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	<title>lado.be &#187; Sydney</title>
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		<title>Hospital Público</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Oct 2010 07:03:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernarda Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hospital]]></category>
		<category><![CDATA[Sydney]]></category>
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		<description><![CDATA[Como alguns sabem, quebrei meu pulso. Na verdade quebrei o rádio, o osso do nosso antebraço na altura do pulso. Quebrei de uma forma nada heróica ou emocionante. Simplesmente tropecei num brinquedo que estava no chão e caí. Como estava frio, mantinha minhas mãos dentro do bolso do casaco, e deveria ter continuado, mas por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como alguns sabem, quebrei meu pulso. Na verdade quebrei o rádio, o osso do nosso antebraço na altura do pulso.</p>
<p>Quebrei de uma forma nada heróica ou emocionante. Simplesmente tropecei num brinquedo que estava no chão e caí. Como estava frio, mantinha minhas mãos dentro do bolso do casaco, e deveria ter continuado, mas por instinto, eu as consegui tirar quando já estava quase no chão e me apoiei numa delas. Resultado, quebrei.</p>
<p>Uma dor enorme, não maior que a dor de dente que tive no meu siso no ano passado. Os paramédicos vieram, pretaram os primeiros socorros. Me enfiaram um tubo na veia que me acompanhou o dia todo e por ele me injetaram morfina&#8230;ahhhhhh morfinaaa&#8230;depois dela, I was with the fairies,  como se diz quando a pessoa está sobre efeito de alguma droga alucinógena.</p>
<p>Fui para o hospital, o Royal North Shore, aqui do lado da minha casa. Os paramédicos foram uns amores, na ida para o hospital me injetaram mais uma dose de morfina e ficaram comigo o tempo todo dentro da emergência até eu ser atendida pela médica. Fizeram raio-x após 1 hora e meia esperando na emergencia ainda na maca da ambulância. Voltei para a emergência, esperei mais 1 hora e meia para o Raio-x ficar pronto e ser atendida pela médica que confirmou a fratura. De lá fui mandada para a sala onde fizeram o primeiro gesso. Detalhe interessante, o raio-x não é revelado numa chapa, ele é computadorizado e fica no sistema do hospital, por isto não pude manter comigo.</p>
<p>A sala onde fazem o gesso parecia o lixo do hospital. Mesas e cadeiras velhas, macas também. As enfermeiras muito atenciosas, porém, trabalhando sem muita infra-estrutura. Parecido com o Brasil? Um pouco sim, não falta material médico mas faltam funcionários como pude comprovar pelas longas filas que enfrentei durante os 5 meses que fiquei indo ao hospital para revisões.</p>
<p>Após uma espera de mais uma hora e o gesso colocado, volto pra sala de espera, agora uma diferente, não mais na emergência, para falar com a médica. Ela chega após meia hora dizendo que eu precisava ver o médico especialista em mão. Claro que o médico não estava lá, a vida não pode ser tão fácil assim, nem na Australia. Ela então me mandou para uma recepção para marcar uma hora com o tal médico. Marquei com uma senhorinha muito metódica e irritante que me perguntava as mesmas coisas várias vezes. Marquei no dia seguinte.</p>
<p>Volto para a sala de espera, a médica após mais meia hora aparece e me diz: o que vc ainda está fazendo aqui? e eu respondo: Acho que não posso voltar pra casa com este tubo no braço, né?</p>
<p>Continua&#8230;</p>
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		<title>O caso da máquina de tickets</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 14:23:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernarda Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[Sydney]]></category>
		<category><![CDATA[ticket machine]]></category>
		<category><![CDATA[usabilidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Foto retirada do google image Semana passada estive em Sydney para um workshop de Arquitetura de Informação (que merecerá um post a parte só pra falar disso, já que foi o motivo do meu sumiço por aqui). Claro que aproveitei para dar uma passeada pela cidade e conhecê-la, já que provavelmente muito em breve iremos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3044/2428135860_77fd937635.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;">Foto retirada do google image</p>
<p>Semana passada estive em Sydney para um workshop de Arquitetura de Informação (que merecerá um post a parte só pra falar disso, já que foi o motivo do meu sumiço por aqui). Claro que aproveitei para dar uma passeada pela cidade e conhecê-la, já que provavelmente muito em breve iremos morar lá. Em próximos posts falarei mais sobre Sydney, mas queria registrar um caso bem interessante aqui para os interessandos em usabilidade.</p>
<p>Saí do aeroporto de Sydney já sabendo o que tinha que fazer, pegaria um train para o centro da cidade e de lá um taxi para casa dos amigos que me abrigaram por quase uma semana &#8211; deixo aqui mais uma vez o meu agradecimento a Cacau e Alexandre que foram muito fofos em me aturar. Bom, eu não conheço muito países ou cidades no mundo, mas fiquei bem feliz de saber que tinha uma estação de train dentro do aeroporto.</p>
<p>Tudo muito bem, a sinalização para a estação de train estava perfeita, não tive dificuldade alguma para chegar até lá. Ao chegar vi dois guichês para comprar o ticket com filas enormes e algumas máquinas vazias, resovi pelas máquinas. Porém fiquei chocada, aquilo é um atentando a capacidade de qualquer ser humano e chega a ser motivo de piada. É tão complicada de usar, que é preferível ficar na fila do caixa.</p>
<p>Os caras que desenvolveram aquilo deveriam ser punidos, eles nunca ouviram falar em usabilidade! É claro que para quem já usa com frequência já deve ter se acostumou com a insanidade, mas para mim, que estava mexendo pela primeira vez, quase quebrei aquela porcaria, na vez anterior a conseguir finalmente meu ticket, eu já apertava as teclas com tanta força, com tanta raiva, que a mulher que estava do meu lado ficou olhando com uma cara assustada&#8230;</p>
<p>Descrevendo, ou tentado descrever, a bichana. Ela tinha pelo menos 350 botões, não é exagero. A primeira coisa que se tem que fazer é escolher o seu destino entre 330 destinos, se não contei errado, mas pela foto acima acho que é por aí mesmo. Depois você escolhe que tipo de ticket você precisa, 2 horas, diário, semanal&#8230;Então escolhia-se, se precisasse, o número de viagens, acho que o máximo são 10, mas não tenho certeza. Se a pessoa tem alguma concessão, ela tem que escolher entre algumas que são oferecidas. Depois você efetua o pagamento em nota ou moeda, e é dado o troco, caso você não tenha o dinheiro certo. Pelo menos o troco é dado direitinho, porém, na maioria das máquinas que dão troco, que não são todas, o troco máximo é de AU$19,90 dólares. Mas até que nem é tanto problema, pois nos guichês você pode pagar com notas grandes, caso não tenha menor, o problema é que na máquina tem estampado como vocês podem ver na foto, as notas australianas até AU$50 doláres. Ou seja, se eu sou desatenta e quero um ticket com retorno, eu pago AU$4,20 com uma nota de AU$50, que está ali estampada, e fico sem meu troco correto, é isso? Ou seja, eu TENHO que ver que o troco máximo é de 19,90, que está numa posição acima dos meu olhos, escrito numa luz verde horrorosa, que me lembrou o primeiro computador que tive contato, um gradiente MSX, com aquela tela preta e que escrevíamos em verde.</p>
<p>Espero que vocês tenham sentido um pouquinho da frustração que eu senti ao tentar me entender com aquela máquina. Certamente ela tem mais problemas, mas eu sinceramente não tive muito tempo pra analisar, pois sempre tinha alguém atrás de mim na fila ou estava com pressa. Além disso, não podemos esquecer que só fiquei em Sydney por 5 dias.</p>
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