Filme brasileiro no Festival Internacional de Cinema de Melbourne

Bernarda Maia July 31st, 2008

Sim, tiveram alguns filmes brasileiros no festival, dentre eles Cleópatra de Júlio Bressane

Recebi em uma das newslatters da ABRISA, a divulgação deste festival e de que iria passar Cleópatra, um filme brasileiro de 2007, então resolvi arriscar e ainda convidei dois amigos. Se arrependimento matasse…

Não sou crítica de cinema, nem especialista em Bressane, embora já tenha assistido a alguns de seus filmes, especialmente na época de faculdade de História, quando a historiografia e os entendimentos em assuntos diversos pulsavam nas minhas veias, confesso que cansei disso, e cansei de tentar entender muita coisa, mas algumas ainda me intrigam e me deixam de boca aberta, tamanha bobagem! 

No caso de Cleópatra de Bressane, valem ressaltar algumas coisas. Os diálogos poéticos se perderam completamente na tradução das legendas para o inglês, não que o inglês não possua o lirismo e beleza do português como costumam falar, pois a obra de Shakespeare, como um único exemplo já acaba com esta teoria besta, mas simplesmente o filme se perdeu nas diferenças linguísticas. Poesia traduzida não faz sentido, e jamais deveria ser traduzida para língua alguma, esta é minha opinião. Discordem se quiserem, mas pra mim nunca, jamais fará sentido ler Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Paulo Leminski, em inglês! Menos ainda as poesias de Shakespeare ou T. S. Eliot, traduzidas para o português ou qualquer outra língua. Podem achar que sou radical, mas neste sentido sou mesmo. Cada língua tem sua sonoridade, e poesia é música, é nexo linguístico. 

Fazendo uma biografia muito rápida, a Rainha Egípcia foi flagrada por Bressane em seus piores momentos, se tornou drogada, louca e nifomaníaca e feia, não que ela não fosse nada disso, pois a história conta que ela era liberal quanto ao sexo, sabia magias, ou seja, manipulava ervas, drogas e venenos, assim como, por ser uma mulher vaidosa, desenvolveu cosméticos, que a deixavam menos feia. Mas Claópatra era poliglota, dona de uma invejada biblioteca, que é até ressaltado no filme,  teve um educação excelente para quem seria filha bastarda de Ptolomeu VII e dominou o Império Romano juntamente com, primeiro seu pai, depois irmão e marido e dominou o Egito sozinha, até sua morte pela picada de uma serpente, ao que diz a história, ela se deixou picar, caracterizando um suicídio, mas é mostrada uma morte diferente, ao que parece, por envenamento. 

Claro que filme é arte e não é porque está falando de um personagem histórico que deve ser historicamente correto, entendo isto, mas minha crítica está na exploração da sexualidade dos personagens. Parece que só existia isto. Este filme fez um retorno à época da pornochanchada do cinema brasileiro, da qual Bressane fez parte. A exposição do sexo sem necessidade, exagerada e constante, o que me deixou bem constrangida, pelos amigos que convidei, uma amiga brasileira e um amigo australiano que fala português, e pelo esvaziamento da sala do teatro Forum, que é lindíssimo e estava lotado no início da sessão. Fiquei me perguntando por que mandaram este lixo pra fora do Brasil? Porque é do Bressane? É a pior explicação que se possa dar! 

E alguém me explique o sotaque horrível da atriz Alessandra Negrini?! Não consegui entender porque somente ela tinha um sotaque sei lá de onde e que fez com que algumas palavras ficassem incompreendidas em português! 

O Filme não teria sido tão infeliz também se tivesse uma narrativa menos enfadonha, mas ao que me lembro dos filmes deste diretor, assisti “São Jerônimo” e “Os Sermões – A história de Antônio Vieira”, a lentidão e poesia fazem parte de suas características cinematográficas. Acho que no fim, eu é que não deveria ter ido assistir e insistido em Bressane que é de fato um chato.  

Como comentou meu amigo australiano, “Foi terrível, mas espectacular visualmente. Eu quero uma sala de estar com uma piscininha toda na forma de um olho!” (havia uma banheira no formato do olho de Hórus no filme). As cores e câmeras de Bressane continuam belas. Embora o figurino tenha deixado a desejar, assim como alguns cenários, algumas cenas foram lindíssimas, o que atribuo à beleza natural do Rio de Janeiro. 

Ao final da sessão os organizadores do Festival nos deram um papel para votarmos no filme para o Festival. Eu não tive coragem de votar, achei melhor não dizer nada pois eu certamente iria avaliá-lo muito mal, então preferi não dizer nada a detonar com um filme do cinema Brasileiro, que sei que ainda tem dificuldades para sobrevier, mas deveria, sei que deveria, para tentar evitar futuros vexames internacionais. 

Ai que saudade da Elisabeth Taylor…

Para mais uma crítica sobre este filme vejam no blog A Torre de Marfim. Já ri muito com a crítica deles a este filme e ao diretor, excelente! 

 

Post mega rápido para quem quer conhecer melhor Melbourne

Bernarda Maia July 29th, 2008

Acabei de ler curiosidades sobre Melbourne no blog de uma amiga, a Polly, que também mora aqui em Melbourne. Adorei o Post e coloco aqui o link para o texto Melbourne: Freak Town do blog dela que se chama “Uluru: Sabores e Dessabores da Vida na Austrália!”

Valeu Polly, adorei! 

I just read some curiosities about Melbourne on my friend’s blog. Polly, who lives here in Melbourne as well has a blog called: ”Uluru: Sabores e Dessabores da Vida na Austrália!”. I loved her post and I’ll leave the link here Melbourne: Freak Town 

Thanks, Polly! I loved it! 

 

“comprei um quilo de farinha pra fazer farofa, pra fazer farofa, pra fazer faro fa fá!…”

Bernarda Maia July 28th, 2008

Comprei dois quilos de farinha, na verdade. 

Vamos ao imediato, perdi a aposta, mas não o objetivo. Não me sinto vencida, mas acho que realmente meu corpo chegou num equilíbrio. Well, um dia eu chego lá! 

E por falar em emagrecer, ontem foi o dia de não pensar nisso. Fui a uma feijoada! Foi ótimo estar com meus amigos, conhecer gente nova, e ver os gringos provando feijoada, se bem que alguns não comeram. Se formos pensar, como uma amiga disse, feijoada não é um prato bonito. Pensem na culinária japonesa e pensem numa feijoada. Apesar de eu odiar sushis, sashimis e qualquer coisa vinda do mar ou do rio, que faça glub glub, eu tenho que tirar o chapéu para a beleza do prato, é sem dúvidas muito bonita a apresentação da culinária japonesa. 

O que eu mais me divertiu, no entanto, foi que eramos três brasileiras na cozinha, mas as três de Estados diferentes do Brasil, consequentemente, o modo de fazermos feijoada e os acompanhamentos era diferente! Em Floripa a feijoada leva batata doce e mais alguns legumes que não me lembro, no Rio e em Minas era basicamente carne. Nós três vetamos as carnes estranhas, tipo orelha e pé de porco. Colocamos apenas steak de porco e linguiça alemã, que graças a um amigo brasileiro que está na Inglarerra indicou, esta linguiça, chamada Rockwurst (preciso confirmar se o Rock se escreve assim, mas acho que sim), é igual ao Paio. (Acabo de voltar do mercado e vi que é Rookwurst!)

Deixei os dois quilos de feijão de molho na água desde o sábado, pois só teríamos uma panela de pressão e ainda assim demorou umas duas horas para ficar macio. Assim que colocamos para cozinhar discutimos se colocaríamos o tempero antes ou depois, eu coloco logo no início para dar mais gosto e fui vencida por colocar depois, só colocamos desde o início as folhas de louro, que aqui se chama bay leaves. Quando terminou de cozinhar, ainda tinha muita água na panela que não era de pressão, amassamos, colocamos tempero, mas continuou aguado pra mim e uma outra amiga, mas tudo bem, já estavam todos morrendo de fome e acho que a fome é o melhor tempero. (risos) 

A farofa eu fiz, sim, aqui se encontra farofa!!! Chama-se Manioc Flour ou Cassava Flour. Preparei só com ovo, bacon, muita manteiga e cebola, mas para a minha amiga mineira, tinha que ter azeitona preta, milho e ervilha. Eu que sou do Rio, até coloco sim azeitona preta, mas ervilha e milho, nunca vi! Mas ao final colocamos o milho e não é que ficou bom! Fiquei muito feliz em aprender a tostar o bacon no forno, grande idéia, não fica aquela gordurada, fumaça e cheiro pela casa inteira! 

O arroz que usamos foi o arroz branco tipo Basmati, que é excelente e fica soltinho!  A couve à mineira ficou faltando, achei aqui, mas estavam amareladas, velhas. A quem interessar, couve aqui chama-se Chinese Broccoli. As laranjas foram compradas, mas infelizmente esquecemos de serví-las na confusão da cozinha. 

Eu confesso que eu achei deliciosa a comida, sinceramente!

Detalhe interessante, o feijão preto que encontramos aqui é made in Canada, claro, produtos canadenses não precisam ficar na quarentena!!! 

Pra finalizar, a sobremesa. Tinha brigadeiro e mousse de maracujá. Acho que nos doces não há discordâncias interestaduais. Estavam perfeitos! 

Viva a diversidade culinária brasileira!                   

Uma aposta para animar

Bernarda Maia July 1st, 2008

Ano passado, em Julho, se não me engano, comecei uma nova dieta, pela quinta vez na minha vida. Desde a morte do meu pai, em 1996, eu engordei e emagreci, umas 5 vezes. Tem coisas que nossa cabeça não sabe lidar muito bem, acho. 

Mas enfim, comecei esta dieta com uma médica ortomolecular, indicada por uma amiga querida. Muito me preocupava o fato de que eu iria casar, mesmo sem ser de noiva, e me ver nas fotos enorme de gorda. Não dava. Foi uma dieta bem interessante, com baixo índice glicêmico, já que foi detectado uma alta bem alarmante de açúcar no meu sangue, sinal de uma possível diabetes e como tenho um extenso histórico familiar, o medo já me foi suficiente para começar. Passei a comer poucos carboidrados e açúcar zero. Foi bem difícil no começo, mas como sou fácil pra comer verduras e legumes, rapidinho me adaptei. 

 Meu peso inicial era 93kg. Mas emagreci bastante, no meu casamento, em setembro, já estava com 80kg. Estamos em julho de 2008, um ano depois de começar a dieta, e o fato de estar escrevendo este post está numa aposta que fiz com meu personal trainer. Ele quer que eu emagreça 3 kilos em 3 semanas. Fair enough, but, very hard to get it. 

Estou com 69kg hoje, mas meu objetivo original com minha médica era 70kg, contudo, ao chegar aos 70kg, ele baixou, já quero chegar aos 65kg, peso que tive na adolescência, lá pelos meus 17 anos. Meu personal jura que consigo. Veremos.

O grande desafio da comida aqui, no entanto, é que tudo tem muito açúcar. Não existem diets de verdade, o que diz ser diet aqui, na verdade tem menos açúcar e é fat free. Mas não existem bebidas ou iogurt sem açúcar, por exemplo. Eles podem ser sem adição de açúcar, mas não é de jeito nenhum, sem açúcar. Se você é diabético, é uma questão a se considerar, eles não tem mesmo muitas alternativas. 

Estou me esforçando para ganhar a aposta, que me renderá um café-da-manhã, na cafeteria aqui da esquina, mas mais que isso, me renderá um belo sorriso no rosto. Pois chegar aos 66kg seria um sonho. 

Antes que me esqueça, a rotina diária de exercícios só começou depois que cheguei aqui, em Fevereiro mais precisamente, me matriculei na academia e fiz um exame com meu personal trainer que detectava a idade do seu corpo, a do meu indicou 63 anos, três meses depois, em Maio, refiz o teste, indicou 43 anos, ganhei vinte anos de vida e uma sacaneada básica do meu marido que me disse: Você nunca será tão feliz por ter 40 anos…grrrrrr

Daqui a três semanas digo se ganhei ou não a aposta.

 

 

 

A Holiday in Falls Creek

Bernarda Maia June 10th, 2008

 

Neste fim de semana foi feriado pelo aniversário da Rainha Elisabeth II, que pelo que me disseram, cada país, ainda sobre a égide da Inglaterra, celebra em dias diferentes. Pelo nascimento o aniversário dela foi dia 21 de Abril. Aqui na Austrália, por exemplo, celebram na segunda segunda-feira de Junho e na Nova Zelândia, é no dia 2 de Junho, enfim, é uma questão de legislação local.

O que interessa é que como boa brasileira que sou, adoro um feriado! Arrumei minhas malas e parti para um final de semana com os amigos em Falls Creek, cidade que fica há 5 horas de Melbourne, bem entre Melbourne e Sydney, pois neste final de semana foi a abertura da temporada de inverno e esqui. Resumidamente, não teve nem neve e nem esqui, só um frio de queimar! Pra não dizer que não vimos neve, teve uns pedaços aqui e ali na pista de esqui, mas era neve FALSA. Isso mesmo, pra quem não sabe, existem uns postes enormes ao longo da pista, como o da foto acima, que produz neve para a pista ficar melhor para as pessoas que estão esquiando, já que não podemos contar 100% com a mãe natureza de que haverá neve o tempo todo.

Passei o fim-de-semana todo pensando, alegria de pobre dura pouco e lei de Murphy existe, pois no fim-de-semana anterior teve neve suficiente pra esquiar, e neste, que foi feriado e fomos pra lá, fez um solão, dias lindos e nada de neve! Só um frio de doer, seco!

Além disso, fiquei com uma sensação meio triste do local, já que em 2003 teve um bushfire enorme que matou quilômetros e quilômetros da vegetação local e as folhas não nascem mais, ou seja, é cheio de eucalíptos secos, cinzas e alguns inda bem pretos. E pra quem não sabe, estas são as árvores favoridas dos coalas, não preciso dizer mais nada. 

Pelo menos a companhia dos amigos foi maravilhosa! E o apartamento que alugamos na pousada Koki, apesar de ter uma dona que sussurrava ao falar, (entender inglês aussie já não é fácil, sussurrando então, foi de nos deixar com cara de modelo de passarela entre empresários conversando sobre os novos desafios do mercado de internet, saca aquele sorriso que não sai da cara por nada?) ter  disparado o alarme de incêndio por duas vezes durante uma madrugada nos dando um susto que nos deixou apavorados, e ter ficado sem luz por uma manhã inteira,  era bom e bem equipado, além de bem confortável, só a TV que poderia ser maior, enfim, por um final de semana, estava ótimo!

See ya mates! 

P.S. Quem quiser ver mais fotos de Falls Creek, elas estão sendo postadas aqui

 

Cheirinho de Brasil

Bernarda Maia May 22nd, 2008

Ontem a noite cheguei em casa e chequei a caixa dos correios. Tinha uma carta dos correios dizendo que havia chegado uma carta pra mim, mas que não pôde ser entregue pois eu não estava em casa.

Então lá fui eu hoje aos correios, pertinho aqui de casa, para pegar a tal carta. Estava lá, uma caixinha retangular e com um adesivo enorme amarelo dizendo que minha caixa havia sido aberta para fiscalizar se havia alguma coisa que não poderia entrar na Australia. Olhei do outro lado e a caixa havia sido enviada por uma amiga querida que eu conheci na faculdade de jornalismo da UniverCidade que, para quem não sabe, iniciei no primeiro semestre do ano passado e tive que trancar no fim do semestre pois vim para cá.

Vivi é um doce de pessoa, ligada numa bateria de 500 volts, mente incontrolável, ainda bem, pois é uma menina genial dona de um blog igualmente genial. Cinéfila, amante da boa música e leitora, grande leitora, nerd de carteirinha, que está a procura do seu neverland. Sim, Vivi, eu estou te devendo responder um email, mas ainda não achei o que você me pediu…calma que eu acho.

Voltando à caixa que a Vivi me mandou, eu estava andando pela rua, e tentando tirar aquelas fitas adesivas todas que usam pra lacrar as caixas, um saco! Enfim, puxa daqui, cola um pedaço de fita que saiu na calça jeans ali e finalmente consigo abrir a caixa. Qual não foi minha surpresa, um misto de alegria e saudade imensa, e mais ainda porque a gente, quando tá longe, percebe como existem pessoas que estão pensando na gente. O conteúdo da caixa exalava o melhor odor que senti nos últimos 6 meses…uma caixa de Chá Mate Leão e um pacote de chicletes Trident de canelaaaaahhhhhhh

Me sentei no primeiro banco da rua que encontrei, pois as lágrimas saíam dos meus olhos compulsivamente, solucei alguns minutos ali, lendo aquela carta linda que veio junto, e analisando os saquinhos de sal que também vieram na caixa, e que nem me liguei que eram para o cinema, pois como escrevi num post aqui, não tem sal no cinema para a pipoca, temos que nos contentar com o gosto da pessoa que faz a pipoca.

A Vivi leu um post meu antigo em que eu dizia algumas coisas que eu sentia falta e entre elas estava o mate e o trident de canela. Nunca pensei que fosse sentir o gosto dessas coisas tão cedo, por isso me debulhei em lágrimas de saudade e emoção, tudo junto, graças a uma amiga amada, que é de uma sensibilidade!

Muito obrigada, minha amiga, como sinto falta de você e das nossas conversas e aulas. Muito obrigada por me proporcionar um momento único, nunca pensei mesmo que voltaria a sentir o gosto que sinto agora, de canela, enquanto escrevo este post-carta para você.

Beijos enormes e mais uma vez, muito obrigada por me dar o prazer de sentir um pouquinho mais de perto a sua amizade e o cheirinho do Brasil. Não sei se você sabe, mas esta foi a primeira carta do Brasil que chegou desde que vim pra cá! :)

O correio da Austrália abriu a caixa do mate e o saco do chiclete, acho que estavam conferindo se não eram drogas ou qualquer outra coisa que fosse proíbida por conta da quarentena que eles tem aqui, muitas coisas são proibidas de entrar pois eles morrem de medos de pragas. O que eu entendo e agradeço, pois pude sentir o cheiro que senti quando abri a caixa!

O caso da máquina de tickets

Bernarda Maia April 21st, 2008

Foto retirada do google image

Semana passada estive em Sydney para um workshop de Arquitetura de Informação (que merecerá um post a parte só pra falar disso, já que foi o motivo do meu sumiço por aqui). Claro que aproveitei para dar uma passeada pela cidade e conhecê-la, já que provavelmente muito em breve iremos morar lá. Em próximos posts falarei mais sobre Sydney, mas queria registrar um caso bem interessante aqui para os interessandos em usabilidade.

Saí do aeroporto de Sydney já sabendo o que tinha que fazer, pegaria um train para o centro da cidade e de lá um taxi para casa dos amigos que me abrigaram por quase uma semana – deixo aqui mais uma vez o meu agradecimento a Cacau e Alexandre que foram muito fofos em me aturar. Bom, eu não conheço muito países ou cidades no mundo, mas fiquei bem feliz de saber que tinha uma estação de train dentro do aeroporto.

Tudo muito bem, a sinalização para a estação de train estava perfeita, não tive dificuldade alguma para chegar até lá. Ao chegar vi dois guichês para comprar o ticket com filas enormes e algumas máquinas vazias, resovi pelas máquinas. Porém fiquei chocada, aquilo é um atentando a capacidade de qualquer ser humano e chega a ser motivo de piada. É tão complicada de usar, que é preferível ficar na fila do caixa.

Os caras que desenvolveram aquilo deveriam ser punidos, eles nunca ouviram falar em usabilidade! É claro que para quem já usa com frequência já deve ter se acostumou com a insanidade, mas para mim, que estava mexendo pela primeira vez, quase quebrei aquela porcaria, na vez anterior a conseguir finalmente meu ticket, eu já apertava as teclas com tanta força, com tanta raiva, que a mulher que estava do meu lado ficou olhando com uma cara assustada…

Descrevendo, ou tentado descrever, a bichana. Ela tinha pelo menos 350 botões, não é exagero. A primeira coisa que se tem que fazer é escolher o seu destino entre 330 destinos, se não contei errado, mas pela foto acima acho que é por aí mesmo. Depois você escolhe que tipo de ticket você precisa, 2 horas, diário, semanal…Então escolhia-se, se precisasse, o número de viagens, acho que o máximo são 10, mas não tenho certeza. Se a pessoa tem alguma concessão, ela tem que escolher entre algumas que são oferecidas. Depois você efetua o pagamento em nota ou moeda, e é dado o troco, caso você não tenha o dinheiro certo. Pelo menos o troco é dado direitinho, porém, na maioria das máquinas que dão troco, que não são todas, o troco máximo é de AU$19,90 dólares. Mas até que nem é tanto problema, pois nos guichês você pode pagar com notas grandes, caso não tenha menor, o problema é que na máquina tem estampado como vocês podem ver na foto, as notas australianas até AU$50 doláres. Ou seja, se eu sou desatenta e quero um ticket com retorno, eu pago AU$4,20 com uma nota de AU$50, que está ali estampada, e fico sem meu troco correto, é isso? Ou seja, eu TENHO que ver que o troco máximo é de 19,90, que está numa posição acima dos meu olhos, escrito numa luz verde horrorosa, que me lembrou o primeiro computador que tive contato, um gradiente MSX, com aquela tela preta e que escrevíamos em verde.

Espero que vocês tenham sentido um pouquinho da frustração que eu senti ao tentar me entender com aquela máquina. Certamente ela tem mais problemas, mas eu sinceramente não tive muito tempo pra analisar, pois sempre tinha alguém atrás de mim na fila ou estava com pressa. Além disso, não podemos esquecer que só fiquei em Sydney por 5 dias.

Sobre o Twitter

Bernarda Maia March 12th, 2008

Eu uso o Twitter há algum tempo, mas sei que não é tão simples de entender como funciona pelo número de pessoas que já me perguntaram para que o Twitter serve e como fazer para entrar. Acho que a resposta está bem exemplificada no vídeo acima que está em inglês, espero que todos compreendam.O Twitter é uma ferramenta rápida de comunicação, ele é um micro-blog, ou seja, não tanto para um blog e nem tanto para um e-mail. O Twitter serve para informações rápidas sobre você, o que está fazendo ou o que acabou de ver acontecer na rua, por exemplo. Você pode escrever apenas 140 caracteres, não mais que isso, ou não aparecerá o pedaço que ultrapassou os 140 caracteres, que são três linhas completas.O interessante é que você pode passar a conhecer melhor as pessoas em que você segue, como aquele colega de trabalho que senta do outro lado da sala em que você trabalha ou até mesmo o informe do trânsito antes de voltar para casa após o trabalho, pois existem vários canais de notícias fazendo parte do Twitter.

Para entrar no Twitter, basta se cadastrar gratuitamente aqui

Depois você procura seus amigos ou os convida para participar e passa a seguí-los (follow). Se quiser, pode autorizar notificações das atualizações de quem você segue ou não. Esta parte é um pouco mais complicada, pois você precisa cadastrar uma conta de mensagem instantânea (IM) ou o seu celular para receber e enviar mensagens através de SMS. Se não quiser, basta acessar as mensagens pelo próprio site.

:)

Os 50 blogs mais poderosos do mundo

Bernarda Maia March 12th, 2008

Há alguns dias, saiu uma lista no The Observer com os 50 blogs mais poderosos do mundo. Vale a pena dar uma conferida.

É uma lista bem diversificada, portanto, se você não acompanha nenhum blog que está listado ali, é a hora e a chance de ter em mãos um bom guia.

Melbourne – Capital da Poluição

Bernarda Maia March 11th, 2008

Conversando com meu marido outro dia, ele me disse ter a sensação de que o nariz dele coçava mais aqui em relação ao Rio. Já mencionei num outro post que uma das coisas que não sentia falta do Rio era justamente da poluição, que aqui parecia ser bem menor. Bem, acho que meu marido tinha razão em sentir o nariz incomodar, Melbourne não é tão limpa assim como eu pensava. Eu sei que este papo não é agradável, mas ele não é para ser mesmo.

Em uma pesquisa recente feita pela associação de ônibus de Victoria, e publicada pelos jornais australianos como o The Age, mostra que carros, motos, caminhões e ônibus emitem mais gases do efeito estufa em Melbourne do que em uma das cidade mais poluídas do mundo, Londres. Eles são responsáveis pela emissão de 11 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano contra 8 milhões e meio em Londres. Até mesmo os trens e bondes colaboram mais com a poluição do que os trens ingleses, pois utilizam eletricidade à carvão (brown coal), que é mais prejudicial ao meio ambiente.

A Bus Association of Victoria está preocupada com os dados e propõe, como uma das soluções, o investimento no transporte público. Segundo a associação, um dos problemas enfrentados são as grandes distâncias entre os subúrbios e o centro da cidade o que torna o trajeto dos transportes mais longo e faz com que muitas pessoas utilizem carros, reduzindo assim o número de passageiros nos trens, bondes e ônibus.

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