“comprei um quilo de farinha pra fazer farofa, pra fazer farofa, pra fazer faro fa fá!…”

Bernarda Maia July 28th, 2008

Comprei dois quilos de farinha, na verdade. 

Vamos ao imediato, perdi a aposta, mas não o objetivo. Não me sinto vencida, mas acho que realmente meu corpo chegou num equilíbrio. Well, um dia eu chego lá! 

E por falar em emagrecer, ontem foi o dia de não pensar nisso. Fui a uma feijoada! Foi ótimo estar com meus amigos, conhecer gente nova, e ver os gringos provando feijoada, se bem que alguns não comeram. Se formos pensar, como uma amiga disse, feijoada não é um prato bonito. Pensem na culinária japonesa e pensem numa feijoada. Apesar de eu odiar sushis, sashimis e qualquer coisa vinda do mar ou do rio, que faça glub glub, eu tenho que tirar o chapéu para a beleza do prato, é sem dúvidas muito bonita a apresentação da culinária japonesa. 

O que eu mais me divertiu, no entanto, foi que eramos três brasileiras na cozinha, mas as três de Estados diferentes do Brasil, consequentemente, o modo de fazermos feijoada e os acompanhamentos era diferente! Em Floripa a feijoada leva batata doce e mais alguns legumes que não me lembro, no Rio e em Minas era basicamente carne. Nós três vetamos as carnes estranhas, tipo orelha e pé de porco. Colocamos apenas steak de porco e linguiça alemã, que graças a um amigo brasileiro que está na Inglarerra indicou, esta linguiça, chamada Rockwurst (preciso confirmar se o Rock se escreve assim, mas acho que sim), é igual ao Paio. (Acabo de voltar do mercado e vi que é Rookwurst!)

Deixei os dois quilos de feijão de molho na água desde o sábado, pois só teríamos uma panela de pressão e ainda assim demorou umas duas horas para ficar macio. Assim que colocamos para cozinhar discutimos se colocaríamos o tempero antes ou depois, eu coloco logo no início para dar mais gosto e fui vencida por colocar depois, só colocamos desde o início as folhas de louro, que aqui se chama bay leaves. Quando terminou de cozinhar, ainda tinha muita água na panela que não era de pressão, amassamos, colocamos tempero, mas continuou aguado pra mim e uma outra amiga, mas tudo bem, já estavam todos morrendo de fome e acho que a fome é o melhor tempero. (risos) 

A farofa eu fiz, sim, aqui se encontra farofa!!! Chama-se Manioc Flour ou Cassava Flour. Preparei só com ovo, bacon, muita manteiga e cebola, mas para a minha amiga mineira, tinha que ter azeitona preta, milho e ervilha. Eu que sou do Rio, até coloco sim azeitona preta, mas ervilha e milho, nunca vi! Mas ao final colocamos o milho e não é que ficou bom! Fiquei muito feliz em aprender a tostar o bacon no forno, grande idéia, não fica aquela gordurada, fumaça e cheiro pela casa inteira! 

O arroz que usamos foi o arroz branco tipo Basmati, que é excelente e fica soltinho!  A couve à mineira ficou faltando, achei aqui, mas estavam amareladas, velhas. A quem interessar, couve aqui chama-se Chinese Broccoli. As laranjas foram compradas, mas infelizmente esquecemos de serví-las na confusão da cozinha. 

Eu confesso que eu achei deliciosa a comida, sinceramente!

Detalhe interessante, o feijão preto que encontramos aqui é made in Canada, claro, produtos canadenses não precisam ficar na quarentena!!! 

Pra finalizar, a sobremesa. Tinha brigadeiro e mousse de maracujá. Acho que nos doces não há discordâncias interestaduais. Estavam perfeitos! 

Viva a diversidade culinária brasileira!