foi o que me levou a este post.
Spam é um alimento enlatado a base de porco, criado pela empresa americana Hormel Foods Corporation,que foi muito utilizado pelos soldados americanos na Segunda Guerra Mundial. Na Inglaterra, o Spam foi a única “carne” que não foi racionada durante a guerra e por isso os ingleses enjoaram tanto do enlatado que o Monty Python criou esta esquete. Imagina você comer todo dia, em todas as refeições, um patê de presunto com alta concentração de sódio?!
A esquete trata exatamente disso, onde em todos os pratos do cardápio de um restaurante tem Spam. Spam pra todos os lados, sem qualquer contexto…um prato cheio para o termo da internet.
Empregado em 1978 pela primeira vez com o intuito que conhecemos hoje, uma mensagem indesejada, seja por e-mail, IM, celular, etc, o Spam (eletrônico) é mais antigo que imaginávamos e surgiu de um dos melhores programas de comédia que a BBC produziu.
Chega de informações úteis (sim, elas são úteis). Eu cheguei a este post, pois hoje, no meu momento dona de casa-cozinheira, fui ao mercado comprar ingredientes para o jantar que farei amanhã aqui em casa e entre feijões, ervilhas, beterrabas e milhos enlarados eis que vejo o verdadeiro SPAM! Claro que comprei!!! Não provei porque ainda não tive coragem, nem sei se terei, mas o Phillip irá e, assim que ele o fizer, eu aviso o resultado.
A quem interessar possa, reparem que a fonte e a cor utilizada no nome do musical é a mesma do enlatado.
Se quiserem diversão garantida, assistam as esquetes que estão no youtube ou aos filmes e a série Flying Circus que ficou no ar de 1970 a 1974.