New Year in Melbourne

Bernarda Maia March 8th, 2008

True Live

The experience of a person who spent the last ten new years watching the fireworks at Copacabana beach, was very interesting. The year hadn’t changed yet in Brazil and here it was the morning of 1st of January and for me it was very strange to think that at the same time my whole family and friends were together celebrating the end of 2007 and anxious waiting the beginning of the New Year.

It was difficult to decide what to do here in Melbourne on the NYE since we didn’t know anybody but it is not a problem for us, because we spent the last NYE together, only two of us and it was our choice.

We were invited for a party on a friend of Phillip’s friend house and then we were supposed to go to a nightclub party. But a party in an unknown friend’s house and in a night club is not exactly what we like, especially because we don’t like hip hop (kind of music that is popular here at the moment). We decided to decline the invitation.

Some days ago we had dinner in a Greek restaurant near our building and we met a couple that I met at Phillip’s company party, where the guy works. We were talking about the NYE and they told us that every year on Yarra River there are fireworks to celebrate it, so we decided to go.

On the NYE day, I spent the whole day cooking black beans because we don’t have the special pressure cooker for that. I took more than normally it would take to be cooked. On the menu we had rice, black beans, salad and porterhouse (the way that they cut the beef here is different, and I don’t know which part of the cow is that but a porterhouse is a big steak and if you go to a restaurant in Rio de Janeiro called Outback and order a special dish called Melbourne you will have a Porterhouse which is a tender steak).

It was ten past eleven when we were ready to go to the Yarra River. We set up everything and I took the bottle of champagne from the refrigerator when Phillip looked at me and said haltingly: “My love, where do you think you are going with this champagne? And I said surprised: Why?! And he continues: Because here is prohibited to drink on the streets and if you get caught by the police you have to pay AU$200! When he said that, the only thing that I could think of was our last NYE in Copacabana beach where everybody pops a cork at midnight!

Well…I shall continue…

We left our apartment and walked in Federation Square direction, which is basically in the end of the street that we live. As we expected, the streets were busy and there were lots of parties around here, although we were not expecting a hot night! When we arrived on Fed Square we were sweating and quite uncomfortable because in fact there were lots of people drunk and drinking on the streets!

We watched the concert of an Aussie band called True Live while we were waiting for the beginning of the New Year. The band was pretty good, but we decided to go to the Yarra River to see the fireworks and as an amateur photographer I was very excited to shoot the fireworks.

Ten, nine, eight, seven, six, five, four, three, two, one…Happy New Year! Everybody was celebrating 2008 and while me and Phillip were hugging each other I was paying attention to the people around us. There were lots of Japanese, Chinese, Vietnamese, Korean, and Indian people and I could hear them speaking in their languages, probably whishing good things to each other and it was really emotive for me. Because I felt comfortable in the middle of that multitude when I realized that I wasn’t the only one that was an outsider, that lots of people, were also far away from their families and homes.

Ten minutes of fireworks on the sky and I started to make jokes and think of funny things while shooting… “Phillip?!”, I said, That is something really interesting. And he obviously asked, “What?!” and I concluded “That is the first thing that I am seeing that is really created by Chinese and I don’t know if it is Made in China! Everything here is made in China, maybe not everything, but a considerable number of things. The Australians could finally have bought something original!” He laughed…and so did I.

The fireworks finished and when we came home to pop some champagne the cork flew forty-one floors below. I called my mother through Skype and she was very happy and suddenly the TV turned on by itself – the remote control was squeezed between the sofa and the wall – and there was a film starting and coincidentally it was a Brazilian movie, called “Os Normais” (“The Normals”). We laughed a lot because it had English subtitles and for us it is really funny! Well, of course we watched the movie that finished three in the morning and we were to bed with that sensation of “The End”

Happy New Year!

Participando da brincadeira

Bernarda Maia March 6th, 2008

Já dizia o ditado: Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão.

Brincadeira roubada do Sanna’s Closet, que roubou do Quase um Blog

A brincadeira que está rolando nos blogs é: Pegue o primeiro livro que está próximo a você, abra na página 161 e copie no seu blog a 5a frase completa desta página.

A minha é do livro “The Shadow of the Wind” (A Sombra do Vento) de Carlos Ruiz Zafón. Este livro é um dos meus preferidos e comprei ele hoje em inglês para enviar a uma pessoa que ficou com ele numa historical fiction swap de um site de troca de livros, do qual eu participo graças a uma amiga amada – que também é madrinha do meu casamento – que me apresentou, chamado Book Obsessed

Aqui vai a frase: “The one and only”.

Nossa! muita coisa passou pela minha cabeça quando li esta frase…desde o meu cachorro lindo que ficou no Brasil, até as coisas que tenho vivido ultimamente.

Valeu a brincadeira, gostei de pensar no que pensei com esta frase.

Aproveito e deixo a dica, o livro é excelente, a história é facinante e instigante. Como disse, faz parte dos melhores livros que já li e que não foram poucos…

Coisas que sinto falta e outras…nem tanto

Bernarda Maia March 5th, 2008

Foto tirada pelo Phillip com seu celular Nokia N95

Eu já falei algumas vezes aqui do desafio de estar num país novo, das coisas diferentes com as quais estou tendo que me acostumar. É claro que com o tempo eu irei me acostumar e certamente sentirei até falta se um dia voltar. Mas o problema são as coisas que sinto falta do Brasil. Estas sim são bem difíceis de lidar.

Acho que o que mais sinto falta, sem sombra de dúvidas, é do Mate Leão Diet. Comecei até a agradecer por ele ter sido vendido para a Coca-Cola, o que na época da venda me deixou bem decepcionada, e estou torcendo para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) liberar logo a venda, pois assim existe alguma possibilidade de ter aqui também. Às vezes sinto o sabor surgir na minha memória, e me dá uma saudade enorme. Nada como um Mate geladinho! A sengunda bebida que sinto falta é do guaraná Antártica, mas este ainda consigo encontrar aqui, e como não bebo muito refrigerante, nem é tão problemático assim.

A comida aqui é bem diferente também, acho que não existe uma comida tipicamente australiana, e se você olhar ao redor, verá comida do mundo todo, asiática principalmente, e todos adoram. Eu posso dizer que em toda a praça de alimentação tem vários fast food chineses e japoneses, pelo menos um indiano e um KFC ou alguma coisa de frango, como o Nando’s – que é uma cadeia de fast food daqui. O problema é que todas estas comidas são muito gordurosas, eu até gosto de comida indiana, mas geralmente só como a carne e deixo o molho em que a carne vem, pra lá, pois é super oleoso. Acho que a comida que mais gosto é a Grega. Adoro Mussaka, um bolo de carne moída com beringela. É uma delícia, bem temperada e sem farinha nenhuma. E o melhor é que tem um restaurante Grego 24 horas aqui na esquina, chamado Stalactites, que é uma delícia.

Ainda falando sobre comida, uma coisa que nunca me fez falta mas que foi muito bom achar por aqui, foi feijão preto, eu nem como muito, mas de vez em quando é tão bom sentir o gostinho…e graças a Polly, uma querida amiga brasileira que conheci aqui, agora temos farofa! Ela me trouxe farofa e Café Pilão que conseguiu na Casa Ibérica, local que preciso visitar! Ainda não fui. Foi tão bom tomar o nosso café…

Outras coisas que queria que tivessem aqui: achocolatado Diet Gold, que sempre tomava de café da manhã, iogurt sem açúcar, geléia sem açúcar, peito de peru Sadia, Restaurante à Quilo (ai que saudade!!!), saquinho de sal no cinema (a pipoca é completamente sem sal), polenguinho, queijo minas, requeijão, sucos naturais como os do Bibi Sucos, a salada que eu montava no Bibi Sucos, o café da manhã do Cafeína (especialmente lendo jornal com o marido nos fins-de-semana), uma boa manicure e pedicure, chiclete Trident de Canela, mamão papaya, bala Halls de cereja diet, a linha Diet de sorvetes do Itália, revistinhas da Turma da Mônica (eu era assinante), água de coco na praia…tenho certeza que me lembrarei de mais coisas que me escaparam agora.

Só uma observação: os produtos que dizem ser diets aqui, na verdade não são, a grande maioria tem açúcar.

Também sinto falta dos dias agradáveis de verão do Rio. Aqui o clima é tão inconstante!!! Posso acordar com um dia chuvoso e frio e terminar com um belíssimo pôr-do-sol, sem exagero nenhum.

Das coisas que não sinto falta:

Outro dia estava passando embaixo de uma ponte e senti aquele cheiro de poluição e me dei conta que não sentia este cheiro há muito tempo! O Rio nem é uma cidade tão poluída como São Paulo, por exemplo, mas sentia bastante este cheiro que aqui não sinto, confesso que queria saber sobre os índices de poluição de Melboune, ainda vou dar uma checada e ver o que acho.

Outra coisa que definitivamente não sinto falta, e muitos amigos me falaram quando vim pra cá que eu ia esquecer que existe, são dos mendigos na rua. Aqui tem, claro. Mas nada comparado às ruas do Rio, menos ainda por não ver criança, o que era deprimente pra mim, outro dia cheguei a sonhar com um menininho que sempre ficava na esquina lá de casa, em Copacabana, me dava uma pena, ele era tão magrinho! Dá vontade de chorar só de lembrar.

Aqui, só me pediram dinheiro uma vez, mas de uma forma bem menos ofenciva, e não me xingaram por não ter dado. O que penso é que estes mendigos vivem no centro da cidade, possivelmente eu os vejo mais que a maioria da população, pois moro no centro, pois quem mora no suburbio não tem tanto contato com a pobreza desta forma. Outro dia uma amiga teve sua casa roubada, levaram tudo, mas como estava assegurada, o prejuízo foi mesmo emocional. Ela e o namorado moram num subúrbio que não é dos mais quietos, mas também não acontece este tipo de coisa o tempo todo. E violência aqui, tem uma repercussão enorme, não faz parte do dia-a-dia deles. Acho que para nós, brasileiros, é só mais uma notícia para aumentar as estatísticas, já estamos acostumados, o que é muito triste.

Eu já me peguei pensando nas coisas que sentirei falta daqui, se voltar para o Brasil, confesso que já tenho algumas, mas estas ficarão para um próximo post…

Esclarecendo alguns pontos

Bernarda Maia February 17th, 2008

Eu estou tentando me acostumar com as peculiaridades culturais australianas. Tem algumas coisas que não consigo entender muito bem e gostaria que os meus poucos leitores me ajudassem.

Eu cheguei aqui há quase 3 meses. O primeiro desafio encarado foi o linguístico, me acostumar com o Inglês em si, com as gírias e expressões, que não são poucas e que ainda estou me acostumando e aprendendo, tais como: shout you, mate, what’re you up to?, beautiful! (sempre falado quando algo é muito bom e geralmente com a seguinte intonação: beeeautiful!), no worries (essa é muito comum), cool bananas (eu já ri muito dessa expressão), Jeez! (abreviação para Jesus e sempre falado assim: Jeezz!), Fugly ( mistura de fucking ugly), enfim, tem muitas outras ainda que não me lembro ou ainda não sei.

O segundo é com a maldita mão invertida dessa cidade. Até na escada rolante este povo pára do lado esquerdo, caso alguém queira passar e ficam emburrados caso a gente ocupe o lado direito, mesmo sendo um casal e estando de mãos dadas, um do lado do outro. Cheguei a conclusão que povos desenvolvidos não tem tempo a perder mesmo, nem na escada rolante!

Ainda neste sengundo desafio, outra coisa terrível com a mão invertida é fato de ter que atravessar a rua olhando para todos os lados, até pra cima e pra baixo eu olho. Em todos os sinais, quando abre para os pedestres, tem um aviso sonoro para cegos, assim como rampa de acesso para cadeirantes. Essa cidade chega a ser perfeita demais às vezes, não me dá a menor chance de falar mal, ao menos em alguns quesitos, como este.

O próximo desafio será alugar um carro, que certamente terá câmbio automático, nem preciso dizer o motivo, certo? Pode deixar que conto aqui a experiência, se estiver inteira, claro.

O terceiro desafio que enfreitei é quanto ao comportamento diante das pessoas que conhecemos recentemente e por conseguinte não temos intimidade. Lidar com a cultura alheia é algo bem complicado. O povo britânico é famoso por sua formalidade, o australiano, por ter sido colonizado pelos britânicos, teoricamente têm uma postura parecida. Bem, a teoria até que funciona, às vezes.

Deixem-me explicar do que estou falando. Logo quando cheguei aqui, umas meninas que conheci do trabalho do meu marido me disseram que sempre que me convidassem para uma festa ou reunião em casa, eu deveria levar uma bebida e algum agrado para a dona/o da casa, tipo um chocolate ou flores, pois era o esperado. Ok, eu poderia fazer isso no Brasil também, mas acho que no meu país as coisas são bem menos formais, levaria certamente umas cervejas e estaria ótimo, dado os amigos que tenho e amo.

Eis que um dia, eu e meu marido convidamos um casal para jogar um jogo de tabuleiro aqui em casa há umas semanas e eles não trouxeram nada e nas vezes seguintes continuaram não trazendo. Eu não ligo, e não estou fazendo nenhuma crítica, pois como uma boa brasileira, minha casa estava cheia de bebida e comida. Só concluí que o de praxe não era tão de praxe assim. Mas depois pensei, será que é pelo fato de sermos brasileiros, já que todos dizem que somos casuais? (casual é um adjetivo que me preocupa pela proximidade com o mal-educado, mas não vou discutir isso, foi só uma reflexão)
Bem, quando uma inglesa que também não tenho tanta intimidade, veio jantar aqui em casa, ela trouxe champagne e flores. É, acho que os ingleses são realmente formais e os australianos são como os brasileiros no final das contas, o que é ótimo pois não me fará forçar uma educação que não é a minha e evita me deixar sem graça.

Outra coisa que eu aprendi com um grande amigo australiano que fala português, é que os australianos não falam a letra R e nós, principalmente os cariocas, falamos tudo com R. Ele quem fez a montagem da foto acima. Outro dia ele estava falando coloful e eu não entendia, e ele repetiu coloful , coloful, acho que na terceira vez entendi…ahhhhh coloRful!
Ele sempre me diz: para falar como um australianos você tem que esquecer a existência do R.

Bom, caro amigo, tenho uma coisa a dizer: Não é só do R que tenho que esquecer, preciso aprender e esquecer de muitas coisas para viver bem aqui, mas até que estou gostando muito!

Rubber Duck Race – English Version

Bernarda Maia February 13th, 2008

The Australia Day was Saturday 26th of January and here, when a holiday falls in a weekend, the holiday passes to Monday. If we do that in Brazil we wouldn’t work any more because we have so many holidays most of which are useless.

The weekend had lots of celebrations around the country, including, in Melbourne, lots of things like expositions, exhibitions of films, the nomination of the Australian citizen of the year, concerts and a RUBBER DUCK RACE!

Yes, that’s it! The rubber duck race happens every year on the Yarra River. You buy your numbered duck on the website of the race for AU$5. Unfortunately we discovered it too late, because the winner won a car.

When I heard about the race I though it was bizarre but when I saw the pictures of twelve thousand ducks in last year’s race on the Internet, I convinced myself that it was true. This year there were 27,000 rubber ducks with their swimming caps (painted, of course) ready to start.

There was a Drag “Duck” Queen who was responsible for the beginning of the race. She was wearing yellow clothes and an embroidered umbrella also yellow. It was very funny but the funniest thing was the narration of the race by a guy who didn’t have much to say because the race finished in 5 minutes and number 25,888 was the winner.

The race was managed from four boats. Between two of the boats were swimming pool lane ropes and the ducks swam through this lane. The other two boats helped to keep the ducks inside the lane and picked up those that escaped. Some ducks, however, were getting close to the riverbank, the boats couldn’t get them, and children ran to get them (I tried also). There was a boy with an Australian flag over his shoulders who jumped into the river, took some of the rubber ducks and threw them to the children on the side, waiting.

I found it very interesting to see Australian citizens wearing clothes with the Australia colors and flags on their national day, especially the young citizens, because it demonstrates that they are proud of their nation.

The 26th of January 1788 was the day that the English Captain Arthur Phillip arrived in Sydney, New South Wales, and established a new colony. Since then, this day has been celebrated as not only the day that the first Europeans arrived but also as the start of Australian history, at least in the eyes of the world, because like the Brazilian Indians in my own country, the Aborigines had been living here for thousands of years.

Whoever had this idea of a rubber duck race, had a strange idea but it works!

Rubber Duck RACE?!!!!!

Bernarda Maia January 29th, 2008

O Australia Day foi sábado passado, dia 26, mas aqui, se um feriado cai num Sábado ou Domingo, Segunda-feira passa a ser feriado. No Brasil, se fizessem isso, não teria mais trabalho, pela quantidade de feriados!

O Final de semana foi cheio de comemorações pela cidade, exposições, fogos, filmes especiais, a escolha do cidadão australiano do ano, shows e uma corrida de PATO DE BORRACHA!!!!

Huh????!

É isso mesmo, o Rubber Duck Race ocorre todo ano no Yarra River e você pode comprar o seu pato numerado pela internet por 5 dólares, pena que vimos isso tarde demais, pois o prêmio para o vencedor foi um carro.

Quando eu ouvi falar da corrida, achei muito bizarro, meio impossível de ser verdade. Mas quando vi as fotos na internet eu tive que me convencer, eram 12.000 patinhos “correndo”. Este ano foram 27.000 patinhos com suas toquinhas de natação na cabeça (pintadas, claro), preparados pra largar. A largada foi dada por uma Drag Queen Pato, toda de amarelo e uma sombrinha rendada amarela também. Mais engraçado ainda era a narração da corrida, que eu jurava que demoraria horas, mas em 5 minutos já tínhamos um vencendor, o número 25.888.

Eles colocam duas raias de piscina enormes entre uma balsa e outra e prendem-os atrás das grades em uma das balsas, quando a Drag Queen dá a largada, os barcos de suporte, que estão nas laterais, levantam a grade e eles começam a se espalhar pelo rio, entre as raias. Clare que alguns patos fugiram do limite das raias e logo começaram a se aproximar de uma das margens do rio, fazendo a criançada correr pra tentar pegar um (eu também, na verdade). Teve um garoto mais velho, com a bandeira da austrália amarrada que nem capa de super herói nas costas, que pulou no rio e começou a jogar os patos fugitivos pra galera.

É bem interessante ver os cidadãos australianos usando a bandeira amarrada nas costas como capa no Australia Day. Principalmente entre os jovens, vi muitos deles assim aqui. Sinal de que o sentimento nacional por aqui é grande, motivo de orgulho. O dia 26 de janeiro é celebrado por ter sido o dia em que, em 1788, o Capitão inglês Arthur Phillip, chegou a Sydney, em New South Wale, e estabeleceu aqui uma colônia. Foi o primeiro Europeu a pintar por aqui e começar a história da Austrália, ao menos aos olhos do mundo, pois assim como os índios brasileiros, os aborígenes já habitavam estas terras há séculos.

Seja lá quem teve a idéia de fazer uma corrida de patos de borracha, teve uma idéia estranhamente divertida!

English Course – part 2

Bernarda Maia January 21st, 2008

Ok, I know I’ve been absent for a while but it has everything to do with my oral presentation for the Cambridge College that will be tomorrow. Finally!

Tenho estado completamente envolvida na minha apresentação oral, só consigo pensar em inglês e só consigo pensar que meu vocabulário está muito far away de um bom vocabulário. Eu chego lá, eu sei que sim.

Prometo escrever mais em breve, até porque estou deixando muita história interessante passar.

Take care!

English Course

Bernarda Maia January 13th, 2008

Parece que foi ontem que parei de estudar inglês, mas quando percebi que faz 10 anos que me formei na Cultura Inglesa, comecei a entender as minhas dificuldades gramaticais, entre outros problemas. Comecei a fazer o preparatório para o IELTS no Cambridge College, fiquei na turma mais avançada do curso, o IELTS B, pois o professor que me avaliou achou que o curso não seria proveitoso para mim, mas acho realmente que está sendo! Explicando: o IELTS (International English Lenguage Testing System) é o Toefl daqui. Tenho que ter uma nota de no mínimo 7 pra entrar no curso que estou almejando fazer, numa universidade. Todas as Unis pedem este teste como um dos requisitos para entrar, mas conheci uns brasileiros que fizeram o Toefl no Brasil para o doutorado e foram aceitos.

O primeiro problema que me deparei foi com a pronúncia, apesar da minha formação no inglês britânico, meu sotaque é o americano. No Brasil, 99% das escolas ensinam o inglês americano, e acreditem, isso é bem ruim, pois aqui o sotaque é britânico mesmo e existem aguns fonemas diferentes entre os dois. No entanto, estou corrigindo isso aos poucos. O segundo problema é com a escrita, estou aprimorando meus textos em Inglês, mas eles tem uma estrutura, não muito, mas com algumas diferenças do português, parece que estou aprendendo a escrever agora.

Minha turma tem 8 nacionalidades diferentes além da minha. Indiana, Coreana, Chinêsa, Thailandêsa, Francesa, Polonêsa, Russa e Colombiana. Entre todas, só preciso comentar uma coisa: Eu não entendo NADA que a indiana da minha sala fala, NA-DA! Eles falam qualquer coisa, menos inglês. Os Coreanos e a Chinesa, que na verdade é de Taiwan e se ela me ouvir chamando de chinesa me mata, são super disciplinados, falam bem, com poucas variações fonéticas. Eu tenho muita pena deles, pois a língua deles é completamente diferente da inglesa. As línguas românicas como o português, francês e espanhol, tem muitas palavras parecidas, a deles não! Então, palavras simples escapam ao conhecimento deles com muita facilidades. Mas ainda assim os rapazes e moças são bons, estudiosos. Quando quero saber de gramática vou direto perguntar pra um deles.

A polonesa tem um sotaque tranquilo, fácil de entender, assim como o da francesa e da colombiana. A russa fala inglês desde pequena, foi ensinada nas duas linguas, o problema é que é uma aborrecente de 15 anos que adora dizer que fuma desde os 10 e que se acha a melhor da turma. A garota é um saco, mais um pouco e serei procurada pela KGB por assassinato. E ainda por cima resolveu me adotar pra mãe, até pra ir no banheiro ela já me chamou pra ir com ela!

Tenho aulas de spelling and listening com a Heather (seg, ter e qua) e de reading and writing com o Erick (qui e sex). Os professores do curso são muito bons, a Heather é uma Neo-Zelandesa que mora aqui na Austrália há 17 anos e o Erick, que é Inglês, mas também mora aqui há bastante tempo e tem um jeito bem engraçado, aquele estilo inglês contido mas que adora fazer piadinhas. Ambos são engraçados, o que ajuda a aguentar 4 horas de aula com 15 min de intervalo toda tarde e pra mim a tarde é bem improdutiva normalmente. De qualquer forma me divirto muito, no final das contas é sempre uma boa terapia estudar.

Pirulito e boate

Bernarda Maia January 2nd, 2008

Acabo de ler uma notícia no site da BBC Brasil que me chamou a atenção. Em uma cidade no centro da Grã-Bretanha, no condado de Buckinghamshire, as boates e bares têm distribuído na saída pirulitos e as autoridades locais atribuem a isso a redução da violência durante o mês de dezembro, quando os pirulitos passaram a ser distribuídos.

Os efeitos são claros, aumento de açúcar no sangue deixa a gente mais feliz e menos bêbado. O que me deixou intrigada com esta notícia está no fato de ter visto a mesma prática por aqui. Nas portas de alguns bares e boates vi potes com pirulitos para os fregueses. Será que por aqui a violência também diminuiu? Será que é o mesmo motivo? Vou tentar descobrir, mas deve ser sim. Adiciono ainda que aqui tem bastante loja de balas, numa delas, aqui perto, dá para ver na vitrine as moças fazendo a goma.

New Years Eve

Bernarda Maia January 1st, 2008

A quilômetros do Rio a experiência de quem passou pelo menos os últimos 10 anos assistindo aos fogos na praia de Copacabana foi bem impressionante. O Ano ainda não mudou no Brasil e aqui já estou na manhã do dia 1o. Isso é muito estranho, pensar que agora toda a minha família e amigos estão celebrando o fim de 2007 e aguardando ansiosos pela chegada de mais um ano.

Decidir o que fazer no Reveillon aqui em Melbourne não foi fácil, especialmente porque não conhecemos ninguém, mas isso nunca foi problema para nós, já que no ano passado passamos só nós dois por escolha nossa. Mas morávamos em Copacabana, pertinho da praia. Aqui é um pouco diferente.

Fomos convidados para uma festa na casa dos amigos de um amigo do Phill, e depois iriamos para uma festa fechada numa boate. Festa em casa de desconhecidos não é muito do nosso gosto e boate também não, muito menos de hip hop (estilo musical que é febre por aqui). Declinamos do convite.

Há uns dias, almoçando no restaurante grego aqui da esquina, encontramos um rapaz que trabalha com o Phill. Ele e a namorada sentaram-se, por coincidência, do nosso lado e eu já os conhecia, da festa da empresa do Phill. Conversando sobre Reveillon eles nos disseram que no Rio Yarra tem fogos todos os anos e que é bem animado, decidimos arriscar e ir ver os fogos.

Passei a tarde na cozinha fazendo feijão preto, como não tenho panela de pressão, demorou mais que o normal. Preparei o arroz, temperei o Poterhouse (aqui os cortes de carne são diferentes, então, não me pergunte que parte é essa do boi, pois não entendo nada, só sei que poterhouse é a carne que vem no prato chamado Melbourne do restaurante Outback e é muito macia) e quando deu umas 21:00 estavamos meio altos e sem a menor fome, o jantar de ano novo virou almoço do dia primeiro. Fomos tomar banho e nos arrumar para a virada do ano. As 23:10 nos levantamos pra sair, pego a champagne e os copos e o Phill olha pra mim e diz: Não podemos levar bebida alcoólica. Como não??? É proibido por lei e nessas épocas de feriado a fiscalização é mais forte e a multa é de AU$200. Decepção.

Sem a champagne, fomos em direção a Fed Squere que é no final da nossa rua e onde acontecem os fogos, mas tinhamos que andar uns 5 quarteirões pra chegar lá. No caminho vimos que as ruas estavam movimentadas e ao chegarmos na Fed Square, estava acontecendo um show num palco montado de uma banda que não conhecemos, mas que tinha um som bem legal. Estava cheio, mas nada impossível de se locomover. Resolvemos ir para as margens do Rio, tinha uma balsa enorme, de onde sairiam os fogos e eu estava ansiosa pra fazer minhas primeiras fotos de fogos com minha câmera nova. Mas estava bem cheio ali e acho que os australianos não sabem muito bem conviver em lugares lotados. Foi bem irritante ver um monte de gente tentando correr onde era impossível, ainda mais num calor desagradável. Ontem a noite fez 30 graus, durante o dia chegou a 42!

10, 9, 8 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1! Happy New Year! Eu e Phill, claro, nos desejamos Feliz Ano Novo, em português. Assim como os milhares de japoneses, chineses, viatnamitas, coreanos e indianos, que estava ao nosso redor, falaram em suas línguas. Foi bem interessante a mistura linguística deste momento. Mas o que predominou foi o inglês mesmo.

10 minutos de fogos belíssimos em vários pontos ao longo do Rio, cobriram o céu do centro de Melbourne e a minha conclusão foi que, aqueles fogos deviam ser dos criadores, dos Chineses! Tudo aqui é made in China. Nem tudo, ok, mas muita coisas vem de lá, porque não comprar algo finalmente original, então?

Os fogos terminaram e voltamos pra casa junto ao mar de gente que, segundo a polícia, foram 500.000 pessoas, bem melhor que as duas milhões de Copacabana. Chegamos em casa e estouramos a champagne, a rolha voou quarenta e um andares abaixo. Nos refrescamos, liguei para minha mãe pelo skype, a velha ficou toda emocionada, e meio ao estilo “Samara” do filme “O Chamado” a TV ligou, tudo bem, o controle estava entre o sofá e a parede, mas surrealmente aparece na tela os nomes dos atores do filme que começava: Fernanda Torres, Fernando Guimarães, Marisa Orth, Evandro Mesquita ao som de um cantor Afro-Americano cantando em inglês…alguns minutos olhando pra tv meio sem entender. PÔ, É “OS NORMAIS” legendado em inglês! (gargalhadas) Assistimos ao filme todo e fomos dormir às 3 da manhã com aquela sensação de mais um ano se foi, e fizemos o nosso trabalho direitinho.

Feliz Ano Novo!

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