A long walk (or running?)

Bernarda Maia January 5th, 2009

Eight months ago I started training with a personal trainer in a gymnasium close to my home. Today, 14/11/09, was my last session with him.  I’m feeling pretty sad because this trainer has changed my life. I’m moving to Sydney in a few days and I don’t know if I will find someone like him, who does the same kind of exercises that he does.

I have been exercising two days per week with him and on the other days I have been doing only cardio exercises, normally running. There is no magic bullet for getting fit.  I’m not the kind of person who hates to go to the gym but I have never been a big fan either.  With him, however, I started to love doing whatever he asked me to do. There were simple exercises, like hopping, running through obstacles, lifting weights while lifting myself on a bench, doing squats and lunges with or without cables and weights. I seemed to be always standing up instead of sitting down on those weight lifting machines.

I also changed myself in a good way.  I created the habit of going to the gym every day. I remember when I started to exercise I did an evaluation to measure my body age. When I started, my body was 63 years old. The last time I did this evaluation my body was 43 years of age which means that in 4 months took 20 years off my physical age.  I have to do this test again, and I’m sure I’ll be younger than I was 4 months ago. I’m not sure if my body is my real age or not, yet—I could be even younger, but I’m sure that I’m feeling much better! Nowadays I’m slim and fit. 

Thank you Darren Steel, my personal trainer and a good mate, for all your help!

O Natal passou, o ano quase acabou, eu me mudei e nada escrevi.

Bernarda Maia December 27th, 2008

Pois é, nada escrevi desde que voltei do Brasil. A vida anda muito doida por aqui. Cheguei do Brasil e em uma semana empacotei tudo e me mudei pra Sydney. Super agradável viajar assim, mas tudo bem, depois de 5 malas abarrotadas e 11 caixas de mudança, cheguei em Sydney. 

Primeiro fui morar no 28o andar de um prédio no centro da cidade, em mais um prédio “de luxo”, mas que no final é um pardieiro de estudante. Outro dia, neste prédio, passei em frente a uma porta de um dos apartamentos que confesso que fiquei com falta de ar por alguns segundos. Na sala de um apartamento de 1 quarto e sala, tinham 4 camas beliche!!!! Sim, eles moram 20 num mesmo apartamento. Porque? Bom, é mais barato pagar um aluguel que custa uns 800-1000 dólares por semana e morar perto da universidade. Além disso, a maioria deles são asiáticos e portanto, acho que eles estão mais acostumados a morar com pouco espaço do que o resto do mundo. O problema é que sempre tem confusão onde tem estudande, seja de qualquer nacionalidade. E vivia tendo polícia na porta do prédio por conta disso. 

Agora, finalmente estou morando no meu lindo apartamento, de 1 quarto e sala bem espaçoso, no 2o andar (EEEEEEEE) em um bairro do norte de Sydney, chamado St Leonards. Eita lugarzinho bom, viu? Pertinho de tudo! Estou curtindo decorá-lo. Agora falta muita coisa…sofá, mesa de centro, TV, DVD, internet decente, aparador pra TV, tapete…

Só compramos cama, geladeira, máquina de lavar e estante de livros pra podermos nos mudar (o ap já vem com fogão e máquina de secar roupa e louça), aí este mês compramos a mesa de jantar branca com as cadeiras vermelhas lindas e mesa de trabalho e cadeira. Mês que vem espero que venha o resto. Aos pouquinhos mobiliamos do nosso jeito. 

A propósito, a varanda deste apartamento é bem grande, muito em breve ela vai ganhar uma churrasqueira…

Até!

 

Voltando para casa

Bernarda Maia November 22nd, 2008

Escrevi há 21 dias como seria o meu retorno para casa, para o país em que nasci. Escreverei agora sobre como estou me sentindo, ainda aqui, na Nova Zelândia, sobre o meu retorno à Australia.

Voltei para o Brasil achando que sentiria mais saudade do que senti antes, quando fui para Australia. De fato, rever minha família e grandes amigos foi bom demais, mas a saudade que apertou no meu coração ao voltar pra cá foi dilacerante. Abraçar minha mãe e meu irmão no aeroporto. Abraçar meus amigos, foi duro. Eu sabia que seria. Quando deixei o Brasil pela primeira vez a dor não foi tão grande, acho que a ansiedade de viver fora era maior, não sabia o que estava ainda por vir.

É claro que não me arrependo por nem um segundo e se tivesse que fazer novamente eu faria. Acho que as oportunidades oferecidas na Austrália não se comparam às do Brasil. Viver numa país onde a liberdade, a justiça e a paz são possíveis me faz querer ficar neste lado do mundo.

Contudo, ainda assim, senti, quando meu avião decolou, descobrindo toda a Guanabara, que deixara ali parte do meu eu, parte do meu coração. Acho que aprenderei a viver com isto, tenho que.

Voltando ao Brasil, reencontrei meu país como o deixei, com um trânsito que me pareceu pior, a pobreza ainda ali, mas as belezas naturais estavam todas lá. Não existe cidade no mundo mais bela que o Rio de Janeiro. Me desculpem os meus compatriotas paulistas, catarinenses, bahianos, paranaenses, sul rio grandenses, etc…mas o Rio de Janeiro é sim, uma das cidades mais lindas do mundo, se não for a mais. Com todos os seus problemas, minha cidade é Maravilhosa e sempre será.

E ela fica ainda mais linda com meus amigos e familiares. Foi bom demais rever todos que consegui rever, foi bom demais conhecer meu afilhado, rever minha afilhada, abraçar e beijar minha mãe e meu irmão. Sentir os cheiros e gostos do meu país.  

Sempre sentirei falta do meu Brasil, mas sei que um dia a Australia me sera mais familiar do que hoje me é. Aprender é o segredo para se viver melhor num país desconhecido.

 

P.S Este texto foi escrito no vôo de volta do Brasil para Australia. 

Um breve retorno

Bernarda Maia October 16th, 2008

 

Voltar ao Brasil após 11 meses morando fora. Estou no avião pensando como serão os 21 dias que passarei no país que nasci e cresci, onde estão todos os meus amigos e toda minha família. Passei o pedaço mais difícil da viagem, onze horas entre Auckland, na Nova Zelândia, e Santiado no Chile, pensando em como seria este reencontro, todas as vezes me vieram lágrima nos olhos em pensar que verei as pessoas que amo e meu filho quadrúpede.  No entando a dor maior era ao pensar que as deixarei novamente para voltar à Australia.

Quando decidi sair do Brasil sabia que seria difícil viver fora. Não é fácil viver numa cultura diferente, numa língua diferente, onde, por mais que fale Inglês há anos, o idioma é sim uma barreira. Não é fácil se expressar e compreender numa língua não nativa. Como um amigo disse, se você souber brigar com alguém numa outra língua, isso prova que de fato você a domina. 

Sendo assim, voltar para o meu país, onde compreendo perfeitamente tudo que acontece, as regras, as gírias, as piadas,  as pessoas, os cheiros e gostos, dá um aperto maior no coração. A saudade ao invés de se dissipar, aumenta. Paro por um momento e penso: Parem este avião, me deixem descer que vou voltar pra Australia. Não vim para o Brasil para sentir mais saudade. Mas agora, há uma hora de chegar lá, reparo que toda a dor será válida. Mesmo sem saber o que sentirei na volta, quando estarei voltando sozinha, no entando desconfio…

Como será que está tudo? As esquinas serão as mesmas? Aqueles lugares que costumava frequentar ainda existem? E mais, se existem, farão eles parte da minha vida, ainda? Será que as sensações serão as mesmas? Tenho medo das respostas, medo de entrar no buraco entre uma cultura e a outra. Sei que jamais perderei o que aprendi no Brasil, atualmente a única perda que consigo identificar é na língua mesmo, as palavras que não vem mais à mente  e os erros de grafia. Sim, pode  parecer soberba, mas não é, esquecemos mesmo, e verifiquei isso com muitos brasileiros que conheci no exterior. Todos relataram o mesmo problema.

Espero que 11 meses ainda não tenham sido o suficiente para que eu me sinta um peixe fora d’água no meu país, pois tenho medo que após mais três anos morando fora, me sinta.

Amigos deste lado do mundo

Bernarda Maia October 12th, 2008

 

Amigos passeiam na praia de St.Kilda num Domingo de sol.
Quando chegamos aqui em Melbourne não conhecíamos ninguém, nem uma pessoinha. Well, não sei bem a ordem das coisas, mas lembro que a primeira coisa que fiz foi ir a um encontro de pessoas do Flickr, foi bem divertido. Nenhum no entanto se tornou amigo, apenas bons colegas de fotos.

Depois fui a um encontro de pessoas que falam português, conheci pessoas queridas, muitas como eu, muito sozinhas. Também se tornaram colegas queridos, que jamais esquecerei pela ajuda e palavras de apoio, pois são pessoas que passaram pelos mesmos perrengues, e sabiam já o que estava por vir pra qualquer novato.

Depois acho que conheci um grupo de meninas brasileiras, estas sim, se tornaram grandes amigas. O engraçado é que nos encontramos via internet, eu conhecia o blog de A que conhecia B. B me conheceu através do blog do meu marido e nos encontramos num bar aqui perto, depois B me apresentou a A que, por coincidência, eu já conhecia via internet, e B me apresentou a C e C nos apresentou, eu, A e B à D. Pronto, 4 brasileiras com histórias diferentes, quase todas de lugares diferentes do Brasil. Somos 2 cariocas, uma de Minas Gerais, as outras duas de Floripa, mas uma só originalmente, pois a outra nasceu em São Paulo, mas morava em Florianópolis antes de vir pra cá. Duas são casadas com australianos, uma namora um australiano e a outra namora um inglês. Todas moram um pouco afastadas de mim, mas sempre damos um jeito de nos econtrarmos, no mínimo uma vez por mês e vira e mexe viajamos prum canto, às vezes nem todas juntas, mas as viagens sempre são divertidíssimas. Com elas conheci a Great Ocean Road e algumas de suas cidades e Falls Creek que fica nas montanhas, as duas cidades fazem parte do estado de Victoria, onde moro. 

Depois foi a vez de conhecer um casal de australianos, o rapaz trabalhava com o Phill, é consultor também, na mesma empresa em que o Phill, meu marido. Um dia estávamos num bar e a namorada deste rapaz apareceu, ambos muito simpáticos nos convidaram para almoçar no dia seguinte e a partir daí nos tornamos bons amigos. Este casal também nos ajudou muito a fazer de Melbourne uma cidade mais interessante, pois sempre nos chamam para viajarmos e nos levam a lugares interessantes, como Healesville, um santuário animal, onde pela primeira vez vimos Koalas e Cangurus e a Mornington Peninsula. Muitas vezes só saimos para um jantar rápido no meio da semana ou uma noite de sexta com drinks e comidinhas, o que nos faz não nos sentirmos sós.

Após os encontros ocasionais, foi a vez de uma amiga lá do Brasil me mandar um email dizendo que conhecia uma pessoa aqui em Melbourne e que ele estava aprendendo português. Eu já até postei foto dele aqui no meu blog. Ele se tornou um grande amigo e me ajudou e continua me ajudando imensamente. Trocamos histórias, eu do Brasil e ele da Austrália, e o mais legal, nos corrigimos, eu a ele com o Português e ele a mim no Inglês. Através dele conheci um pouco mais de Melbourne. Estive em Bendigo, a cidade onde ele mora com sua adorável esposa e a cadelinha mais fofa que conheci por aqui. 

Felizmente a empresa do meu marido tem vários brasileiros, conheci alguns aqui com quem vira e mexe nos encontramos. São pessoas, que assim como nós, também não tem muitos amigos por aqui então nos encontramos pra jantar, ir ao cinema, e com um deles tive o prazer de fazer pela primeira numa academia chamada Hardrock, aqui pertinho de casa, indoor rock climbing, o que adorei! 

Depois disso, conheci mais umas meninas brasileiras numa noite brasileira num bar chamado Eurotrash, com um grupo de samba chamado Melsamba. Uma delas é uma das meninas que mais me faz rir nesta terra, com ela não tem tempo ruim, acho que nos demos bem pois somos semelhantes neste sentido. Agradeço a ela a compra de um vestido lindo, tadinha, teve foi é paciência para me ajudar. 

E por último, mais uma amiga da amiga que nos apresentou por email via Brasil. A conheci há umas duas semanas e que por coincidência conhece as pessoas que conheci na festa Brasileira. Até do outro lado do mundo as distâncias são pequenas, impressionate! 

Porque estou falando isso? Pois devo boa parte da minha felicidade à presença destes amigos na minha vida e queria agradecê-los de alguma forma, por isto resolvi postar no meu blog um pouquinho da importância de cada um. :) 

Thank you, my friends!  

 

 

Filme brasileiro no Festival Internacional de Cinema de Melbourne

Bernarda Maia July 31st, 2008

Sim, tiveram alguns filmes brasileiros no festival, dentre eles Cleópatra de Júlio Bressane

Recebi em uma das newslatters da ABRISA, a divulgação deste festival e de que iria passar Cleópatra, um filme brasileiro de 2007, então resolvi arriscar e ainda convidei dois amigos. Se arrependimento matasse…

Não sou crítica de cinema, nem especialista em Bressane, embora já tenha assistido a alguns de seus filmes, especialmente na época de faculdade de História, quando a historiografia e os entendimentos em assuntos diversos pulsavam nas minhas veias, confesso que cansei disso, e cansei de tentar entender muita coisa, mas algumas ainda me intrigam e me deixam de boca aberta, tamanha bobagem! 

No caso de Cleópatra de Bressane, valem ressaltar algumas coisas. Os diálogos poéticos se perderam completamente na tradução das legendas para o inglês, não que o inglês não possua o lirismo e beleza do português como costumam falar, pois a obra de Shakespeare, como um único exemplo já acaba com esta teoria besta, mas simplesmente o filme se perdeu nas diferenças linguísticas. Poesia traduzida não faz sentido, e jamais deveria ser traduzida para língua alguma, esta é minha opinião. Discordem se quiserem, mas pra mim nunca, jamais fará sentido ler Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Paulo Leminski, em inglês! Menos ainda as poesias de Shakespeare ou T. S. Eliot, traduzidas para o português ou qualquer outra língua. Podem achar que sou radical, mas neste sentido sou mesmo. Cada língua tem sua sonoridade, e poesia é música, é nexo linguístico. 

Fazendo uma biografia muito rápida, a Rainha Egípcia foi flagrada por Bressane em seus piores momentos, se tornou drogada, louca e nifomaníaca e feia, não que ela não fosse nada disso, pois a história conta que ela era liberal quanto ao sexo, sabia magias, ou seja, manipulava ervas, drogas e venenos, assim como, por ser uma mulher vaidosa, desenvolveu cosméticos, que a deixavam menos feia. Mas Claópatra era poliglota, dona de uma invejada biblioteca, que é até ressaltado no filme,  teve um educação excelente para quem seria filha bastarda de Ptolomeu VII e dominou o Império Romano juntamente com, primeiro seu pai, depois irmão e marido e dominou o Egito sozinha, até sua morte pela picada de uma serpente, ao que diz a história, ela se deixou picar, caracterizando um suicídio, mas é mostrada uma morte diferente, ao que parece, por envenamento. 

Claro que filme é arte e não é porque está falando de um personagem histórico que deve ser historicamente correto, entendo isto, mas minha crítica está na exploração da sexualidade dos personagens. Parece que só existia isto. Este filme fez um retorno à época da pornochanchada do cinema brasileiro, da qual Bressane fez parte. A exposição do sexo sem necessidade, exagerada e constante, o que me deixou bem constrangida, pelos amigos que convidei, uma amiga brasileira e um amigo australiano que fala português, e pelo esvaziamento da sala do teatro Forum, que é lindíssimo e estava lotado no início da sessão. Fiquei me perguntando por que mandaram este lixo pra fora do Brasil? Porque é do Bressane? É a pior explicação que se possa dar! 

E alguém me explique o sotaque horrível da atriz Alessandra Negrini?! Não consegui entender porque somente ela tinha um sotaque sei lá de onde e que fez com que algumas palavras ficassem incompreendidas em português! 

O Filme não teria sido tão infeliz também se tivesse uma narrativa menos enfadonha, mas ao que me lembro dos filmes deste diretor, assisti “São Jerônimo” e “Os Sermões - A história de Antônio Vieira”, a lentidão e poesia fazem parte de suas características cinematográficas. Acho que no fim, eu é que não deveria ter ido assistir e insistido em Bressane que é de fato um chato.  

Como comentou meu amigo australiano, “Foi terrível, mas espectacular visualmente. Eu quero uma sala de estar com uma piscininha toda na forma de um olho!” (havia uma banheira no formato do olho de Hórus no filme). As cores e câmeras de Bressane continuam belas. Embora o figurino tenha deixado a desejar, assim como alguns cenários, algumas cenas foram lindíssimas, o que atribuo à beleza natural do Rio de Janeiro. 

Ao final da sessão os organizadores do Festival nos deram um papel para votarmos no filme para o Festival. Eu não tive coragem de votar, achei melhor não dizer nada pois eu certamente iria avaliá-lo muito mal, então preferi não dizer nada a detonar com um filme do cinema Brasileiro, que sei que ainda tem dificuldades para sobrevier, mas deveria, sei que deveria, para tentar evitar futuros vexames internacionais. 

Ai que saudade da Elisabeth Taylor…

Para mais uma crítica sobre este filme vejam no blog A Torre de Marfim. Já ri muito com a crítica deles a este filme e ao diretor, excelente! 

 

Post mega rápido para quem quer conhecer melhor Melbourne

Bernarda Maia July 29th, 2008

Acabei de ler curiosidades sobre Melbourne no blog de uma amiga, a Polly, que também mora aqui em Melbourne. Adorei o Post e coloco aqui o link para o texto Melbourne: Freak Town do blog dela que se chama “Uluru: Sabores e Dessabores da Vida na Austrália!”

Valeu Polly, adorei! 

I just read some curiosities about Melbourne on my friend’s blog. Polly, who lives here in Melbourne as well has a blog called: ”Uluru: Sabores e Dessabores da Vida na Austrália!”. I loved her post and I’ll leave the link here Melbourne: Freak Town 

Thanks, Polly! I loved it! 

 

“comprei um quilo de farinha pra fazer farofa, pra fazer farofa, pra fazer faro fa fá!…”

Bernarda Maia July 28th, 2008

Comprei dois quilos de farinha, na verdade. 

Vamos ao imediato, perdi a aposta, mas não o objetivo. Não me sinto vencida, mas acho que realmente meu corpo chegou num equilíbrio. Well, um dia eu chego lá! 

E por falar em emagrecer, ontem foi o dia de não pensar nisso. Fui a uma feijoada! Foi ótimo estar com meus amigos, conhecer gente nova, e ver os gringos provando feijoada, se bem que alguns não comeram. Se formos pensar, como uma amiga disse, feijoada não é um prato bonito. Pensem na culinária japonesa e pensem numa feijoada. Apesar de eu odiar sushis, sashimis e qualquer coisa vinda do mar ou do rio, que faça glub glub, eu tenho que tirar o chapéu para a beleza do prato, é sem dúvidas muito bonita a apresentação da culinária japonesa. 

O que eu mais me divertiu, no entanto, foi que eramos três brasileiras na cozinha, mas as três de Estados diferentes do Brasil, consequentemente, o modo de fazermos feijoada e os acompanhamentos era diferente! Em Floripa a feijoada leva batata doce e mais alguns legumes que não me lembro, no Rio e em Minas era basicamente carne. Nós três vetamos as carnes estranhas, tipo orelha e pé de porco. Colocamos apenas steak de porco e linguiça alemã, que graças a um amigo brasileiro que está na Inglarerra indicou, esta linguiça, chamada Rockwurst (preciso confirmar se o Rock se escreve assim, mas acho que sim), é igual ao Paio. (Acabo de voltar do mercado e vi que é Rookwurst!)

Deixei os dois quilos de feijão de molho na água desde o sábado, pois só teríamos uma panela de pressão e ainda assim demorou umas duas horas para ficar macio. Assim que colocamos para cozinhar discutimos se colocaríamos o tempero antes ou depois, eu coloco logo no início para dar mais gosto e fui vencida por colocar depois, só colocamos desde o início as folhas de louro, que aqui se chama bay leaves. Quando terminou de cozinhar, ainda tinha muita água na panela que não era de pressão, amassamos, colocamos tempero, mas continuou aguado pra mim e uma outra amiga, mas tudo bem, já estavam todos morrendo de fome e acho que a fome é o melhor tempero. (risos) 

A farofa eu fiz, sim, aqui se encontra farofa!!! Chama-se Manioc Flour ou Cassava Flour. Preparei só com ovo, bacon, muita manteiga e cebola, mas para a minha amiga mineira, tinha que ter azeitona preta, milho e ervilha. Eu que sou do Rio, até coloco sim azeitona preta, mas ervilha e milho, nunca vi! Mas ao final colocamos o milho e não é que ficou bom! Fiquei muito feliz em aprender a tostar o bacon no forno, grande idéia, não fica aquela gordurada, fumaça e cheiro pela casa inteira! 

O arroz que usamos foi o arroz branco tipo Basmati, que é excelente e fica soltinho!  A couve à mineira ficou faltando, achei aqui, mas estavam amareladas, velhas. A quem interessar, couve aqui chama-se Chinese Broccoli. As laranjas foram compradas, mas infelizmente esquecemos de serví-las na confusão da cozinha. 

Eu confesso que eu achei deliciosa a comida, sinceramente!

Detalhe interessante, o feijão preto que encontramos aqui é made in Canada, claro, produtos canadenses não precisam ficar na quarentena!!! 

Pra finalizar, a sobremesa. Tinha brigadeiro e mousse de maracujá. Acho que nos doces não há discordâncias interestaduais. Estavam perfeitos! 

Viva a diversidade culinária brasileira!                   

Uma aposta para animar

Bernarda Maia July 1st, 2008

Ano passado, em Julho, se não me engano, comecei uma nova dieta, pela quinta vez na minha vida. Desde a morte do meu pai, em 1996, eu engordei e emagreci, umas 5 vezes. Tem coisas que nossa cabeça não sabe lidar muito bem, acho. 

Mas enfim, comecei esta dieta com uma médica ortomolecular, indicada por uma amiga querida. Muito me preocupava o fato de que eu iria casar, mesmo sem ser de noiva, e me ver nas fotos enorme de gorda. Não dava. Foi uma dieta bem interessante, com baixo índice glicêmico, já que foi detectado uma alta bem alarmante de açúcar no meu sangue, sinal de uma possível diabetes e como tenho um extenso histórico familiar, o medo já me foi suficiente para começar. Passei a comer poucos carboidrados e açúcar zero. Foi bem difícil no começo, mas como sou fácil pra comer verduras e legumes, rapidinho me adaptei. 

 Meu peso inicial era 93kg. Mas emagreci bastante, no meu casamento, em setembro, já estava com 80kg. Estamos em julho de 2008, um ano depois de começar a dieta, e o fato de estar escrevendo este post está numa aposta que fiz com meu personal trainer. Ele quer que eu emagreça 3 kilos em 3 semanas. Fair enough, but, very hard to get it. 

Estou com 69kg hoje, mas meu objetivo original com minha médica era 70kg, contudo, ao chegar aos 70kg, ele baixou, já quero chegar aos 65kg, peso que tive na adolescência, lá pelos meus 17 anos. Meu personal jura que consigo. Veremos.

O grande desafio da comida aqui, no entanto, é que tudo tem muito açúcar. Não existem diets de verdade, o que diz ser diet aqui, na verdade tem menos açúcar e é fat free. Mas não existem bebidas ou iogurt sem açúcar, por exemplo. Eles podem ser sem adição de açúcar, mas não é de jeito nenhum, sem açúcar. Se você é diabético, é uma questão a se considerar, eles não tem mesmo muitas alternativas. 

Estou me esforçando para ganhar a aposta, que me renderá um café-da-manhã, na cafeteria aqui da esquina, mas mais que isso, me renderá um belo sorriso no rosto. Pois chegar aos 66kg seria um sonho. 

Antes que me esqueça, a rotina diária de exercícios só começou depois que cheguei aqui, em Fevereiro mais precisamente, me matriculei na academia e fiz um exame com meu personal trainer que detectava a idade do seu corpo, a do meu indicou 63 anos, três meses depois, em Maio, refiz o teste, indicou 43 anos, ganhei vinte anos de vida e uma sacaneada básica do meu marido que me disse: Você nunca será tão feliz por ter 40 anos…grrrrrr

Daqui a três semanas digo se ganhei ou não a aposta.

 

 

 

A Holiday in Falls Creek

Bernarda Maia June 10th, 2008

 

Neste fim de semana foi feriado pelo aniversário da Rainha Elisabeth II, que pelo que me disseram, cada país, ainda sobre a égide da Inglaterra, celebra em dias diferentes. Pelo nascimento o aniversário dela foi dia 21 de Abril. Aqui na Austrália, por exemplo, celebram na segunda segunda-feira de Junho e na Nova Zelândia, é no dia 2 de Junho, enfim, é uma questão de legislação local.

O que interessa é que como boa brasileira que sou, adoro um feriado! Arrumei minhas malas e parti para um final de semana com os amigos em Falls Creek, cidade que fica há 5 horas de Melbourne, bem entre Melbourne e Sydney, pois neste final de semana foi a abertura da temporada de inverno e esqui. Resumidamente, não teve nem neve e nem esqui, só um frio de queimar! Pra não dizer que não vimos neve, teve uns pedaços aqui e ali na pista de esqui, mas era neve FALSA. Isso mesmo, pra quem não sabe, existem uns postes enormes ao longo da pista, como o da foto acima, que produz neve para a pista ficar melhor para as pessoas que estão esquiando, já que não podemos contar 100% com a mãe natureza de que haverá neve o tempo todo.

Passei o fim-de-semana todo pensando, alegria de pobre dura pouco e lei de Murphy existe, pois no fim-de-semana anterior teve neve suficiente pra esquiar, e neste, que foi feriado e fomos pra lá, fez um solão, dias lindos e nada de neve! Só um frio de doer, seco!

Além disso, fiquei com uma sensação meio triste do local, já que em 2003 teve um bushfire enorme que matou quilômetros e quilômetros da vegetação local e as folhas não nascem mais, ou seja, é cheio de eucalíptos secos, cinzas e alguns inda bem pretos. E pra quem não sabe, estas são as árvores favoridas dos coalas, não preciso dizer mais nada. 

Pelo menos a companhia dos amigos foi maravilhosa! E o apartamento que alugamos na pousada Koki, apesar de ter uma dona que sussurrava ao falar, (entender inglês aussie já não é fácil, sussurrando então, foi de nos deixar com cara de modelo de passarela entre empresários conversando sobre os novos desafios do mercado de internet, saca aquele sorriso que não sai da cara por nada?) ter  disparado o alarme de incêndio por duas vezes durante uma madrugada nos dando um susto que nos deixou apavorados, e ter ficado sem luz por uma manhã inteira,  era bom e bem equipado, além de bem confortável, só a TV que poderia ser maior, enfim, por um final de semana, estava ótimo!

See ya mates! 

P.S. Quem quiser ver mais fotos de Falls Creek, elas estão sendo postadas aqui

 

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